Lançamento do Orquestra 3.0

De Porto Alegre, Kelly Sganderla e Fabiano Dias

A iProcess foi conferir o Lançamento do Orquestra 3.0 em evento, realizado no Centro de Eventos CIEE-RS em Porto Alegre, onde foi apresentada a nova versão do BPMS da Cryo Technologies.

Na apresentação, foram demostradas  as inovações do produto, na qual destacam-se:


Nova Plataforma

A versão 3 do Orquestra foi totalmente reescrita sobre uma nova plataforma tecnológica propiciando a aplicação de uma série de melhorias.

Nova Interface

  • A interface do portal ganhou uma nova área de trabalho, mais atraente e moderna.
  • O “Meu Ambiente de Trabalho” está mais integrado. Além da tradicional lista de tarefas, foi agregada uma nova área de notificações que possibilita o acompanhamento das atividades dos processos em tempo real.
  • Novas funcionalidades permitem a customização visual de cores para a identidade visual do cliente de forma simples e prática.
  • Nova estrutura multilíngue, já preparado para espanhol e inglês. A troca do idioma pode ser realizado tanto na página de login como nas configurações, não sendo necessário a reinicialização do sistema.

Melhor experiência do usuário na execução do trabalho

  • Novos controles na tarefa para maior flexibilização na execução das atividades, com possibilidade de devolver o processo para uma tarefa já concluída, encaminhar tarefa para questionamento a terceiros, cancelar, salvar e fechar.

Nova funcionalidade de consulta a terceiros

  • Melhoria  da usabilidade de execução de tarefa.
  • Mecanismo de arraste-solte para incluir múltiplos arquivos nas tarefas.
  • Filtros avançados de processos com opção de salvar filtro e compartilhamento de relatórios com outros usuários.
  • Mais funcionalidades para relatórios, reescritos com tecnologias que propiciam gráficos melhores, como os relógios e o novo mapa de calor do processo (que aponta as tarefas onde ocorre maior atraso).

Novo mapa de calor do Processo

Desenhador de Fluxogramas padrão BPMN

  • Novo desenhador de processos agora está mais aderente à notação BPMN. Os componentes anteriores foram remodelados e adequados aos respectivos elementos da notação.

Desenhador de processos

  • A ferramenta de modelagem está mais rica em experiência do usuário, com auto-alinhamento e melhor organização dos elementos do fluxo do desenho.
  • Definição/detalhamento das tarefas e formulários agora está integrada diretamente ao desenho do processo, propiciando maior produtividade na preparação do processo automatizado.
  • Criação dos formulários está mais visual e tem com editor integrado de scripts e estilos.
  • Gerenciamento do controle de acesso do processo desde a sua criação.
  • Importa o desenho do fluxo a partir de arquivos de modelos XPDL (como BizAgi) e Visio 2013.

Social/Colaborativo

  • Perfil do usuário agora conta com foto, que é apresentada em todos os históricos, chats e notificações, facilitando a identificação dos processos e seus participantes.
  • A nova área de notificação em tempo real mostra atualizações de status de processos em que o usuário está envolvido.
  • Chat online com usuários conectados, possibilitando que os usuários possam realizar consultas rápidas a outros colaboradores durante a execução da tarefa.

Inovações tecnológicas

  • O produto segue em plataforma Microsoft .NET, agora atualizado para .NET 4.0.
  • Suporta bancos de dados SQL Server e Oracle, ambos em suas últimas 4 versões (em homologação para Oracle 12g).
  • Incorporação de plugins para controles de skins e customização visual mais facilitada.
  • HTML 5: Última versão de linguagem para estruturação e apresentação de conteúdo, que apresenta novas funcionalidades de semântica e acessibilidade.
  •  Minificação de arquivos como JS e CSS, reduzindo o tráfego e beneficiando o desempenho do produto.
  • Mobilidade e multiplataforma: Suportado nos principais browsers do mercado (Chrome, Firefox, InternerExplorer, Safari) e plataformas móveis (iOS, Android, WindowsPhone e BlackBerry).

Apesar das inovações, empresas que já utilizam o Orquestra 2.x não deverão ter impactos na migração para a nova versão.

O release oficial está previsto para o dia 9 de setembro de /2013.

A partir do lançamento, o posicionamento da Cryo é acompanhar a implantação e uso do Orquestra 3 para avaliar o impacto das inovações e definir as próximas prioridades no roadmap do produto.

Conclusões
Percebemos no Orquestra 3 uma  evolução especialmente na melhoria da experiência do usuário na interação com o sistema – um aspecto chave para que a automação de processos possa ganhar mais adeptos dentro da organização.
Também vislumbramos um possível ganho em produtividade no desenvolvimento dos processos com o novo desenhador, que passou a seguir o padrão BPMN na representação dos processos e a integração da criação de formulários ao modelo do processo.
O investimento na criação de um ambiente mais social, com notificações em tempo real e chat, parecem ser uma boa aposta para o produto, já que esta vem se demonstrando uma tendência para o mercado dos BPMS.

Nesta sexta, 30/8, a Cryo realiza um webcast de apresentação do produto.

Para maiores informações sobre o Orquestra 3, visite o site do produto: http://www.cryo.com.br.

Mais laboratórios práticos e mais cases: reformulamos nossos cursos de BPM e SOA!

Tem novidade no site da iProcess education: a grade de cursos em BPM e SOA foi renovada!

Além do conteúdo aprofundado, agregamos mais laboratórios práticos e novos exemplos baseados em casos reais, aproximando ainda mais a matéria da aula à realidade do dia-a-dia de quem atua na Gestão por Processos.

E é claro, tem também o rico compartilhamento da experiência e conhecimento dos instrutores (que são os nossos blogueiros! =)

Confira no site www.iprocesseducation.com.br os cursos de:

  • Ciclo BPM
  • Modelagem de Processos de Negócio
  • Análise e Otimização de Processos
  • Modelagem de Processos para Automatização
  • BPMN 2.0 Prático e Avançado
  • SOA – Arquitetura Orientada a Serviços
  • Desafios dos Processos de Integração.

BPMN 2.0 – Novos Diagramas e Elementos: Introdução a Coreografia

Com frequência a notação BPMN tem sido tema de nossos artigos no blog, em geral relacionados aos elementos do diagrama de orquestração. Entretanto, desde 2011 a notação agregou, em sua última revisão, dois novos diagramas à especificação, o diagrama de conversação e o diagrama de coreografia.

Iniciaremos neste artigo o assunto a respeito das novidades relacionadas aos novos diagramas, começando pelo diagrama de coreografia, então vamos lá!

Diagrama de Coreografia (Coreography Diagram)

Para BPMN a Coreografia  é um tipo de diagrama que difere em propósito e comportamento da representação de um processo de negócio padrão (diagrama de orquestração).

O diagrama de orquestração é o mais conhecido e utilizado pela maioria das ferramentas de modelagem e define o fluxo das atividades do processo de  uma organização. Em contraste, a coreografia  define como processos interagem uns com os outros.

Na coreografia o foco não está na orquestração do trabalho realizado entre os participantes, mas sim na orquestração da troca de informações (mensagens) entre os processos da organização e de outros agentes externos (processos de fornecedores, clientes, etc), demostrando a dinâmica da comunicação entre eles.

As atividades de coreografia são conectadas em um fluxo lógico que representa toda a troca de informações e suas interações que acontece naquele processo de negócio.

Diagrama de Coreografia - foco está na troca de mensagens entre os processos (participantes)

Diagramas de coreografia podem ser vistos também como um contrato de negócio entre os participantes, onde o foco está na troca de informações (mensagens), implica no envio ou recebimento de algum tipo de documento, como é o caso do diagrama acima, onde o contrato de negócio está na forma de uma ordem de compra. Este diagrama representa o Processo de Ordem de Compra, o fluxo demostra a comunicação entre os três participantes (Varejista, Fornecedor e Fornecedor Externo).

Agora veja o mesmo processo representado pelo diagrama de orquestração, evidenciando a orquestração do trabalho realizado entre os participantes e  a sequência das atividades do processo de negócio.

Diagrama de Orquestração - foco na orquestração do trabalho realizado entre os participantes.

Cada participante representa uma piscina (pool) do diagrama de orquestração, raias (lanes) não são representadas no diagrama de coreografia e conectores de fluxos de atividades (message flow) viram atividades na coreografia. Veja este outro exemplo abaixo.

Os participantes representam a piscinas do diagrama de orquestração e os fluxos de atividades viram atividades na coreografia.

Resumindo, podemos dizer que Diagrama de Coreografia:

  • Focaliza a forma como os participantes trocam mensagens, demonstrando a comunicação entre os eles;
  • É a representação dos processos e suas interações;
  • Demonstra o comportamento esperado entre os participantes;
  • É o contrato de negócio de interação entre os participantes.

No artigo seguinte desta série: BPMN 2.0 – Novos Diagramas e Elementos: Coreografia no detalhe, nos aprofundamos um pouco mais no assunto, apresentando os principais elementos BPMN que contribuem para uma modelagem completa. Um descrição detalhada de cada elemento, suas características e como eles são usados em uma coreografia.

Esperamos que tenham gostado desta introdução ao assunto, fiquem a vontade para fazer seus comentários, tirar dúvidas, críticas e sugestões são sempre bem vindas.

A importância de avaliar a cultura e o medo da mudança na implementação de BPM

Neste artigo vamos abordar alguns dos aspectos mais críticos, e frequentemente ignorados, no que se refere a implementar BPM nas organizações: como a cultura organizacional e o medo da mudança são fatores que podem afetar consideravelmente o resultado desta iniciativa.

Durante a implementação de projetos de BPM, é muito frequente se deparar com obstáculos relacionados à cultura da organização, principalmente no que se refere à forma como as coisas costumam ser feitas. São procedimentos, padrões e ferramentas que se estabeleceram com o passar do tempo, e acabaram virando a única forma conhecida das pessoas de realizar o seu trabalho. Com a realização de um trabalho de análise e redesenho do processo através de uma iniciativa de BPM, então todos os gaps, ineficiências e problemas desta forma de trabalho podem vir à tona. Podemos citar como exemplo um caso clássico na automatização de processos: a substituição de formulários em papel que devem ser assinados manualmente pelos gestores, por formulários eletrônicos em que a aprovação é controlada por um processo automatizado e realizada através de uma lista de trabalho.

É do nosso conhecimento casos em que usuários de negócio ficaram receosos e resistentes pelo simples fato de que as aprovações necessárias não iriam mais ser em papel, ou seja, sem a assinatura “física” do seu gestor. São usuários que não foram suficientemente informados de todos os conceitos por trás de uma aprovação digital, e chegaram a exigir (já numa fase bem adiantada de uso do processo) que os participantes deveriam adicionalmente imprimir o histórico de aprovações e anexar junto a solicitação, para que fosse dado o encaminhamento para a próxima área envolvida. Temos aqui um caso em que um dos maiores benefícios da automatização de processos, que é a economia de papel, foi praticamente anulada simplesmente pelos receios de usuários mal informados.

Uma mudança na forma de como são feitas as coisas pode mexer ainda com questões comportamentais enraizadas na organização, e que podem passar despercebidas até para o mais experiente analista de processos. Podemos citar o exemplo de um solicitante que aproveitava o momento em que solicitava a aprovação do seu gestor (com o formulário em papel em mãos), para sentar com ele na sua sala, tomar um cafezinho e discutir com ele banalidades e o resultado do futebol no fim de semana. E que, de uma hora pra outra, teve esta rotina agradável e esperada (do ponto de vista dele) sendo substituída pela rápida, eficiente e distante aprovação eletrônica. O exemplo pode até parecer exagerado e cômico, mas é um tipo de percepção que de fato ocorre entre os usuários, e é preciso ficar atento.

A resistência a mudanças pode ser um grande impeditivo para o sucesso de projetos de BPM. Se os usuários não forem suficientemente informados e principalmente convencidos da necessidade da mudança, podem virar grandes opositores e chegar ao ponto de boicotar a iniciativa, levando muitas vezes o projeto ao fracasso. Em outro exemplo que ilustra esta situação, uma das pessoas envolvidas na execução de um processo chegou a temer pelo seu emprego, quando descobriu que a automação do processo iria realizar de forma automática muito dos procedimentos que esta pessoa executava de forma manual, procedimentos os quais tomavam boa parte do seu dia. Foi então necessário um trabalho de informação e conscientização com esta pessoa, informando que esta seria direcionada para atividades de maior valor agregado, para que a resistência e o medo da mudança fossem finalmente superados.

Se durante uma iniciativa de BPM as organizações optarem por ignorar a avaliação da cultura interna e não realizarem uma etapa de gerenciamento das mudanças com todos os envolvidos, certamente poderá se esperar como resultado uma resistência muito grande e, em casos extremos, até o cancelamento da iniciativa.