Novidade! Guia BPMN 2.0 da iProcess

Acabou de sair do forno, nosso quentíssimo Guia de referência rápida BPMN 2.0 (e modéstia a parte, todos achamos ele lindo)!

Criamos esse guia em português para facilitar a vida de quem precisa modelar, interpretar, implementar processos de negócio utilizando a notação BPMN.

Todos os elementos da notação estão documentados de forma clara e objetiva, para ajudar a esclarecer dúvidas e orientar o melhor uso dos mesmos.

O guia também tem um exemplo aplicado de diagrama de processo com uso dos elementos mais comuns, e informações de referência dos outros elementos dos outros dois tipos de diagrama da notação: o Diagrama de Coreografia e o Diagrama de Conversação.

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Ele também faz parte do material didático dos nossos cursos especializados em BPM e BPMN.

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Confira na agenda da iProcess Education as próximas turmas do nosso treinamento de Mapeamento de Processos com BPMN 2.0 – Prático e Avançado e de nossos cursos para desenvolver conhecimentos e técnicas em modelagem, melhoria e otimização e análise para automação de processos!

 


28/3/14 – Atualização: O arquivo para download foi atualizado com a v2 do guia, que contempla pequenos ajustes no diagrama de exemplo e ajuste dos nomes dos elementos de tarefa de envio e recebimento (estavam invertidos). Aos amigos que identificaram nossa pequena falha, agradecemos a dica!

 

BPMN: Uma atividade para mais de um participante do processo

Há uma questão recorrente na modelagem de processos relacionada à distribuição de atividades nas lanes de processo: como representar um trabalho sendo realizado por mais de uma pessoa?

Por exemplo:
Digamos que em um processo há uma reunião realizada entre o Diretor de Planejamento e o Diretor Financeiro, que recebem uma proposta de um analista e realizam uma reunião para avaliar sobre o investimento. A seguir, eles atuam na priorização das ações relacionadas ao investimento, e a partir desta priorização são realizadas outras ações.

Para essa situação em que há dois participantes envolvidos na realização de uma mesma tarefa, já vimos diagramas que tentam representar isso de algumas formas peculiares:

"Tentei demonstrar que as atividades são realizadas pelos dois usuários posicionando-as sobre o limite entre as duas lanes."

A abordagem acima é inadequada sob o ponto de vista de uso da notação BPMN e poderá gerar interpretações diferentes. Para a notação, uma atividade só pode estar associada a uma raia (lane), e mesmo que a ferramenta de criação do diagrama não aponte o problema na validação do processo, o fato é que internamente as atividades estão vinculadas a apenas uma lane. Isto está estabelecido na própria especificação da notação. Se a ferramenta utilizada dispõe de geração de relatório que lista quais tarefas estão relacionadas a quais lanes, essas tarefas só estarão associadas a um único participante.
Tem um outro problema ao se praticar o mapeamento desta forma: e se os investimentos tivessem que envolver também o Diretor de Tecnologia – como colocar as tarefas compartilhando pessoas de três raias?

Outra tentativa comum é a refletida no exemplo abaixo:

"Coloquei as tarefas em paralelo porque eles fazem a reunião ao mesmo tempo."

No diagrama acima, as regras de validação lógica do uso da notação também não apontariam problema, mas o processo ainda não estaria corretamente representado.

A interpretação que se deve ter no uso do gateway paralelo não é de que as atividades paralelizadas serão realizadas ao mesmo tempo, e sim que elas podem ser feitas em paralelo porque não há restrição de dependência entre elas. Assim, apesar de serem iguais no exemplo acima, cada tarefa tem sua execução própria, levando ao entendimento que cada um fará as atividades quando tiver disponibilidade. Por exemplo: digamos que o Diretor de Investimentos faça “Avaliar investimento” pela manhã e já siga para a próxima tarefa, enquanto o Diretor Financeiro só consiga iniciar a tarefa “Avaliar investimento” à tarde. O processo mapeado acima permite essa interpretação.

Se a ideia é de que os dois realizem juntos a tarefa “Avaliar investimento” e “Priorizar etapas do investimento”, recomendamos uma forma de mapear isto um pouco diferente:

Uma raia com um papel em grupo que abstrai os participantes e garante que as tarefas sejam realizadas em conjunto pelos envolvidos.

Nesta abordagem, criamos uma raia para um papel que abstrai um grupo (o  ”Comitê de Avaliação de Investimentos”), e atribuímos as atividades a ela. Na descrição da raia, ficam estabelecidas as regras usadas para definir quem são os participantes do comitê – que neste caso será formado pelos Diretores de Investimentos e Financeiro. Esta abordagem ainda possibilita que outros diretores possam se juntar ao comitê sem impactar no diagrama do processo, bastando apenas ajustar a descrição dos participantes do grupo.