BAM – Uma visão geral

Em um artigo anterior, tivemos uma breve explicação sobre uma ferramenta de BAM que pode ser utilizada para realizar o monitoramento de atividades do negócio.

Achamos que é hora de aprofundar um pouco mais este conceito. Então vamos começar novamente do básico: O que exatamente é o BAM?

BAM é a sigla para Business Activity Monitoring, que é uma tecnologia que permite realizar o monitoramento em tempo real de indicadores de desempenho da empresa. Isso possibilita a tomada de decisão de uma forma mais ágil, a partir da análise desses indicadores. Existem ferramentas de BAM que permitem, inclusive, a execução de planos de contingência baseado em gatilhos previamente definidos, como por exemplo o envio de alertas por e-mail quando um determinado indicador está fora dos limites definidos.

Algumas características importantes deste tipo de tecnologia:

  • É voltada para a ação imediata a partir do acesso à informação;
  • BAM é focado no que está acontecendo, não o que aconteceu, ou pode acontecer;
  • BAM fica, desta forma, posicionado entre o foco histórico e analítico do BI e o planejamento futuro de negócio do CPM (Corporate Performance Management).

Com uma ferramenta de BAM é possível, por exemplo:

  • Monitorar processos:
    • Acompanhar as etapas;
    • Identificar problemas ou gargalos;
  • Realizar agregações de dados provenientes de diferentes sistemas:
    • Realizar médias, somas, agrupamentos, cálculos;
  • Processar eventos complexos:
    • Correlação de eventos isolados;
    • Identificar ameaças e oportunidades;
  • Obter informações de contexto:
    • Acompanhar desempenho histórico;
    • Evolução da média;

Normalmente as ferramentas de BAM são oferecidas em ambiente Web, desta forma facilitando o acesso.

Uma ferramenta de BAM disponibiliza uma interface gráfica para exibição de dados diversos de negócio, normalmente em um formato de dashboard (ou simplesmente um “relatório”).

Dashboard é o termo utilizado para designar uma série de gráficos que são visualizados de forma conjunta, onde cada gráfico pode ser de um tipo diferente (ex: gráfico de pizza, gráfico de barra), cada qual exibindo informações relacionadas a uma determinada informação/indicador de negócio. Normalmente um dashboard irá exibir informações relacionadas a um determinado contexto/área de negócio, como por exemplo indicadores relacionados a área de logística ou a área de suporte de TI. Veja um exemplo de dashboard na imagem abaixo:
A arquitetura de um produto BAM pode variar de acordo com a ferramenta. Podemos, no entanto, descrever a arquitetura usual da seguinte forma:

  • Interface de desenvolvimento: é a interface que permite o desenvolvimento dos gráficos pelos desenvolvedores e a definição dos dados pelos arquitetos;
  • Interface de apresentação: é a interface dos usuários finais com a ferramenta, permitindo a visualização dos dashboards implementados;
  • Base de dados:  é o repositório das informações que são exibidas na camada de apresentação do BAM. Muito embora as fontes dos dados exibidos no BAM tenham origem sempre em outros sistemas (ex: BPMS, ERP, Banco de Dados, etc), as ferramentas de BAM normalmente possuem uma base de dados própria para armazenamento destas informações, assim diminuindo a necessidade de buscar as informações a todo momento nos sistemas de origem;
  • Camada de integração: é a camada que permite a integração da ferramenta de BAM com outros sistemas e fontes de dados, para armazenamento na base de dados própria da ferramenta;
  • Interface de administração:  se encarrega, por exemplo, da definição de usuários e perfis/restrições de acesso, bem como integrações com repositórios de usuários existentes (ex: AD, LDAP);
  • Camada de Monitoramento de Alertas/Ações: em ferramentas de BAM que a possuem, é responsável por verificar a alteração e desvio dos valores dos indicadores e disparar ações de tratamento  (ex: envio de e-mail ou SMS de alerta)

Um dos principais aspectos relacionados a uma ferramenta de BAM é que a ferramenta não é fonte/origem de dados, ou seja, ela não “cria” nenhuma informação, mas apenas consolida e exibe dados provenientes de outros sistemas ou fontes de dados. Neste sentido, temos normalmente 2 cenários:

  1. Ferramenta de BAM que faz parte de uma suite de BPMS: o BAM é um dos módulos da solução de BPMS. Neste caso, a ferramenta está habilitada a exibir informações provenientes dos processos automatizados na solução.
  2. Ferramenta de BAM que é um produto independente:  neste caso o produto normalmente tem uma arquitetura mais robusta e abrangente, permitindo assim que os dados provenham de diferentes origens, também podendo ter integração nativa com ferramenta de BPMS. Alguns exemplos de origens de dados que podem ser enviados para a ferramenta de BAM:
    • Dados de aplicações, transições de estado;
    • RFID e sensores;
    • Sistemas de mensagens (JMS, MQSeries, etc);
    • Bancos de Dados;
    • ERPs;
    • Sistemas legados diversos;
    • etc;

Bons resultados no monitoramento da atividade do negócio com BAM não dependem apenas da ferramenta, mas da definição de bons indicadores, buscando a visão equilibrada de indicadores direcionadores e indicadores de resultados. A definição de medidas, métricas e indicadores já foi tema de artigo em nosso blog. Confira em: http://blog.iprocess.com.br/2014/05/medidas-metricas-e-indicadores/

Em futuros artigos, vamos falar dos benefícios na utilização de uma solução de BAM, bem como dos principais passos e cuidados que devem ser tomados para iniciar projetos neste tipo de tecnologia. Fique ligado!

 

Webinares iProcess 2014 – Primeiros Passos em BPM: Os desafios do primeiro projeto

Esta é a gravação de nosso quarto webinar neste ano. Aos que participaram da apresentação ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

Aos que não puderam participar, esta é a oportunidade para conferir a gravação de nosso webinar de Primeiros Passos na Adoção de BPM em minha organização: os desafios do primeiro projeto, apresentado pelo Eduardo Britto em 02/10/2014.


 
A apresentação também está disponível no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinares-iprocess-2014-primeiros-passos-em-bpm-os-desafios-do-pr.

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: “Quanto à visão do cliente, ao foco do cliente, neste trabalho de implantação de projeto, como pode ser feito? Você recomenda envolver o próprio cliente no projeto?”
Resposta: Existem diversas formas de obter a visão do cliente, direta ou indiretamente. De forma indireta, pode-se analisar as informações obtidas no atendimento ao cliente (reclamações e sugestões, por exemplo) e sites agregadores de opiniões, como o reclame aqui, foursquare, entre outros. Nestes canais, em geral o que se obtém são os descontentamentos do cliente em relação ao negócio, e este tipo de feedback é muito importante para a melhoria dos processos. De forma direta, os clientes (ou grupos de clientes) podem ser consultados sobre o processo através de pesquisas ou entrevistas. Algumas organizações inclusive aproveitam esta oportunidade para transformar em campanhas de marketing, apresentando ao mercado sua preocupação com a visão do cliente.

Pergunta: “Em uma empresa que tem a ferramenta Lean estruturada, como fazer a implantação do BPM sem que esta estratégia pareça concorrente do Lean? Ou seja, como fazer a fusão da ferramenta Lean e BPM de forma a obter ganhos em todos os aspectos?”
Resposta: Esta pergunta foi respondida durante a apresentação, mas podemos reforçar que Lean é uma excelente ferramenta e pode ser aplicada na melhoria de processos. Assim, na adoção da disciplina de BPM, Lean é uma ferramenta que complementa a etapa de redesenho do processo, propiciando uma análise que direcione a um processo mais leve e enxuto.

Pergunta: “Você acredita que a cultura organizacional pode ser fator de impacto na adoção do BPM quanto à geração de resultados de impacto que o BPM pode trazer à organização?”
Resposta: Esta pergunta também foi respondida durante a apresentação, mas entendemos que sim. Na verdade, a cultura organizacional é um fator que contribui fortemente na adoção e nos resultados que a organização obterá com a prática dessa disciplina de gestão.

Webinares iProcess 2014 – Primeiros Passos em BPM: da Venda Interna ao Primeiro Processo

Esta é a gravação do terceiro webinar da série lançada este ano pela iProcess, através do qual compartilhamos nosso expertise e experiência em gestão por processos.
Aos que participaram da transmissão ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

Aos que não puderam participar, esta é a oportunidade para conferir a gravação de nosso webinar de Primeiros Passos para a adoção de BPM na minha organização: da venda interna à escolha do primeiro processo, apresentado pelo Eduardo Britto em 25/09/2014.

 

A apresentação também está disponível no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinar-3-primeiros-passos-para-a-adoo-de-bpm-na-minha-organizao-da-venda-interna-escolha-do-primeiro-processo


Nesta quinta-feira, 02/10 Às 10h, Eduardo Britto continua a discutir sobre os primeiros passos para adoção de BPM, desta vez falando sobre os desafios do primeiro projeto. Registre-se agora e participe!
https://attendee.gotowebinar.com/register/5376585832758612225


Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: “Em relação aos tipos de projetos, na sua opinião quanto é prejudicial automatizar após modelar?”
Resposta: Esta pergunta foi respondida durante a apresentação. Ao longo dos nossos 14 anos, percebemos que automatizar após a modelagem é uma prática que pode ser eficiente, porém também possui riscos. A modelagem para conhecimento do processo tende a apresentar a situação atual do mesmo, mas não se preocupa em resolver seus problemas. Assim, partir desta modelagem (AS IS) para a automação implica no risco de automatizar os problemas, o que além de fazer com que eles continuem existindo, pode também potencializá-lo (imagine um gargalo que acontecia algumas vezes por semana passar a ser executado muitas vezes mais devido à agilidade ganha na automação do processo?). Assim, o redesenho do processo, analisando os problemas evidenciados na modelagem AS IS e transformando-o em um processo mais eficiente tende a ser uma prática mais adequada antes da automação.

Pergunta: “Quais são as alternativas de fortalecimento e disseminação do trabalho do escritório de processo quando o apoio da alta direção não é efetivo?”
Resposta: As mudanças organizacionais requeridas com a adoção da prática de BPM costumam ser bastante impactantes na rotina da organização, de forma que o apoio da alta gestão se torna fator chave para reforçar a importância dos movimentos que serão realizados. Se a alta gestão não está alinhada com o escritório de processos, está na hora de conquistá-la – e a realização de um bom primeiro projeto de melhoria de processo com uma boa medição do antes e depois pode trazer aos gestores os números que eles precisam para compreender a relevância da atividade deste grupo de profissionais.

Pergunta: “Ao longo da apresentação, é bastante citada como projeto. Projeto tem começo, meio e fim. BPM para sua adoção e execução plena, não deveria ser encarada como uma disciplina?? (sendo esta disciplina envolvendo projetos)”
Resposta: Sim, o alinhamento é exatamente este. BPM é a disciplina, mas sua implementação na organização em geral acontece através da execução de projetos. Os projetos em BPM podem ter diferentes escopos, sendo alguns focados na implantação da governança, enquanto outros são específicos para a execução de etapas do ciclo de vida do processo (modelagem, transformação, implantação, etc), até a estabilização do processo quando ele passa a ser controlado pela gestão do dia-a-dia dos processos.

Pergunta: “Como se faz a junção dos esforços da Metodologia Lean, através dos Kaizens, e da Disciplina de BPM, através da transformação de processos?”
Resposta: Lean e Kaizens são excelentes ferramentas que o grupo de profissionais de processos podem adotar durante a atividade de análise para a identificação das oportunidades de melhoria dos processos, bem como no monitoramento da execução do processo.

Pergunta: “Se a empresa tiver que optar entre o apoio da direção ou apoio dos colaboradores envolvidos, qual é a melhor opção?”
Resposta: Esta pergunta foi respondida durante a apresentação. Implementar BPM sem o apoio da direção envolve mudança, que precisa de patrocínio, para sensibilizar as pessoas envolvidas. Mas o apoio das pessoas envolvidas também é importante para o sucesso da implementação.

Pergunta: “Transformação e Otimização faz parte do Ciclo BPM?”
Resposta: Sim, o treinamento Transformação e Otimização de processos é o segundo módulo do programa Ciclo BPM realizado pela iProcess Education. Para mais informações sobre este programa, visite o site: www.iprocesseducation.com.br/ipe00.