Sobre Eduardo Barra Cordeiro

* Arquiteto e Desenvolvedor de Integração com BPEL pela iProcess, atuando profissionalmente na área de TI há mais de 15 anos * Graduado em Análise de Sistemas pela Universidade Positivo-PR * Pós graduado em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela PUC-RS * Oracle Service Oriented Architecture 11g PreSales Specialist

Desafios intangíveis da implantação SOA – compartilhando experiências

Apesar da Arquitetura Orientada a Serviços não ser novidade, com inúmeros livros, artigos e materiais publicados sobre o tema, verificamos no decorrer da experiência em projetos que existe ainda uma grande discrepância na compreensão do conceito que existe por trás dessa sigla. Com frequência vemos “SOA” sendo usado para descrever uma camada com serviços de integração, muitas vezes ponto a ponto, desconsiderando totalmente a riqueza de critérios relacionados ao conceito.

Essa distância entre proposição e aplicação não é exclusividade de SOA. No desenvolvimento ágil de software, por exemplo, muitos projetistas e empresas afirmam usar SCRUM, enquanto possuem somente um grande backlog de tarefas e um quadro kamban com a lista de TO DO, DOING, DONE. Muitas vezes utilizam-se desse artifício para justificar uma documentação precária. Mas isso é um outro assunto. :)

Em projetos de integração, quando é necessária uma camada – obviamente – de integração, comumente usa-se o termo camada SOA para defini-la. Mas sem um alinhamento arquitetural apropriado, esta camada acaba se restringindo simplesmente a um aplicativo cuja função é fazer com que dois ou mais sistemas possam trocar informações entre si. Isso por si só não caracteriza SOA e não gera nenhum benefício e nem ganho tangível para a organização. Esta distorção do conceito pode causar uma grande antipatia por parte de clientes e usuários. Assim, em algumas situações, chega-se ao ponto que, basta ouvir falar em ‘SOA’, que a rejeição é certa!

Com o tempo começamos a observar que esse é, talvez, um dos maiores limitadores para que a arquitetura orientada a serviços ganhe espaço hoje nas organizações. Sem conhecer com um pouco mais de profundidade o conceito é praticamente impossível que haja aceite da utilização desse tipo de arquitetura por parte do financiador do projetos. É difícil justificar SOA do ponto de vista tempo, custo e escopo. Pensar em criar serviços que serão reutilizáveis e outros artifícios como governança nem sempre são reconhecidos quando falamos de um cenário de TI que, atualmente, trabalha sempre com curtos prazos e projetos que já começam atrasados.

Se você também se depara com essas situações no seu dia-a-dia, queremos saber o que você faz para lidar com elas. De qualquer maneira, aproveitamos pra compartilhar algumas lições aprendidas nossas:

  1. Procure compreender o conceito de SOA. Aqui no nosso blog temos alguns artigos sobre o tema (veja esse, por exemplo). Se preferir um livro, sugerimos a literatura de Thomas Erl, especialmente dois: “SOA: Concepts, Tecnology and Design” e “SOA: Principles of Service Design“.
  2. Deixe claro o que é e o que não é SOA. Quando o seu cliente chamar a camada de integração (por exemplo, ponto a ponto) de “SOA”, esclareça que isso não é uma arquitetura orientada a serviços. Se precisar justificar, lembre-se que:
  • SOA não é
  • uma tecnologia
  • uma metodologia
  • algo que se compra e que se instala
  • um webservice
  • SOA é:
  • uma filosofia arquitetural
  • baseada no conceito do uso de serviços atômicos, independentes e com baixo acoplamento

Falando de SOA, precisamos falar também de serviços. Segundo Erl, existem oito requisitos que definem uma boa implementação de serviços para que a implantação de SOA seja satisfatória. São eles:

  • Contrato de Serviço Padronizado: serviços dentro do mesmo inventário de serviços estão em conformidade com os mesmos padrões de design de contrato.
  • Serviço com Fraco Acoplamento: os contratos de serviços exigem e impõem baixo acoplamento e estão dissociados de seu ambiente e escopo.
  • Abstração de Serviço: contratos de serviços contém apenas informações essenciais. Informações sobre os serviços são limitas ao que é publicado em contratos de serviços.
  • Reutilização de Serviço: serviços contém e expressam uma lógica agnóstica e podem ser posicionados como recursos corporativos reutilizáveis.
  • Autonomia de Serviço: serviços exercem um alto nível de controle sobre o ambiente de execução.
  • Serviço statelessness: serviços minimizam o consumo de recursos, adiando a gestão da informação do estado, quando necessário.
  • Descoberta de serviço: serviços são complementados com meta dados comunicativos, onde cada um deles pode ser efetivo.
  • Modularidade de Serviço: serviços são participantes efetivos em composições (composites), independentemente do tamanho e da complexidade da composição.

Estas são algumas informações que podem ser úteis para você que também acredita nos valores de SOA.

E nós aguardamos suas experiências. :)

Oracle SOA Suite – Build e Deploy multi-ambiente utilizando scripts ANT

Depois de alguns anos de experiência utilizando o Oracle SOA Suite 11g em diferentes projetos, a iProcess elaborou uma solução para build e deploy dos projetos BPEL e BPM utilizando scripts ANT customizados que, em parte, são disponibilizados pela própria Oracle e, em partes, foram adaptados pela empresa. O post de hoje apresenta essa solução, além de disponibilizar um pacote de scripts de exemplo.

Antes, porém, vamos ‘chover no molhado’ e conceituar simplesmente build e deploy. Vimos, pela experiência de projeto, que nem sempre isso é claro para todos.

  • build: é o ato de ‘empacotar’ o projeto. Todo o projeto será incluído num único arquivo (basicamente um ZIP) que, posteriormente, será enviado para o servidor onde será feita a disponibilização.
  • deploy: é o ato de disponibilizar o projeto ‘empacotado’ no servidor. Para isso, obviamente, serão necessárias as informações do servidor de destino. Note que o nosso post irá tratar bastante desse assunto, já que existem possibilidades de deploy customizados para diferentes ambientes.

Ainda, antes de apresentarmos a solução, queremos responder à pergunta: por que criamos essa opção utilizando scripts ANT? Não seria mais simples continuar realizando o build + deploy via JDeveloper?

Vamos relacionar algumas justificativas:

  • deploy em vários ambientes: é comum em projetos de integração e automação de processos a necessidade de trabalharmos com diferentes ambientes (desenvolvimento, testes, homologação, produção). O projeto é o mesmo. O que mudam são os enpoints dos serviços e informações específicas de conexões, JCA’s, etc. Nesses casos a utilização de arquivos de configuração que contenham as informações dos enpoints e dos outros dados personalizados por ambiente simplifica a vida da pessoa responsável por instalar o projeto nos vários destinos (homologação/produção), bastando selecionar o ambiente destino e realizar o deploy para ele.
  • faça o build uma vez e o deploy muitas vezes: promover o mesmo build para vários ambientes é algo extremamente valioso. Isso dá a garantia de que exatamente o mesmo projeto que foi testado no ambiente X será testado nos ambientes Y, Z… Caso contrário, se algo tiver que ser alterado no projeto depois de já tê-lo testado em algum ambiente (mesmo que essa informação seja o endpoint de algum serviço) sempre existirá a possibilidade de algo estar diferente (inclusive um novo defeito), colocando em risco todos os testes que já foram realizados até então.

Feito. Vamos ao que interessa. Abaixo está descrito o padrão utilizado pela iProcess para build/deploy dos projetos no SOA Suite. A descrição inclui o uso de projetos BPM e HumanTasks. Agradecemos ao Rafael Andrade pela grande contribuição na organização desse material.

A estrutura de diretórios abaixo tem como objetivo permitir que projetos SOA/BPM sejam preparados, desde o seu desenvolvimento, para serem migrados entre os diversos ambientes existentes (desenvolvimento, homologação, produção, etc) sem a necessidade de efetuar ajustes nos projetos durante o build/deploy em cada ambiente específico. Será mais simples ver a descrição desses tópicos com o projeto em mãos. Clique aqui para realizar o download.

 sca
 |-- bin
 |    |-- ear
 |    |-- templates
 |    |     |-- form_application
 |    |     |     |-- application.xml
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- build-wars.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |     |-- form_project
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |     |-- soa_project
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- build-customize.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |-- war
 |    |-- .adf
 |    |     |-- META-INF
 |    |     |    |-- adf-config.xml.seed.local
 |    |     |    |-- adf-config.xml.seed.server
 |    |-- build_ENV.properties
 |    |-- custom-build.xml
 |    |-- custom-build-app.xml
 |    |-- custom-build-app-common.xml
 |    |-- custom-build-app-mod.xml
 |    |-- custom-build-app-mod-common.xml
 |    |-- custom-build-common.xml
 |    |-- developer_build.properties
 |    |-- global_build.properties
 |-- projects
 |    |-- forms
 |    |      |-- <aplication 1>
 |    |      |      |-- <project 1>
 |    |      |      |-- <project 2>
 |    |      |-- <aplication 2>
 |    |      |      |-- <project 1>
 |    |      |      |-- <project 2>
 |    |-- soa
 |    |      |-- <project 1>
 |    |      |-- <project 2>
 |-- shared
 |    |-- mds
 |    |    |-- apps
 |    |    |    |-- <project name>
 |    |    |    |      |-- fault-policies
 |    |    |    |      |    |-- <fault policies files>
 |    |    |    |      |-- xsd
 |    |    |    |      |    |-- <directories and XSD files>
 |    |-- build.xml
 |    |-- local_build.properties
 |    |-- shared.jpr

Diretórios:
sca: diretório raiz dos projetos SOA/BPM. Este diretório e toda a sua estrutura interna deve ser criado no sistema de controle de versões do projeto.

  • bin: diretório onde estão localizados os scripts de build/deploy e os arquivos de configuração
  • ear: arquivos utilizados na geração do EAR que representa a aplicação Java contendo os módulos web com os formulários das human tasks do projeto. Tanto a estrutura de diretórios interna quanto os arquivos existentes nela são apenas utilizados na geração do EAR, não devendo ser alterados.
  • templates: diretório contendo os templates de arquivos que devem ser copiados para os projetos de acordo com a situação
  • form_application: arquivos que devem ser copiados para o diretório da aplicação Java que conterá os formulários das human tasks. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • application.xml: arquivo que descreve os módulos da aplicação Java. Deve ser copiado para a pasta raiz de cada aplicação Java, devendo ser customizado a medida que os projetos dos formulários forem sendo criados.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada aplicação.
  • build-wars.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java, devendo ser customizado a medida que os projetos dos formulários forem sendo criados para conter uma chamada para o build de cada um dos projetos que compõe a aplicação.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java, devendo ser customizado para conter o nome da aplicação que deve ser criada. O nome informado neste arquivo deve ser o mesmo informado na tag display-name do arquivo application.xml.
  • form_project: arquivos que devem ser copiados para o diretório dos projetos de formulários das Human Tasks. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz do projeto de formulário da Human Task. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada projeto de formulário.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz do projeto de formulário da Human Task, devendo ser customizado para conter o nome do módulo web que deve ser criado.
  • soa_project: arquivos que devem ser copiados para o diretório dos projetos SOA/BPM. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todos os projetos SOA/BPM. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada projeto
  • build-customize.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz dos projetos SOA/BPM quando for necessário fazer algum tipo de customização (replace de TOKENS) no configuration plan do projeto. Nestes casos, o arquivo deve ser copiado e atualizado, sendo adicionadas as tags de replace necessárias. Por padrão, os tokens @managed.server.host, @managed.server.port e @partition.name são automaticamente substituidos pelos valores do hostname, porta e partition, respectivamente, buscando dados dos arquivos build_ENV.xml e global_build.properties. Deste modo, o arquivo build-customize.xml só precisa ser criado caso algum outro token adicional precise ser substituido. Por exemplo: nome de filas, caminhos de diretórios, endereço de serviços externos invocados, etc.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz dos projetos SOA/BPM quando for necessário definir alguma property específica para este projeto. Normalmente este arquivo é necessário quando apenas o configuration plan deste projeto precisa ser customizado com alguma informação que ainda não exista nos demais arquivos de properties e que faça sentido apenas para este projeto.
  • war: arquivos utilizados na geração do WAR que representa cada um dos módulos web contendo os formulários das Human Tasks. Tanto a estrutura de diretórios interna quanto os arquivos existentes nela são apenas utilizados na geração do WAR de cada projeto, não devendo ser alterados.
  • .adf/META-INF: diretório que simula o diretório de uma aplicação SOA/BPM. Neste diretório estão os arquivos necessários para acessar o MDS. Os dois arquivos contidos nesse diretório são templates que o script de deploy utiliza como base (faz uma cópia) para criar o arquivo contendo as informações que efetivamente serão utilizadas para acessar o MDS durante o deploy.
  • adf-config.xml.seed.local: arquivo contendo o template de configurações necessárias para acessar o MDS local na máquina do desenvolvedor.
  • adf-config.xml.seed.server: arquivo contendo o template de configurações necessárias para acessar diretamente o MDS do servidor.
  • build_ENV.properties: arquivo de properties que contém as informações específicas de cada ambiente (desenvolvimento, homologação, produção, por exemplo). Deve ser criado um arquivo de properties por ambiente, sendo o nome ajustado de acordo (build_dev.properties, build_hom.properties, build_prod.properties, por exemplo). Os valores internos também devem ser ajustados para refletirem os valores de cada ambiente. Utilize o arquivo build_ENV.properties como template para construção dos arquivos específicos de cada ambiente.
  • custom-build.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para os projetos SOA/BPM. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy dos projetos.
  • custom-build-app.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para as aplicações Java. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-app-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy das aplicações.
  • custom-build-app-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de aplicações Java.
  • custom-build-app-mod.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para os projetos de formulários das Human Tasks. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-app-mod-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy dos projetos.
  • custom-build-app-mod-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy dos projetos de formulários das Human Tasks.
  • custom-build-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de projetos SOA/BPM.
  • developer_build.properties: arquivo que contém properties específicas do ambiente de desenvolvimento de cada desenvolvedor. Após baixar toda a árvore de diretórios do sistema de controle de versões, cada desenvolvedor deve customizar este arquivo de acordo com as suas opções de builde e deploy.
  • global_build.properties: arquivo que contém as properties globais do projeto. Neste arquivo estão armazenadas as propriedades que são comuns a todos os componentes do projeto e que não variam de acordo com o ambiente.
  • projects: este diretório irá conter todos os diretórios de projetos SOA/BPM criados, bem como as aplicações e projetos Java criado para os formulários das Human Tasks. Deverão ser armazenados nele os diretórios de projeto com toda a estrutura de pastas criada pelo jDeveloper. Apenas os diretórios de projetos devem ser armazenados, não devendo ser armazenado nele o diretório da aplicação. No caso da aplicação Java que conterá os formulários das atividades humanas, o diretório criado não é o diretório da Application criado pelo jDeveloper, mas apenas um diretório simples para organizar os projetos dos formulários, com so arquivos necessários para o seu build/deploy, de modo que o diretório da application criado pelo jDeveloper não deve ser armazenado.
  • forms: diretório que irá conter as aplicações e projetos Java dos formulários das Human Tasks.
  • <APLICACAO 1>: diretório de uma aplicação Java, com os arquivos de build e deploy copiados do template
  • <PROJETO 1>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <PROJETO 2>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <…>
  • <APLICACAO 2>: diretório de uma aplicação Java, com os arquivos de build e deploy copiados do template
  • <PROJETO 1>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <PROJETO 2>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <…>
  • <…>
  • soa: diretório que irá conter os projetos SOA/BPM.
    • <PROJETO 1>: diretório de um projeto SOA/BPM
    • <PROJETO 2>: diretório de um projeto SOA/BPM
    • <…>
  • shared: diretório que contém um projeto especial onde são armazenados os arquivos comuns (policies, wsdls e xsds) que serão importados para o MDS e compartilhados pelos diversos projetos.
  • mds/apps: diretório que representa a mesma estrutura interna do MDS onde devem ser armazenados os arquivos a serem compartilhados.
  • <NOME DO PROJETO/CLIENTE/AREA>: diretório com o nome do projeto/cliente/área, utilizado apenas para organizar os arquivos compartilhados. Em vez de apenas um diretório, pode ser uma árvore inteira de diretórios e arquivos. A estrutura interna desde diretório pode ser criada de acordo com as necessidades do projeto.
  • build.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de arquivos compartilhados no MDS.
  • local_build.properties: arquivo de properties específico para customizar o build/deploy dos arquivos compartilhados no MDS.
  • shared.jpr: projeto jDeveloper criado para permitir que os desenvolvedores acessem os arquivos compartilhados de maneira fácil de dentro da ferramenta de desenvolvimento. Basta abrir o projeto dentro da aplicação criada no jDeveloper para ter acesso a estrutura de diretórios dos arquivos compartilhados.

Muito bem! E agora? Como fazemos pra usar tudo isso?

  • Para cada novo projeto SOA que for criado, um arquivo build.xml precisa ser copiado do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto;
  • Se for necessário realizar algum tipo de customização do build/deploy, os arquivos build-customize.xml e local_build.properties também precisam ser copiados;
  • Os scripts ANT necessitam obrigatoriamente que o configPlan seja criado para cada projeto. Esse arquivo de config plan deverá ter o mesmo nome do composite mais o sufixo “_configPlan” e será utilizado como modelo/template para gerar as informações específicas dos configPlans por ambiente.
    • Para criar o config plan, no JDeveloper clique com o botão direito sobre o arquivo composite.xml e selecione a opção “Generate Config Plan”. Aceite o nome padrão sugerido.
    • Substitua no arquivo de configPlan os dados que deverão ser personalizados para cada ambiente por tokens. Estes serão trocados durante o build/deploy pelas informações contidas nos arquivos de properties.
  • Os scripts ANT utilizam o build-customize.xml em conjunto com comandos de pesquisa/substituição para gerar o configPlan customizado para cada um ambiente. Se o seu projeto precisa de qualquer tipo específico de configuração por ambiente, copie esse arquivo do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto. Em seguida, atualize-o com todas as informações de busca/substituição necessárias para o seu projeto.
    • Crei uma instrução de busca/substituição para cada token criado no configPlan.
    • Se você possui qualquer propriedade no seu projeto que precise ser personalizada por ambiente, copie o arquivo local_build.properties do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto e inclua nele todas as propriedades personalizadas.

Uma vez que toda a estrutura de arquivos estiver criada e configurada, é possível rodar os scripts ANT diretamente dentro do JDeveloper. Veja um exemplo abaixo:

Build e Deploy

Build e Deploy

Resultado do build e Deploy

Resultado do build e Deploy

Para concluir, relacionamos abaixo alguns assuntos que não foram tratados nesse posts e que podem ser utilizados em projetos para aperfeiçoar o uso do build + deploy:

  • repositório de arquivos: o diretório sca e seus sub-diretórios podem ser gerenciados usando qualquer tipo de sistema de repositório de arquivos, como SVN, CVS, TFS, GIT, etc. Contudo, normalmente os arquivos da “SOA Application” não são salvos no repositório, já que cada desenvolver deverá criar uma “SOA Application” vazia e incluir na aplicação os projetos que desejar, que estarão disponíveis no repositório (pasta /sca/projects). Também, quando um novo projeto for criado no JDeveloper, é importante cuidar para que ele seja salvo na pasta do repositório (/sca/projects).
  • atualização dos configPlan: atenção com os arquivos de configPlan: eles deverão ser atualizados cada vez que o projeto for alterado e novos dados sensíveis forem incluídos (exemplos comuns de dados sensíveis são hostname, porta e nome da partição do servidor para onde será feito o deploy ou então as informações de hostname e porta dos serviços externos).
  • uso do DVM para controle dos endpoints: uma opção ao uso dos arquivos de properties é a utilização do DVM do próprio SOA Suite para armazenar os endpoints. Isso é totalmente possível e já foi utilizado em projetos desenvolvidos pela iProcess.
  • na minha máquina funciona: o uso de um produto como o Hudson, Maven, etc para centralizar as tarefas de build e deploy é totalmente recomendável. É possível criar tarefas específicas de build e outras de deploy. No caso do build, ele pode ser configurado, inclusive, para buscar as informações diretamente no repositório de dados (SVN, GIT, etc), aumentado a confiança no código desenvolvido e o controle sobre as versões que são implementadas nos vários ambientes. Vai evitar situações do tipo “na minha máquina funciona“.
  • MDS: se esse assunto é novo para você, caro leitor, sugiro dar uma navegada no nosso blog, específicamente nesse artigo que trata desse assunto.

Esperamos ter contribuído para a melhoria dos seus processos de build e deploy no SOA Suite 11g.

Uso do MDS (MetaData Service) no Oracle SOA Suite

O Oracle SOA Suite, solução da Oracle para integração de sistemas e automação de processos, na sua versão 11g, trouxe muitas novidades, se compararmos com a versão 10g. Uma delas foi o MDS, ou o MetaData Service. Nesse post vamos falar sobre ele, procurando esclarecer para que serve e como utilizá-lo.

Definição
O MDS é um repositório unificado para armazenamento de arquivos (metadados) usados nos projetos do SOA Suite. Quando, por exemplo, um projeto BPEL ou BPM é implementado (deploy) os seus arquivos são armazenados no MDS.

Além disso, é possível utilizar o MDS para outros fins, como, por exemplo, compartilhar artefatos comuns entre os vários projetos, sejam eles schemas XML (XSD), arquivos EDL, DVM ou WSDL.

Porque usar o MDS para artefatos comuns?
O MDS provê maior segurança e melhor manutenção dos artefatos comuns aos projetos do SOA Suite. Existe total compatibilidade com o JDeveloper (IDE de desenvolvimento) para visualizar o conteúdo do repositório e total compatilidade do EM para a sua manutenção.

Um exemplo de situação que justifica o uso do MDS é quando um arquivo XSD é compartilhado por vários projetos, o que ocorre com certa freqüência quando utilizamos modelos canônicos. Ter uma cópia desse arquivo em cada projeto pode gerar um problema de manutenção (pensemos que, cada nova versão do arquivo deveria ser replicada 10, 20 vezes, dependendo da quantidade de projetos envolvidos na integração). Se utilizamos o MDS, os projetos envolvidos farão uma referência para ele no repositório e, sempre que o arquivo XSD for atualizado, automaticamente todos os projetos também estarão atualizados.

Como utilizar o MDS
Existem duas versões do MDS: uma armazenada em forma de arquivos e outra registrada no banco de dados (servidor). A primeira é usada para o desenvolvimento e pode ser salva, por exemplo, num repositório subversion (GIT, SVN, CVS, TFS, etc), de forma que todos os desenvolvedores tenham acesso ao conteúdo.

A versão do banco de dados, por sua vez, será aquela utilizada pelo servidor SOA Suite, que estará rodando sobre um server Weblogic. Assim será necessário implementar (deploy) o conteúdo dos arquivos no banco de dados para que o servidor tenha acesso ao conteúdo atualizado pelos desenvolvedores.

Cada projeto utiliza um padrão próprio para implantação (deploy) dos projetos no servidor SOA Suite. Esse artigo explica como criar a árvore de arquivos e como atualizar o MDS da maneira nativa, ou seja, via JDeveloper.

Uma vez que o MDS esteja configurado e com o conteúdo armazenado, a referenciação dentro do projeto é bastante simples, bastando informar, na localização, o caminho completo dentro do MDS e incluindo o prefixo oramds. Veja no exemplo:

  • Para referenciar o XSD que está no caminho apps/MyCannonical: oramds:/apps/MyCannonical.xsd
  • Para referenciar um WSDL:

 

Utilizar o MDS em projetos SOA Suite é uma opção de arquitetura que pode simplificar muito o desenvolvimento. Porém, é necessário que exista um forte controle das atualizações dos arquivos locais e do banco de dados. Trabalhar com multi-desenvolvedores também pode causar algum tipo de transtorno caso isso não ocorra.

Podem haver problemas, também, no uso compartilhado do conteúdo do repositório. Indispensável dizer que deve haver uma preocupação muito grande quando esses artefatos forem atualizados, evitando incompatibilidade com outros projetos.

Quando usar o OSB, Oracle BPEL ou Oracle BPM

Estivemos presentes no Oracle Open World Brasil 2012 e tivemos a oportunidade de ter uma agradável conversa com um consultor da Oracle sobre uma dúvida recorrente entre os nossos clientes. Por mais que saibamos para ‘que serve’ cada produto, muitas vezes, em projetos de automação de processos e de integração de sistemas, existe a dúvida: quando utilizar OSB, Oracle BPEL e Oracle BPM?

Usando do expertise da iProcess e da Oracle buscamos alguns pontos que podem ajudar na tomada de decisão. São eles:

  • BPEL e BPM possuem a auditoria completa da execução da instância de orquestração e do processo automatizado. Assim, se o serviço precisa de auditoria, sugere-se escolher um deles. OSB não tem esse requisito.
  • O seu projeto vai produzir eventos que irão ser integrados ao Oracle BAM? BPEL e BPM possuem esse recurso e o desenvolvimento é rápido e fácil com ele. OSB, não.
  • É necessário utilizar o error hospital, incluindo a ressubmissão de mensagens etrace completo no caso de erro? Essa também é uma característica do BPEL e BPM.
  • BPEL/BPM são stateful (guarda o estado do processo) e OSB é stateless (não guarda o estado do processo). Ou seja, caso seja necessário ter uma execução de longa duração (de alguns minutos a vários dias) que aguarde eventos intermediários e tome decisões baseado no estado atual do processo e mais os dados do evento recebido, deve-se utilizar BPEL/BPM. Caso a execução leve apenas alguns segundos e todas as decisões ocorram apenas com base nos dados recebidos no momento da chamada, pode-se utilizar OSB. Para saber mais sobre stateless/stateful, veja esse artigo.
  • O projeto prevê a existência de tarefas humanas? Opte por BPM. O BPEL também é uma alternativa (já que a infraestrutura do SOA Suite é a mesma para ambos). OSB não possui esse recurso.
  • Entre BPM e BPEL, qual escolher? Ambos são ótimas soluções. No caso de não haver grande diferença entre um e outro, hoje em dia sugere-se utilizar o BPM pela simplicidade no aprendizado e na pouca quantidade de código envolvido. O BPEL ainda necessita um conhecimento mais aprofundado de XML e seus correlatos. Outro ponto é que BPM usa BPMN como notação para representar o fluxo do processo, que é muito mais facil de ser compreendida pelo negócio tanto no desenho do processo a ser automatizado quanto no acompanhamento da execução das instâncias.
Certamente muitos outros aspectos devem ser considerados nessa tomada de decisão, incluindo o tempo de processamento do serviço, se ele será síncrono ou assíncrono, etc. Mas os pontos acima podem ser úteis para, ao menos, eliminar uma ou outra opção.
(Com a contribuição de Leonardo Fagundes, Kelly Sganderla e Rafael Andrade).

Governança SOA – A chave para o sucesso de uma implantação

Esse é o quinto de uma série de artigos do nosso blog que estão abordando o tema SOA, conceito antigo e atual que está enraizado nas atividades cotidianas da iProcess.

No primeiro post nós respondemos à pergunta: o que é SOA? Já no segundo definimos o que é um serviço e, no terceiro, trouxemos algumas estratégias que podem ser utilizadas na definição e na escolha de bons serviços candidatos.

O post seguinte abordou a relação entre SOA e BPM para garantir o sucesso da automação de processos. Neste artigo falaremos sobre Governança SOA como chave para o sucesso de uma implantação.

 

Objetivo: alinhamento com o negócio
A governança SOA consiste na definição de processos que garantam que os objetivos de SOA e da área de TI sejam atingidos. Para isso, a iniciativa deve:

  • definir um conjunto de instrumentos gerenciais que a instituição estabelece para garantir o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa SOA;
  • definir claramente papéis e responsabilidades.;
  • avaliar a criação de estruturas destinadas a gerir a iniciativa de SOA.

Se os processos de governança não forem claros, a iniciativa SOA cairá em descrédito e rapidamente fracassará. Nesse sentido, seu principal desafio é gerencial e não técnico, e o ponto central sempre será o alinhamento dos processos com o negócio.

Os processos de governança
De acordo com a experiência da iProcess e a literatura disponível, podemos citar alguns dos principais processos de governança a serem criados. São eles:

  • capacitação das equipes em SOA;
  • identificação dos possíveis serviços a serem criados do ponto de vista corporativo (portfólio de serviços);
  • desenvolvimento de novos serviços;
  • análise do aproveitamento dos serviços existentes;
  • modificação/evolução dos serviços existentes;
  • desativação de serviços;
  • garantia do desempenho e estabilidade dos serviços em operação;
  • estimular/recompensar o reuso e a criação de novos serviços que tragam ganhos;
  • gestão da arquitetura corporativa (mesmo se a definição não precisa partir de SOA, SOA precisa disto);
  • planejamento das iniciativas SOA;
  • gestão de projetos SOA;
  • gestão da inovação;
  • definição de metodologia e padrões;
  • gestão dos acordos de nível de serviço (SLA).

Estrutura de trabalho
A governança também define, se necessário, as estruturas de trabalho para a sua equipe. Ela poderá conter um escritório SOA, uma área específica de arquitetura ou um núcleo de conhecimento. Também poderá centralizar a supervisão dos projetos SOA.

Outra opção é implantar um Centro de Excelência SOA. Trata-se de um comitê que conta com a presença de um conselho de especialistas no assunto (técnicos e de negócio) que auxiliam na tomada de decisão e encaminhamento das atividades de SOA.

Responsabilidades
Algumas das atividades que são responsabilidade da equipe de governança são:

  • gerência do repositório de serviços;
  • gerência do registro de serviços;
  • gerência da reutilização de serviços;
  • definição de boas práticas e metodologias;
  • treinamentos e atualização.

No caso de empresas que estão no estágio inicial de implantação de SOA, não é necessário pensar numa grande infraestrutura ou em soluções muito sofisticada para realizar as atividades de governança. A wiki corporativa ou mesmo planilhas podem ser suficientes para gerenciar e publicar as informações de governança.

Entre os documentos fundamentais a serem criados pela equipe de governança, sugere-se começar com a lista de serviços. Se essa informação não estiver disponível, existe um grande risco da não reutilização dos serviços já existentes.

SOA X Confiança
O sucesso de uma iniciativa SOA é baseada na confiança, já que quem consome os serviços conhece somente a sua interface e desconhece como ele foi implementado.

Nesse sentido temos um grande desafio de implantar SOA no Brasil, onde existe uma cultura muito forte da desconfiança no relacionamento entre desconhecidos. Se você não conhece tudo no detalhe, a premissa é desconfiar. É importante levar isso em consideração na hora organizar as ações de governança, inclusive criando alternativas para que isso não seja motivo de fracasso.

SOA – A relação com BPM no sucesso da automação de processos

Esse é o quarto de uma série de artigos do nosso blog que estão abordando o tema SOA, conceito antigo e atual que está enraizado nas atividades cotidianas da iProcess.

No primeiro post nós respondemos à pergunta: o que é SOA? Já no segundo definimos o que é um serviço e, no terceiro, trouxemos algumas estratégias que podem ser utilizadas na definição e na escolha de bons serviços candidatos.

Nesse post vamos abordar a relação entre SOA e BPM para garantir o sucesso da automação de processos.

Mercado está mais exigente
O mercado hoje está cada vez mais desenvolvido, informado, informatizado e em busca de soluções capazes de traduzir em resultados eficazes e eficientes as necessidades de empresas e seus clientes. Grandes são os investimentos em pessoal, sistemas e infraestrutura (incluindo a nuvem) que, muitas vezes, não revertem em resultados positivos.

Também não é raro encontrarmos empresas que possuem um grande emaranhado de sistemas que não são capazes de trocar informações entre si, ou processos administrativos que devem se adaptar a sistemas informatizados que não refletem a cultura e a realidade da empresa. O processo inverso – pessoas tendo que se adaptar a sistemas – também tem efeitos técnicos e humanos sérios, comprometendo as atividades e os resultados corporativos como um todo. Tudo isso sem falarmos dos sistemas redundantes e da montanha de dados de difícil (ou impossível) acesso, que impossibilitam o retorno esperado pelos gestores, que necessitam de relatórios detalhados e atualizados para tomar decisões mais acertadas.

Confusões
Existe um pouco de confusão quando falamos de BPM e SOA, seja acidentalmente, por desconhecimento dos conceitos, seja intencional, visando a promoção de produtos e serviços. Vemos alguns fabricantes de software afirmarem que “a nossa plataforma de SOA inclui ótimas ferramentas de mapeamento e redesenho de processos” ou então afirmam que “a nossa plataforma de BPM inclui um fantástico ESB”. Já algumas pessoas afirmam que “SOA deve iniciar com o redesenho dos processos“.

Relação de SOA com BPM
SOA (arquitetura orientada a serviços) e BPM (gerenciamento de processos de negócio) nascem em resposta à essas necessidades empresariais, tanto para a área de TI (SOA) quanto para a área de negócio (BPM). Ambas não foram criadas ontem (existem há pelo menos 15 anos). Então por que, agora, se fala tanto da relação entre as elas? Vejamos.

SOA é uma filosofia de TI que visa facilitar a integração entre sistemas orientando a criação e disponibilização de soluções modulares e fracamente acopladas baseadas no conceito de serviços.

SOA ajuda a TI a pensar as soluções de tecnologia de forma integrada mas com baixo acoplamento (sistemas com pouca dependência de outras funções e aplicações). Também ajuda a organizar os sistemas e as soluções corporativas, já que é a TI que deve pensar a melhor maneira de resolver os problemas do negócio (veja mais no artigo SOA – Arquitetura Orientada a Serviços).

BPM é um modelo de gestão dos processos de negócio que necessita de ferramentas de TI como apoio. É fundamental nas mãos de profissionais da área de negócio que querem aperfeiçoar os seus processos internos e garantir qualidade na entrega dos serviços.

E aqui temos a principal relação entre SOA e BPM, entre TI e negócio: um precisa do outro, um depende do outro. A TI não pode implantar sistemas sem conhecer o negócio. Já a área de negócio não pode implantar nada sem o suporte da TI.

A TI não pode implantar sistemas sem conhecer o negócio. Já a área de negócio não pode implantar nada sem suporte da TI.

Normalmente BPM é uma iniciativa da área de negócio que quer organizar os seus processos e pede auxílio à TI para fazer isso de forma automatizada. Já SOA costuma ser uma iniciativa da área de TI, com o objetivo de melhorar a sua eficácia.

BPM facilita e orienta a definição do portfólio de serviços, já que:

  • processos são consumidores de serviços;
  • serviços são atividades/funções de negócio e, portanto, fazem parte de algum processo;
  • é o método natural e alinhado ao negócio;
  • permite rastreabilidade (matriz processo x serviço);
  • possui um crescimento incremental.

A conclusão, assim, é óbvia: o alinhamento entre a área de negócio e a de TI é certamente o melhor case de sucesso para a empresa. Podemos inclusive citar alguns dos benefícios desse ‘casamento’:

Abaixo temos uma imagem que ajuda a compreender melhor a relação entre SOA e BPM, que vai do alto nível do modelo de negócio até o baixo nível da infraestrutura:

Nessa imagem fica claro que a colaboração entre a TI e a área de negócio é a fórmula mágica do sucesso. Isso requer que a TI invista tempo para aprender e compreender profundamente as necessidades da área de negócio e a área de negócio desenhe seus processos da forma mais coerente, detalhada e transparante possível e auxilie a TI na sua implementação.

Essa colaboração alinhada certamente tratá benefícios para toda a empresa, em todos os níveis – do administrativo ao gerencial.