Webinar: BPMN, BPMN, BPMS e RPA – O Guia Definitivo

Neste webinar, apresentado por nossa consultora Kelly Sganderla, falamos sobre os temas BPM, BPMN, BPMS e RPA – estas siglas que tem a companhado a jornada de quem atua em projetos de gestão de processos e transformação digital do negócio.

Confira aqui o video gravado e as respostas para as perguntas enviadas durante o evento!

Slides da apresentação estão disponíveis no slideshare:
https://www.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinar-bpm-bpmn-bpms-e-rpa-o-guia-definitivo-93104242

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: Você tocou em uma questão importantíssima que são os indicadores ponta a ponta. Eu sempre tenho muita dificuldade de definir indicadores que sejam realmente amplos e não representem exclusivamente o desempenho de áreas específicas. Você pode dar exemplos de indicadores ponta a ponta e dar dicas práticas de como defini-los, e como evitar os indicadores apenas departamentais?
Esta pergunta foi respondida no vídeo, mas vale a pena comparar, nos slides do link acima, as diferenças entre criar indicadores de desempenho das áreas (slide 7) e de desempenho do processo (slide 8).

Pergunta: Pode-se dizer então que a BPMN complementa o BPM?
Eu diria que BPMN está a serviço de BPM. Ela é uma notação para apoiar a prática de BPM em diversas etapas do ciclo de melhoria de processos. Não é a única, mas é uma das mais fáceis e completas, e por isso vem se tornando um padrão de fato no mercado.
Como comentou um outro participante em resposta a esta pergunta, durante o evento: “BPMN é uma notação, assim como a EPC. É uma linguagem lógica para você modelar um processo.”

Pergunta: Quais ferramentas são mais utilizadas para se desenvolver os diagramas do BPMN?
Existem diversas ferramentas no mercado, algumas com mais, outras com menos recursos. Confira nosso artigo 7 Ferramentas Gratuitas para Criar Diagramas de Processos com BPMN para conhecer algumas das ferramentas gratuítas que já testamos, mas tenha em mente que o objetivo da maioria delas é a simples criação de diagramas.

Há quem defenda que, no mapeamento de Processos, não seja realizado o chamado AS IS, declarando ter outros métodos que são mais rápidos e efetivos. Eu entendo muito necessário o AS IS. Como vocês entendem sobre isso?
Esta pergunta também foi comentada durante o evento. A modelagem AS IS é bastante importante em projetos de redesenho. Mas a simples modelagem do AS IS, por mera formalização, sem que haja um propósito maior para o seu uso, é realmente uma prática que tem caído em desuso, já que o processo tem vida e continua a evoluir, independente do desenho no papel.

Pergunta: Na análise do AS-IS alguns clientes costumam alterar o processo, dificultando a entrega do TO-BE. Como você trata essa situação? (Acredito que você já passou por isso).
Outro comentário na mesma linha: tb tenho muita dificuldade, mas nao tem muito como fugir disso, pois quando estamos desenhando o AS-IS, colocando no papel é que o cliente (no meu caso interno, pois nao sou consultor) lembra de atividades e tarefas que precisam fazer parte do processo e não tem como desconsiderar.
De fato, o negócio das organizações é dinâmico e em muitos casos não pode parar só por que há um mapeamento de processos em andamento. Mudanças legais ou emergenciais por exemplo, precisam ser priorizadas e muitas vezes passa na frente do projeto. É importante avaliar e discutir com o cliente, entretanto, se a mudança é simples e fácil de aplicar, ou se pode impactar o processo mais adiante. No segundo caso, é importante argumentar com ele que a mudança não é tão simples, e que para a segurança do negócio pode ser interessante uma análise para avaliar os impactos mais à frente e planejar melhor como implantá-la.

Pergunta: Qual a infraestrutura mínima necessária para uma organização gerenciar seus negócios usando a metodologia BPM com todos os recursos apresentados? Exemplo, uma pequena empresa em fase de estruturação com recursos limitados, consegue efetivamente desenvolver o método?
É um desafio grande, mas pode ser factível. Normalmente as organizações só percebem a importância de adotar o gerenciamento de e por processos quando já estão com processos muito complexos, robustos, com problemas demais, que precisam ser organizados, padronizados e gerenciados. Em uma organização pequena, os problemas dos processos geralmente são resolvidos mais facilmente e na hora em que acontecem, já que tem menos pessoas (e menos camadas hierárquicas) envolvidas. Para que ela perceba valor em adotar a disciplina de gerenciamento de processos, precisa que os líderes da empresa compreendam os ganhos que terão no decorrer do crescimento da empresa (com processos organizados e gerenciados o crescimento acontece de forma mais estruturada) e desde o princípio tratem o tema com relevância e prioridade entre as demais atividades do negócio.

Pergunta: a tarefa feito pelo robô na automação pode ser comutada entre um usuário e o robô, dependendo da necessidade?
Sim! E o robô pode eventualmente falhar na sua execução (digamos que o site que ele precisava acessar não estava no ar e a tarefa ficou pela metade). Então é possível que partes do trabalho sejam feitas pelo robô e outras por uma pessoa, ou eventualmente a tarefa seja realizada por um ou por outro, devido a alguma regra da organização. É por isso que chamamos os robôs em RPA de “trabalhadores automáticos”.

Pergunta: Você conhece ou recomenda outras ferramentas de RPA? Elas geralmente são free ou pagas?
Atualmente a iProcess trabalha com três ferramentas que estão entre as TOP internacionais e também uma importante ferramenta brasileira.
Conheça estas soluções – saiba mais em www.iprocess.com.br/rpa/

Pergunta: O RPA não faz o que o BPMS faz? Um exclui o outro? Ou ainda ambos podem trabalhar integrado?
Não! As ferramentas podem ser complementares. O BPMS tem como propósito orquestrar processos de negócio, comunicando e envolvendo diferentes participantes para que um processo completo possa ser executado.
Já o RPA serve para processamento de tarefas repetitivas, podendo substituir, em alguns casos, o trabalho de uma pessoa humana em um processo de negócio.
Confira no video como pode acontecer a interação entre BPMS e RPA.

Pergunta: Se a atividade é de usuário, mas está sendo executada por um robô, o símbolo BPMN utilizado continua o mesmo??
Sim, o símbolo BPMN usado é o mesmo, porque a interface é a mesma de um usuário. Assim, mesmo que o robô venha a ser desativado, uma pessoa poderá realizar o trabalho no seu lugar. A substituição é apenas de um trabalhador humano por um trabalhador automático.

Pergunta: Qual a diferenca de Indicador de Controle e Indicador de Performance?
Complementarmente, outro comentário nesta linha: Indicadores deveriam ser abordado em uma outra video aula, ma empresa onde trabalho existe uma grande dificuldade de entender a definição dos indicadores.
Este tema tem sido bastante apontado nos nossos cursos. Vamos planejar uma série direcionada para indicadores! Aguardem, em breve teremos notícias sobre isto 🙂
Enquanto isso, confira este artigo: Medidas, Métricas e Indicadores na Gestão por Processos

Pergunta: Você poderia detalhar um modelo de monitoramento de RPA?
O que precisamos monitorar nos processos automatizados com RPA/robotizados?
O monitoramento de RPA envolve outros componentes de gerenciamento, como uma sala de controle do desempenho, alocação e agendamento de robôs. Mas isto é um tema mais amplo, em breve voltaremos a aprofundar este tema!

Vagas abertas para Analistas de Processos na iProcess

Com 17 anos de experiência de atuação em projetos de redesenho e automação de processos em grandes empresas nacionais e internacionais, a iProcess etá abrindo novas vagas na sua equipe de consultores de processos.

Os profissionais atuarão em diversos projetos de transformação orientados a processos que abrangem da discussão do negócio até a automação, utilizando soluções tecnológicas de ponta que apoiam o cliente na transformação digital de seus processos.

Através da iProcess Education, os selecionados terão à sua disposição uma ampla gama de capacitações de negócio e tecnologia que irão apoiar a formação dos novos consultores para atuar em projetos desafiadores com diferentes plataformas tecnológicas de referência.

Além disso, os consultores são incentivados a realizar diferentes certificações na área de processos com o apoio técnico e financeiro da iProcess, a desenvolver artigos especializados e a se preparar para se tornar instrutor da nossa unidade de Educação.

Ótima oportunidade para profissionais plenos e sêniores que desejam expandir seus conhecimentos, atuar em projetos de diferentes indústrias e buscar oportunidades de crescimento na carreira de processos.

Os candidatos poderão ser advindos tanto da área de tecnologia como da área de negócio, mas deverão já ter experiência em projetos em que conduziram iniciativas de redesenho e automação de processos.

As vagas estão abertas para Porto Alegre e São Paulo e o candidato deve ter disponibilidade para viagens.

Interessados deverão enviar os seus currículos para rh@iprocess.com.br.

Saiba mais sobre o que fazemos em:

Do processo analógico ao digital: como as novas tecnologias digitais impactarão os processos da sua organização

Neste webinar, Eduardo Britto, Diretor de Consultoria da iProcess, mostra como as empresas podem vencer seus desafios culturais ou organizacionais para transformar os seus processos analógicos em experiências digitais para os seus clientes.

Aqui você assiste ao vídeo gravado do evento apresentado em parceria com a Oracle, ao vivo pela internet para centenas de profissionais, no dia 10/10/2017.



Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: Qual é a solução de BPMS demonstrada? Oracle BPM?
Resposta: O Oracle BPM é a solução on premise para automação de processos da Oracle, mas neste webinar demonstramos o processo automatizado com o produto Oracle PCS (Oracle Process Cloud Services), que é uma solução que roda totalmente em um ambiente de nuvem.

Pergunta: A ferramenta apresentada é personalizada ou seria uma plataforma da oracle para automatização de processos?
Resposta: O Oracle PCS é uma plataforma de desenvolvimento de processos; a partir dela é possível automatizar todo tipo de processo, como um processo de sinistro (demonstrado no vídeo) até um processo de compras, ou então um processo de viagens, ou de recrutamento e seleção… É tudo uma questão de você planejar como usar a plataforma para buscar a melhoria e a transformação dos seus processos.

Pergunta: Gostaria de saber como vocês fazem a abordagem das empresas para prestação de serviços? como a empresa deve proceder para iniciar a conversa sobre o mesmo?
Resposta: Diríamos que o mais importante é avaliarmos como seriam os nossos processos. Certamente um processo analógico (não digital) tem um grande potencial de ganho com a automação. Então o primeiro ponto é olhar e refletir como agora trabalhar com esses processos em uma visão digital. E a base para isso deve ser a experiencia o seu cliente. Você deve chamar o que dizemos em BPM de “outside in” – olhar na experiência do cliente no contato com seu processo e avaliar como pode torná-la mais inovadora e fácil para seu cliente e a partir daí pensar na automação. Evidentemente, a partir daqui precisará pensar em conjuntos de integrações e em como automatizar ao máximo o que for possível em seu processo.

Pergunta: Como elaborar uma mudança do ERP em Cliente Servidor para ERP na Nuvem?
Resposta: Podemos fazer um gancho aqui com o tema da primeira pergunta, podemos integrar os processos com ERP tanto on premise como na nuvem; e entendemos que em breve praticamente todos os sistemas estarão na nuvem, o que reduz bastante os custos de manter uma infraestrutura própria só para manter as informações. Mas ainda no cenário atual, grande parte dos ERPs já possuem serviços para integração e utilização pelos processos automatizados.

Pergunta: Estou envolvido em um processo de automação de uma empresa de terceirização de serviços, e gostaria de saber se existe algum pattern para auxiliar na automação deste processo. Mesmo considerando a complexidade de cada domínio.
Resposta: Podemos dizer que existem duas situações – processos já prontos e experiências de boas práticas de diversas organizações. Na iProcess já trabalhamos em centenas de processos nestes 17 anos. Nesses projetos, muitas vezes esses processos se repetiram, e foram discutidos, e identificamos o que era bom e o que não era bom e como poderiam gerar ganhos. Hoje elaboramos um pacote de 40 processos que vão de processos administrativos como processos voltados para áreas de negócio específicos, como esteira de crédito, ou processos jurídicos de avaliação de contratos, que podem servir como um ponto de partida para construir uma visão customizada com base na experiência da iProcess e que possibilitam entregar ganhos muito mais ágeis para cada cliente.

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Webinar – Automação de Processos pela Área de Negócio: Oportunidades e Desafios

A necessidade de se reinventar exige das organizações melhorias constantes em seus processos em prazos cada vez menores. Nesse contexto, a recorrente de falta de recursos da TI e a complexidade cada vez maior dos sistemas de informações levam as organizações a buscar alternativas simples e leves de desenvolvimento que possam ser conduzidas pela própria área de negócio. A automação de processos através de BPMS oferece esta alternativa, mas será que esta promessa realmente pode ser cumprida? Até onde uma área de negócio consegue conduzir com um projeto de automação e em que momento ela volta a necessitar da TI? Que funcionalidades uma ferramenta de automação deve oferecer para atender a estes requisitos? Quais as características ideais de um processo a ser automatizado pela área de negócio?

A resposta a estas e outras perguntas foram apresentadas neste webinar apresentado no dia 18/09 e agora disponibilizado para todos que não puderam assistir ao vivo.

Aos que participaram da transmissão ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: No caso de uma empresa não possuir ainda uma “maturidade em Processos” e nem “recursos para adquirir ferramenta / plataforma BPMS” , que dicas você daria para iniciar um trabalho com foco em gestão por processos nesse tipo de empresa?
Resposta: Para a maioria dos casos, a sugestão é sempre a mesma: Escolher muito bem o processo, planejar projetos que tenham potencial de dar um retorno rápido e potencial para trazer retorno aos investimentos realizados. Existem atualmente inúmeras soluções de BPMS que funcionam na modalidade de aluguel em nuvem que tem custos muito competitivos e a maioria das vezes viável para a maioria das empresas, de modo que sugiro também que se avalie estas alternativas mesmo que os recursos estejam extremamente escassos.

Pergunta: Hoje existe software de gestão de pessoal por exemplo que já possuem uma ferramenta de formulários e workflow nativa. Quais as vantagens e desvantagens deste tipo de solução? Ela acaba sendo útil apenas para o RH?
Resposta: Sem querer dar uma resposta genérica que se aplique a todo e qualquer caso, pois cada software possui as suas peculiaridades, diria que as vantagens destas soluções é possivelmente já terem facilidades de integração e compartilhamento de informações com o sistema de origem nativas; e como desvantagem não serem tão genéricas e conectáveis a diversas outras soluções da organização com a mesma facilidade que costuma ter uma solução que foi desenvolvida para trabalhar com toda a organização.

Pergunta: Por que uma integração com outros processos seria “baixar o nivel”? Você quis dizer que seria apenas mais complexo porque estamos falando de negócios ou que seria algo ruim para qualquer tipo de processo?
Resposta: O “baixar o nível” tem o sentido de exigir conhecimento técnico mais especializado, exigindo que o responsável muitas vezes tenha que ter um conhecimento médio ou alto em tecnologia e em seus respectivos padrões tais como XML, XSD, WSDL, SQL, …

Pergunta: Você entende que o BPMS compete com o ERP?
Resposta: Não, entendemos que o BPMS complementa o ERP na medida que o ERP implementa as gestão das informações e suas respectivas regras de negócio e o BPMS permite que estas informações tramitem por toda a empresa e se integrem com outros sistemas legados que não estão contemplados no ERP.

Pergunta: Pela experiência de vocês, gostaria de uma opinião: como fica a gestão dos usuários a partir do momento que a TI a libera o processo de modelagem para área de negócio? A área de negócios fica encarregada de criar grupos, funções, usuários, etc?
Resposta: Irá depender de cada organização e como esta gestão está implementada. Por exemplo, se existe um repositório central de usuários e papéis, como um LDAP ou Activie Directory (AD) corporativo, esta função teria que seguir com a TI. Pode ser também que estas informações fiquem armazenadas num sistema de RH, por exemplo, e o BPMS se integre a este sistema, de modo que esta gestão continuaria sendo feita pelas funcionalidade do sistema de recursos humanos. Contudo, se a organização definir que estas informações serão cadastradas diretamente no BPMS, esta gestão poderia sim ser realizada pela área responsável por manter a ferramenta.

Pergunta: Quais os principais drivers de ganho com a implantação do BPMS?
Resposta Convido você para responder esta pergunta a assistir o Webinar O que a automatização pode fazer pelos seus processos de negócio? e diversos outros artigos e vídeos existentes no blog da iProcess.

Pergunta:  Com o BPMS da Oracle, consigo uma automação pela área de negócio? Ou é muito complexo?
Resposta: A solução Oracle Process Cloud Service tem inúmeras funcionalidades que facilitam a implementação pelas áreas de negócio. Convido vocês a conhecerem estas funcionalidades em http://iprocess.com.br/tecnologias/oracle-process-cloud-services/ e se desejarem, nos contactarem para obter maiores detalhes.

Pergunta: Quais ferramentas temos hoje no mercado que possuam alguma maturidade e confiança?
Resposta: São inúmeras ferramentas que existem hoje no mercado, seria simplista de nossa parte simplesmente dar uma lista de quais são ou não são confiáveis. Contudo, o que podemos afirmar é que confiamos nas ferramentas que utilizamos em nossos projetos, vocês podem conhecê-las em http://iprocess.com.br/tecnologias/.
Também convido-os a conhecer o nosso Kit de Seleção de plataformas para saber um pouco mais sobre cada uma delas.

Pergunta: Como está a aceitação do mercado para investir em BPMS?
Resposta: Como trabalho há 18 anos com soluções de automação de processos e trabalho há 16 anos na iProcess, posso lhe dizer com tranquilidade que está num momento de forte aquecimento, que atualmente só não é maior porque questões financeiras pela qual passa o Brasil.

 

Webinar – Do Modelo TO BE para a Automação – o que é preciso repensar sobre o processo

Neste webinar, apresentado por Kelly Sganderla em 25/08/16, compartilhamos nosso expertise e experiência sobre a importância de realizar um redesenho tecnológico do TO BE, considerando aspectos importantes sobre a visão de processo e visão sistêmica da Solução.

Aos que participaram da transmissão ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

Os slides utilizados na apresentação também estão disponíveis no SlideShare:
http://www.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinar-iprocess-do-modelo-to-be-para-a-automao-um-repensar-sobre-o-processo

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: Para automatizar processos e adotarmos um BPMS, temos uma etapa que é a escolha da ferramenta BPMS. Devemos ter ações paralelas para definir junto ao cliente qual BPMS a ser adotado, caso o cliente não tenha definido qual a ferramenta a utilizar? Que dificuldades afetam o projeto (redesenho e automação) na escolha da ferramenta?
Certamente uma etapa importante na automatização de processos é a escolha de uma da suíte de BPM (BPMS). Dificilmente, porém, a organização irá adquirir um BPMS para automatizar um processo específico, pois este tipo de ferramenta é uma plataforma para automação e controle dos processos da organização. A escolha da plataforma para a gestão de processos é uma decisão corporativa. Cada solução disponível no mercado tem seus pontos fortes e fracos, e seus recursos precisam ser avaliados em relação às necessidades da organização, como sua estrutura, cultura organizacional e planos atuais e futuros para os processos da empresa. A escolha da ferramenta pode impactar diretamente no projeto de automação, pois de acordo com os recursos e funcionalidades disponíveis no produto, o redesenho tecnológico do processo pode mudar.
A iProcess Education lançou recentemente um Kit de Avaliação de plataformas de BPM com vídeo aulas e planilhas de templates para comparação e avaliação de aderência de produtos a centenas de requisitos que precisam ser considerados nesta avaliação, entre as quais os recursos que o produto disponibiliza para o desenvolvimento da automatização do processo.
Para saber mais, visite a página: www.iprocesseducation.com.br/avaliacao_plataformas_BPM

 

Pergunta: Trabalhar o TO-BE significa custo, para empresa como o todo, ainda mais como o TO-Be tecnologico que aparentemente gera mais custo. Tem algum valor de beneficio entre o TO-BE e o TO-BE tecnologico?
A melhoria de processos não deve ser vista como um custo, mas como um investimento. Assim, não devemos avaliar o valor e os benefícios do redesenho de processos pelo custo deste trabalho, e sim pelo seu potencial de retorno do investimento. O redesenho tecnológico possibilita criar uma nova visão de futuro (TO BE) que ao ser comparada com a situação atual nos apresentará que ganhos teremos no processo em termos de redução de custos da sua execução, redução da duração do processo e melhoria na qualidade e produtividade. Isto é fundamental para o cálculo do ROI do projeto – um tema que trabalhamos muito fortemente nos nossos treinamentos do Ciclo BPM.

 

Pergunta: Se a TI não conhece a ferramenta a empresa auxilia neste trabalho a 4 mãos?
Se a equipe que fará o desenvolvimento para a automação do processo não conhece a ferramenta, há um risco bastante elevado de definições sobre o processo não serem viáveis de automação com o produto escolhido, ocasionando necessidades de mudança do processo e do escopo de trabalho durante o projeto – o que no final das contas poderá aumentar o seu custo de implementação. Neste caso, o ideal é contar com um apoio do fabricante ou de consultoria especializada que conheça bem o produto, para realizar este redesenho tecnológico do TO BE.

 

Pergunta: Eu gostaria de rever os slides que falam sobre analista de negócio e de TI agora do final da apresentação.
Os slides utilizados na apresentação estão disponíveis no link do slideshare acima e você também pode rever esta parte da apresentação no vídeo gravado!

Webinar – O que a automatização pode fazer pelos seus processos de negócio?

Neste webinar, apresentado por Eduardo Britto em 12/08/16, compartilhamos nosso expertise e experiência sobre benefícios que podem ser obtidos no gerenciamento de processos de negócio com a utilização de soluções de tecnologia.

Aos que participaram da transmissão ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

Os slides utilizados na apresentação também estão disponíveis no SlideShare:
http://www.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinar-iprocess-o-que-a-automao-pode-fazer-por-seus-processos

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Qual a diferença entre BPMS e workflow?

Resposta: Workflow é um dos conceitos de tecnologia para processos mais antigos, com mais de 30 anos de uso no mercado. É a tecnologia que propicia o controle de fluxos de trabalho de forma automatizada, gerenciando a execução sequenciada de tarefas executadas por pessoas e por sistemas. Com o amadurecimento da disciplina de gestão por processos de negócio, novas tecnologias foram agregadas ao simples gerenciamento de tarefas. Assim, uma suíte BPM (ou BPMS) é uma ferramenta mais completa, que também incorpora um motor de processos (workflow) incorporando outros componentes como: modelador gráfico de processos, gerenciamento de regras de negócio, gerenciamento de interação com outros sistemas e pessoas, recursos de gestão proativa do processo entre outros.
Sugerimos a leitura do artigo abaixo, que fala mais sobre o tema:
BPM e Workflow – qual a diferença? 

 

Qual a ferramenta usada para os exemplos de automação?

Resposta: A iProcess trabalha hoje com diversos BPMS, tais como Oracle BPM, Lecom BPMS, Sydle, Orquestra, BizAgi e Oracle PCS. As telas dos exemplos da apresentação forem retiradas de alguns destes produtos.

 

Qual a ferramenta sugerida  para simulação?

Resposta: Existe diferentes produtos pagos no mercado que permitem a realização de simulação de processos. Contudo, o mais conhecido e que sugerimos que seja avaliado numa primeira iniciativa é a funcionalidade de simulação do BizAgi, por ser um software hoje gratuíto, acessível para a maioria das pessoas, e que possui bons recursos de simulação. Vocês podem conhecer um pouco mais do simulador do BizAgi no Webinar Simulação como Ferramento de Análise de Processos de Negócio.

Webinar – Erros & Acertos do uso de BPMS no Brasil

Esta é a gravação do primeiro Webinar da série lançada este ano pela iProcess, através do qual compartilhamos nosso expertise e experiência em gestão por processos.
Aos que participaram da transmissão ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

 

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Assisti a uma palestra há algumas semanas onde a abordagem quanto ao termo de automação foi questionado, ou seja, a tendência é não utilizarmos mais o termo devido às plataformas atuais: celular, sistemas legados, workflow etc. Qual a sua opinião sobre essa colocação, um pouco superficial, mas que preocupa?

Resposta: De parte da iProcess, não nos preocupa se o termo a ser utilizado é automação, automatização, digitalização, … e sim que possamos viabilizar a melhoria de processos através da tecnologia. 

Como saber qual é a melhor área para fazer um protótipo de modelagem?

Resposta: Certamente a escolha do prirmeiro processo a ser modelado ou redesenhado na organização é muito importante para o sucesso da continuidade destas iniciativas. Convido a vocês a assistirem a um webinar em que falamos do assunto: Webinares iProcess 2014 – Primeiros Passos em BPM: Os desafios do primeiro projeto e Webinares iProcess 2014 – Primeiros Passos em BPM: da Venda Interna ao Primeiro Processo.

A base de automação é via BPA?

Resposta: O BPA é uma solução para a modelagem de processos pelo escritório de processos onde são armazenados os processos na visão de negócio. A partir desta visão o processo precisa ser detalhado para um modelo orientado à automação para que possa ser implementado em uma ferramenta de BPMS.

Eduardo, você tem como demonstrar um contexto referente ao item 11? De fato, esse é um problema quando você apresenta uma solução para o cliente?

Resposta: O item “#11 Achar que o processo irá substituir as aplicações” traz uma situação muito comum nas organizações de acreditarem que o BPMS compete com o sistema legado. A grande confusão acontece quando pensamos no BPMS substituindo pequenos formulários e cadastros que existem em sistemas periféricos, pois esta substituição pode até se mostrar viável tecnicamente. Contudo, quando falamos de sistemas mais robustos, como um sistema de RH, financeiro, de planejamento da produção, … normalmente fica mais claro para o cliente que o BPMS tem o objetivo de orquestrar a tramitação dos processos e não de substituir funcionalidades como a emissão de uma nota fiscal ou o cálculo de uma folha de pagamento.

Existe alguma ferramenta que permita modelar o processo e os DADOS que fluem no processo?

Resposta: Todas as ferramentas de automação trabalham com o conceito de modelar o processo e, ao mesmo tempo, modelar os dados que vão trafegar no processo. O que difere uma da outra é a forma como esta modelagem é feita. Algumas tem a parte de modelagem de dados bastante explícita e separada de outras etapas do processo de desenvolvimento (praticamente a definição de tabelas de dados relacionadas ao processo), já em outras esta associação é mais sutil, onde são definidos objetos simples de dados.

O mapeamento dos processos são utilizados pelo sistema de automação? Percebi que todos os desenhos foram feitos no Bizagi, tendo os processos no visio é fácil fazer essa conversão?

Resposta: Sim, a base inicial em toda ferramenta de automação de processos é ter o processo modelado dentro da ferramenta. Em muitas delas, existem recursos de importação de processos de outras ferramentas, então é possível modelar o processo em uma ferramenta (ex: Visio) e importar o mesmo na ferramenta de automação.

Você citou que a iProcess tem uma relação de requisitos (centenas) para implementação de BPMS. Essa relação pode ser compartilhada aqui?

Resposta: Esta relação é um dos produtos de consultorias que a iProcess oferece no mercado. Estamos lançando, inclusive, neste mês de agosto um pacote de seleção de plataformas que permitirá que as empresas interessadas na seleção de uma plataforma de BPMS sejam preparadas para esta seleção através de um curso EAD, conheçam esta planilha e recebam diversas soluções conhecidas de mercado já avaliadas pela iProcess.

É possível termos acesso a um case ou a uma empresa para a qual a iprocess implantou uma solução desde o levantamento até a modelagem e “automação”? Gostaria de ter uma visão mais aprofundada sobre essa solução, principalmente, sobre usar um Bizagi na modelagem e usar uma ferramenta BPMS.

Resposta: Teremos o maior prazer de compartilhar cases da iProcess sobre projetos que foram da modelagem até a automação, entre em contato conosco que poderemos conversar a respeito.

De forma geral, você acha que o mercado Brasileiro tem maturidade para automação de Processos?

Resposta: Com certeza. Na verdade já existem empresas brasileiras automatizando processos há muitos anos, desde o tempo em que as ferramentas de automação de processos eram mais simples, chamadas simplesmente de Workflow. E cada vez mais empresas procuram esta iniciativa para facilitar a execução e controle dos processos. Porém, o que acontece é que algumas empresas acham que a automação de processos é a solução para todos os seus problemas, e isso nem sempre é verdade. A realização de etapas de modelagem, análise (para identificar os pontos fracos) e melhoria de processos deveriam sempre ser realizadas antes da automação, sendo que a automação só poderia ser executada diretamente se o processo já é conhecido, correto e está funcionando bem, apenas com oportunidades de melhorar sua eficiência com o uso da tecnologia.

Das 30 ferramentas, quais você considera mais eficiente, com alta usabilidade e que colabora para uma melhor visualização do desenho do processo?

Resposta: As soluções hoje de mercado tem diferenças de funcionalidade muito significativa. Não existe uma ferramenta que se destaque em relação a outras como temos, por exemplo, um Microsoft Word que é preferido pela maioria das pessoas quando o assunto é editor de texto. Por isso que é fundamental a avaliação de quais os requisitos que a empresa tem necessidade, para que somente depois a seleção da plataforma seja realizada.

As ferramentas de BPM oferecem suporte para análise das métricas ou é necessário a compra de uma ferramenta de análise a parte?

Resposta: Normalmente as ferramentas de BPM já vem com um conjunto de indicadores e dashboards padrões, que permitem o monitoramento e acompanhamento da eficiência do processo, como por exemplo tempo médio de execução do processo e atividades, as atividades e usuários que são os maiores gargalos, dentre outros. Dependendo da ferramenta, é possível criar relatórios/dashboards customizados, para indicadores específicos de negócio da organização. Além disso, algumas plataformas oferecem ainda a possibilidade de adquirir uma ferramenta epecífica de BAM (Business Activity Monitoring), voltada especificamente para o monitoramento de indicadores em tempo real.

O que você pode comentar acerca da utilidade de uso da modelagem com BPMN para apresentar a orquestração de web services?

Resposta: Se estamos falando especificamente de modelagem de processos, BPMN pode ser usada para representar quaisquer processos ou situações de negócio desejados. Existem elementos da notação que servem para representar integrações e chamadas de serviços, neste sentido a notação poderia sim ser utilizada para repreentar um processo puramente de orquestração de web services. Além disso, existe outros diagramas presente na versão 2.0 da notação, que é o Diagrama de Coreografia, que se aplica também para representar orquestração de serviços.

Como obter informações adicionais sobre o curso de modelagem para automação?

Resposta: Por favor, acesso a página da iProcess Education (www.iprocesseducation.com.br) e conheça os nossos cursos.

O levantamento de requisitos para automação é próximo ao levantamento de requisitos para implantação de sistemas?

Resposta: Com certeza. Ambos compartilham conceitos e metodologia de levantamento. O que difere é a definição dos requisitos da solução, que no caso de automação de processos é guiada sempre pelo levantamento e modelagem do processo, enquanto que no levantamento convencional é guiado através de casos de uso e necessidades específicas de aplicação.

Como é comercializado o produto citado por vocês, de relação de requisitos para adoção de um BPMS?

Resposta: Trabalhamos tanto com uma consultoria de seleção de plataformas sob medida para a sua organização como também através de um pacote contendo um curso de seleção, a planilha preenchida e uma série de ferramentas já avaliadas.

Processos com integração com outros sistemas os campos de integração e e os mock ups devem ser feitos antes de implementar no sistema as entidades ?

Resposta: É fundamental que no momento que se identifique a necessidade e viabilidade de uma determinada integração do processo com um sistema, que a assinatura desta integração seja acordada entre a equipe de processos e a equipe do sistema. Neste caso, caberá a equipe do sistema garantir que a assinatura acordada pode ser disponibilizada, mesmo que ainda existam pendências técnicas do lado do sistema para a sua disponibilização.

 

Webinares iProcess 2015 – BPMN: Modelando a comunicação entre processos

O webinar de “BPMN: Modelando a comunicação entre processos” foi apresentado ao vivo pela internet em 10/09/2015 pela Kelly Sganderla com uma centena de participantes! Nesta postagem, publicamos o vídeo gravado, a apresentação e as perguntas enviadas durante o evento.

A comunicação entre participantes internos, externos e entre processos na modelagem BPMN, apesar de simples, pode gerar muitas dúvidas nas modelagens iniciais. Como represento que um participante passa o processo para o próximo? Como modelo a situação em que um fluxo quando termina deve dar início a outro? Neste webinar, apresentamos como cada situação deve ser modelada de acordo com o uso padrão da notação, as diferentes abordagens possíveis e vantagens em cada uma.

Os slides da apresentação também estão disponíveis no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/bpmn-modelando-a-comunicao-entre-processos-webinares-iprocess-2015

Confira abaixo as respostas para as perguntas enviada durante o evento:

I. Perguntas sobre a transferência do processo entre participantes do mesmo fluxo:

Pergunta: “Se vc não representa o “encaminhar/receber” e houver um leadtime enorme entre essas tarefas? Ao suprimir essa passada de bastão vc não corre o risco de não observar oportunidades de melhorias?”
Resposta: Em BPMN, a passagem do processo de um participante para outro está implícita no fluxo de sequência (sequence flow). “Encaminhar” faz parte da condição de término da tarefa que foi concluída, assim como o recebimento é uma premissa para a tarefa seguinte. Entretanto, há casos em que o transporte do processo em si é uma tarefa a ser medida. Por exemplo: se houver uma situação em que o processo é entregue a uma assistente de protocolo, que dará registro de entrada e então passará para um analista realizar a avaliação – bom, estas duas são de fato tarefas diferentes. Mas então, o trabalho é “Receber” ou é “Protocolar o recebimento”? Cada caso precisa ser avaliado frente ao modelo que estamos criando, mas por definição a passagem do processo para a próxima atividade (independente de quem a realize seja a mesma pessoa ou uma pessoa diferente) está implícita na transição de fluxo de sequência (sequence flow) (veja mais no vídeo em 36’00).

Pergunta: “No caso das atividades ‘Enviar’ e ‘Receber’ existe o COMO é enviado e o COMO é recebido. Neste caso, não é necessário informar o COMO? Ex.: e-mail, via workflow, formulário, etc… A pergunta serve também para no caso de gatilhos se é necessário registrar o COMO?”
Resposta: O propósito da notação BPMN é possibilitar a criação de diagramas que representem a lógica do processo. Informações complementares como ferramentas, meios de compartilhamento da informação, etc fazem parte da modelagem física, que contempla uma documentação complementar, e que em geral não fica explícita no diagrama. É claro, pode-se utilizar elementos como data object (objeto de dados) para representar o fluxo de documentos, formulários de apoio entre outros, mas essa representação não é obrigatória em BPMN, e deve ser usada com cuidado. Afinal, o que é o mais importante no seu diagrama: colocar toda a informação em uma visão única porém de difícil leitura, ou facilitar o entendimento de o quê é realizado pelo processo até o seu resultado final? (Veja mais no vídeo, em 42’35”).

II. Perguntas sobre as abordagens de Orquestração x Comunicação:

Pergunta: “Podemos unir, em um fluxograma, a comunicação com a orquestração?”
Resposta: Sim, você pode ter a combinação de elementos usados nas duas abordagens, mas nossa recomendação é que, na estruturação de modelos de processo complexos, defina-se uma abordagem preferencial da organização, visando uma padronização nos diagramas (veja mais no vídeo, em 41’27”).

Pergunta: “Qual abordagem é mais utilizada? Comunicação ou Orquestração?”
Resposta: Não temos uma medição de qual a abordagem mais usada pelas organizações. Temos visto modelos usando os dois casos. Para esta opção recomendamos considerar: eventuais limitações da ferramenta, a maturidade e a cultura de processos da organização e que essa seja uma definição organizacional, propiciando uma modelagem padronizada em toda a arquitetura de processos da empresa.

Pergunta: “Alguma destas duas abordagens é mais ou menos recomendável ao usar uma ferramenta BPMS para a automação de processos ao usar BPMN?”
Resposta: Esta questão está intimamente relacionada à aderência do BPMS à notação. Algumas soluções, por exemplo, não permitem representar pools black box externas ao processo modelado, o que inviabiliza a adoção da abordagem por comunicação. Outras não contemplam elementos de subprocesso reusável, dificultando a escolha pela abordagem de orquestração.

Pergunta: “No diagrama geral de orquestração não há partes envolvidas (lanes) e não há atividades. Esta forma de modelagem é intencional? Se sim, qual é o nível de granularidade mais adequado para separar processos em subprocessos?”
Resposta: BPMN considera o uso de pools e lanes como representação meramente visual na modelagem dos processos. Você pode ter processos modelados sem representar pools e lanes e ainda assim ter um modelo de processo válido.
A estruturação de um processo em subprocessos varia de caso para caso, e pode ter múltiplos níveis também. Não há uma regra para isso.

Pergunta: “Eu utilizo a visão de orquestração para dar uma visão macro do processo e depois desenho todo o processo com o miles para representar os subprocessos e facilitar a visão do todo, está correto?”
Resposta: “Miles” (acredito que seja uma referência a milestones) não é um elemento da notação BPMN. Ela é uma extensão visual agregada por algumas ferramentas (como o Bizagi, por exemplo). Se no seu segundo desenho todo o fluxo é parte de um único diagrama de processo, então o que você tem é uma representação mais detalhada do mesmo processo, que é o caso do exemplo inicial – em que todo o fluxo é um único processo.

III. Apesar do foco do webinar ser sobre o encadeamento de processos para formar o processo de negócio de ponta-a-ponta, diversas dúvidas sobre outros elementos de BPMN foram enviadas pelos participantes, com base no exemplo usado no webinar, e que não podemos deixar de responder:

Pergunta: “Recebemos a informação que é necessário sempre colocar na sequência da direita, mas a seta pode retornar as atividades anteriores, e não repetir a mesma atividade seguindo a sequência.”
Resposta: Não há restrições sobre a direção da seta de entrada nem de saída em nenhum elemento de fluxo em BPMN. As boas práticas recomendam desenhar o processo da esquerda para a direita já que é a forma como naturalmente lemos as informações, mas um processo pode ter fluxos desenhados em qualquer direção. (Veja mais no vídeo em 44’14”).

Perguntas:
– “Na apresentação da modelagem as atividades não estavam identificadas como ‘Manual’ de ‘Usuários’, etc… algum motivo especial ou não é relevante para este tipo de processo?”

– “As tarefas não deveriam pertencer e ser representadas com um tipo de tarefa ou independe disso no exemplo?”
– “Qual a diferença de tarefa manual e de usuário?”
Resposta: A definição dos tipos de tarefas não é uma obrigatoriedade na modelagem de BPMN. Em um processo manual (que será disponibilizado como um guia e interpretado pelas pessoas) essa classificação realmente não faz muita diferença. Já na modelagem de um processo automatizado em um BPMS, cujas atividades serão interpretadas pelo sistema, definir o tipo de tarefa é fundamental (veja no vídeo em 38’25”).
Se você ainda tem dúvidas sobre os tipos de tarefas, confira essa série de três artigos que explicam bem as diferenças entre eles:
Desmistificando tipos de tarefas em BPMN: Tarefa Abstrata, Tarefa de Usuário e Tarefa Manual
Desmistificando tipos de tarefas em BPMN: Tarefas automáticas
Desmistificando tipos de tarefas em BPMN: Tarefas de envio e recebimento.

Perguntas:
– “Não teria q ter um gateway no primeiro loop do processo?”

– “Antes da primeira tarefa do Assistente de viagem não deveria conter um gateway, em função de várias outras tarefas estarem conectadas a ela?”
Resposta: É possível sim que qualquer elemento de fluxo tenha mais de uma entrada. O gateway antes poderá deixar mais explícita a lógica da chegada dos fluxos na atividade, mas se não há gateway controlando esses fluxos de sequência, o comportamento é como de um gateway exclusivo (veja mais no vídeo em 33’48”).

Pergunta: “Posso ter gateways seguidos (um após o outro)? Após a tarefa ‘Providenciar inscrição em evento’?”
Resposta: A especificação de BPMN não impõe nenhuma limitação sobre isso. Especialmente se a lógica dos gateways for diferente, então pode fazer sentido ter gateways em sequência. Sabemos que a melhor documentação é aquela que consegue ser mais objetiva, e assim se temos uma situação com vários gateways encadeados, é importante se questionar: se eu pensar além das respostas “Sim/Não”, posso resolver o problema de roteamento do meu processo com apenas um gateway? Se sim, então esta com certeza será a melhor opção, já que simplifica o diagrama.
Veja mais sobre uso de gateways neste artigo:
Estudo de caso: Boas práticas no uso de gateways em BPMN

Pergunta: “Você poderia explicar melhor esse P1 e P2 na atividade ‘Realizar prestação de contas’?”
Resposta: Esta pergunta refere-se aos dois eventos de borda de tempo (timer intermediate border event) não interruptivos conectados à tarefa de Realizar Prestação de Contas (veja no vídeo, em 10’38). Estes eventos de borda controlam prazos que se ocorrerem, dão início a outras atividades, no caso, de acompanhamento do processo.

Pergunta: “Quando estamos desenhando AS-IS, como representamos a forma como a comunicação é feita (e-mail, serviços em um barramento (SOA), em mãos) se usarmos a abordagem de orquestração? A forma como os subprocessos são acionados é importante para o entendimento do mesmo. Concorda?”
Resposta: Esta pergunta tocou em um ponto chave! O que determina como os subprocessos são acionados é o processo orquestrador. Ele é o responsável por determinar quando um subprocesso deve ser iniciado e garantir que as informações “desçam” e “subam” a cada execução desses subprocessos, de forma que o processo orquestrador tem sempre toda a informação que foi sendo acumulada durante seus subprocessos. Quais informações, e o meio como isso ocorre, não é detalhado no fluxo, mas na especificação detalhada de cada uma das tarefas.

Pergunta: “Qual é o meio de comunicação utilizado pelos participantes do processo?”
Resposta: Isto é independente da lógica do processo. Se os participantes se comunicarem através da troca de e-mails, ou se for um formulário de papel que passa de mão em mão, a lógica, ou seja, a sequência de atividades, as dependências e as responsabilidades sobre elas permanecerá a mesma.

Pergunta: “Os objetos de sistema e doc não podem ser utilizados para representar a comunicação via email ou sistema assim como era utilizado no EPC?”
Resposta: A notação BPMN não contempla estes elementos citados (sistema, doc), mas eles podem ser criados como extensão pela ferramenta de modelagem. Utilizá-los, neste caso, deve ser uma definição da própria organização.

IV. Outras questões enviadas, indiretamente relacionadas ao tema:

Pergunta: “Quais os BPMS mais consagrados de mercado?”
Resposta: Esta é uma questão na qual não encontraremos consenso no mercado. O que definirá um BPMS como “consagrado”? O número de cases? A variedade de cases? O volume de processos? A complexidade dos processos? A presença no Brasil? Ou no mundo?
Se for a presença no Brasil, uma boa fonte de informação pode ser a Pesquisa Nacional em Gerenciamento de processos de Negócio da ABPMP Brasil, publicada na 10ª edição da revista BPM Global Trends.
Outra fonte pode ser o relatório do Gartner Group e seu Quadrante Mágico de iBPMS (mas esse relatório não avalia nem 10% das soluções que existem ao redor do globo, apenas grandes players).
Para entender a complexidade na definição de critérios para comparação e avaliação de BPMS/iBPMS, assista ao Webinares iProcess 2014 – Etapas e Desafios da Seleção de uma Plataforma de BPM.

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Webinares iProcess 2015 – Desafios comuns em um projeto de BPM

Nesta postagem, compartilhamos a gravação do webinar de “Desafios comuns em um projeto de BPM”, apresentado pelo Eduardo Britto em 11/08/2015.

Os projetos de redesenho e automação apresentam desafios que, quando conhecidos, podem ser evitados ou mitigados.
Neste Webinar, apresentamos alguns dos desafios mais comuns em projetos de BPM para que possam ser tratados antes que se tornem problemas.

Os slides da apresentação também está disponível no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/desafios-de-um-projeto-de-bpm-webinares-iprocess-2015.

Confira abaixo as respostas para as perguntas enviadas durante o evento:

Pergunta: “Existe alguma forma mais clara de modelar quando há integrações entre sistemas? Entradas e Saidas?”
Resposta: Esta pergunta é bastante específica em relação à modelagem de processos. Uma das formas mais claras de se representar essa modelagem em BPMN é utilizando uma tarefa de serviço no processo comunicando-se com o sistema que realiza a respectiva operação através de message flows uma para representar a entrada e outra para representar a saída. Se o processo, entretanto, é na verdade uma sequência de interações entre sistemas, talvez seja interessante avaliar o uso do Diagrama de Coreografia de BPMN para representá-lo. No artigo BPMN 2.0 – Novos Diagramas e Elementos: Introdução a Coreografia apresentamos este diagrama e seus elementos.

Pergunta: “Qual um tempo médio para acompanhar a execução do processo para avaliar seus seus resultados?”
Resposta: Este tempo pode variar de acordo com a própria duração do processo. Enquanto há processos de longa duração (que do início ao fim levam anos para terem suas tarefas concluídas) outros processos são executados completamente em um mesmo dia. Outro aspecto que pode levar a uma variação é o volume de processos executados em um determinado período. Alguns processos geram grande volume de informações diárias de desempenho, outros precisam de dias e dias para gerar novas informações atualizadas. Tudo isso precisa ser levado em conta para se determinar o tempo e frequência de acompanhamento do monitoramento, e isso pode variar de processo a processo.

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Webinares iProcess 2015 – Plataformas BPM: Como um mesmo requisito pode ser atendido de formas diferentes

Nesta postagem, compartilhamos a gravação do webinar de “Plataformas BPM: Como um mesmo requisito pode ser atendido de formas diferentes”, apresentado pelo Carlos Mortari em 16/07/2015.

Este foi o terceiro seminário da série de webinares da iProcess em 2015, realizado ao vivo! Mais uma vez, nosso agradecimento especial aos participantes que acompanharam a transmissão on line e contribuíram enviando suas dúvidas e questões sobre o tema.

Os slides da apresentação também estão disponíveis no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/plataformas-de-bpm-comparando-requisitos-webinares-iprocess-2015

Confira abaixo resposta para pergunta enviada durante o evento:

Pergunta: “Em uma organização que ainda está iniciando sua empreitada, com BPM (de 1º ou 2º nível de maturidade) em qual momento devemos partir para o investimento em uma plataforma de BPMS, que tem um alto custo para a organização e que necessita também de investimentos adicionais em treinamentos. A partir desta decisão quais requisitos de plataformas, poderia nos levar a usar um “open source” (bonita por exemplo) vs uma licença paga (oracle, tibico, IBM, etc)? “
Resposta: Idealmente, a escolha da plataforma que irá suportar as iniciativas de BPM deveria ser feita no início, num cenário em que esteja claro para a organização quais são as suas necessidades atuais e futuras. A escolha de uma ferramenta “quebra-galho” para tocar iniciativas de processos pode até atender num primeiro momento, mas existe o risco de apresentar dificuldades e limitações posteriormente, quando a empresa já está mais estruturada e pode necessitar de uma solução mais robusta para apoiar o gerenciamento de processos. Nestes casos, existe a chance de ocorrer retrabalho e necessidade de migração dos processos de uma solução para outra.
Quanto a ferramentas open source, elas podem ser uma boa alternativa quando se deseja testar os recursos de uma solução de BPMS e realizar provas de conceito, por exemplo. Porém, é preciso ficar atento porque em alguns destes produtos as versões “free” não oferecem recursos bem importantes, podendo limitar o uso da solução em produção. Além disso, embora possam existir fóruns de discussão e membros da comunidade atuantes, a falta de um suporte oficial e SLAs definidos podem gerar dificuldades, caso sejam encontrados problemas em ambiente de produção que necessitam de solução mais urgente.

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