Webinares iProcess 2015 – Funcionalidades de uma Solução de BPA

Nesta postagem, compartilhamos a gravação do webinar de Funcionalidades de uma Solução de BPA, apresentado pelo Eduardo Britto em 30/06/2015.

Este foi o segundo seminário da série de webinares da iProcess em 2015, realizado ao vivo! Mais uma vez, nosso agradecimento especial aos participantes que acompanharam a transmissão on line e contribuíram enviando suas dúvidas e questões sobre o tema.

Os slides da apresentação também estão disponíveis no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinar-2015-1-migrao-de-processos-em-epc-para-bpmn

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: “No decorrer da análise já são identificadas as informações necessárias, funcionalidades sistêmicas (serviços candidatos)… é comum na solução de BPA haver possibilidade de documentar estes itens no processo também? no nível de funções e não técnico.”
Resposta: Sim, uma solução de BPA deve dar suporte para documentar, a nível de negócio, todas as informações a respeito dos processos que por ela são suportados. Neste sentido, a solução deve suportar diferentes níveis de modelagem de processo, da visão do negócio à visão para automação; e diferentes tipos de informação, desde procedimentos dos usuários de negócio até informações que possam ser utilizadas pela TI para automação. Particularmente, falando em termos de serviços, este é um tipo de informação que deveria estar suportada nos atributos das atividades automáticas/sistêmicas.

Pergunta: “Em que fase do BPM devemos implantar um BPA numa organização?”
Resposta: Apesar a implantação de uma solução de BPA não ser algo obrigatório para o sucesso de uma iniciativa de BPM, ela traz inúmeras facilidades para a gestão de processos dentro da sua organização. Uma dos principais benefícios é a  capacidade de armazenar todas as informações sobre os seus processos em um repositório central, permitindo a colaboração e consulta com uma visão estruturada de todos os seus processos. Desta forma, eu diria que o momento ideal para sua implantação é o momento em que o número de processos modelados e a demanda por consulta começa a ficar significativa. Neste momento, pensar em disponibilizar os processos em arquivos pode ficar mais complexo ou trabalhoso.

Pergunta: “Na ferramenta da Oracle [BPM Composer] conseguimos informar os indicadores de cada atividade, assim como são informados os responsáveis? “
Resposta: Os indicadores estão orientados aos processos, de modo que você consegue informar e gerir estes indicadores nos modelos de cadeia de valor e BPMN. Se o desempenho de uma atividade gera um impacto significativo para o seu processo, possivelmente você modelará este indicador no processo.

Pergunta: “A ferramenta [Oracle BPM Composer] apresenta o caminho crítico para processos complexos, com atividades em paralelo?”
Resposta: Você consegue obter este tipo de informação através dos recursos de simulação.

Pergunta: “Dá para dizer então que uma solução BPA é onde se reúne todos os BPM da empresa e seus detalhes?”
Resposta: Dá para dizer que uma solução de BPA reune e organiza todos os processos da sua organização.

Pergunta: “Não seria possível usar o conceito de “subprocesso” (com link de um Macro a um sub) do BizAgi por exemplo para representar a cadeia de valor, respectiva arquitetura de processo?”
Resposta: Sendo uma boa solução de modelagem e gratuita, muitas pessoas acabam desenhando a sua arquitetura de processos em BPMN com o uso do BizAgi. É uma boa saída para quem quer continuar usando o BizAgi e não tem condições para investir numa solução mais completa. Contudo, para isso, acaba-se usando elementos do BPMN para representar uma estrutura hierárquica de cadeia de valor e de arquitetura de processos com elementos que não foram criados com esta finalidade, o que pode gerar confusão. Por fim, mesmo que você use o BizAgi com esta finalidade, a medida que fores modelando muitos processos, como 50, 100 ou 200 processos da sua organização, possivelmente começarás a ter problemas de compartilhamento e edição de processos em paralelo, bem como da capacidade da ferramenta em trabalhar com um arquivo que contem centenas de processos modelados.

Pergunta: “Como poderia se dar o relacionamento e ações de analises entre grupos de BPM e Lean Seis Sigma numa organização?”
Resposta: São iniciativas que tem objetivos em comum, a melhoria de processos. Contudo, na nossa visão, o BPM tem uma visão mais abrangente, de modo que nós sugerimos avaliar a aplicação de Lean Six Sigma nas etapas de análise e redesenho de processos.

Quer participar dos próximos?

Na hora de escolher a plataforma de BPM…

"Mas o que é mesmo que nós precisamos?"

O fato da iProcess ser uma consultoria com longa história, construída no estudo e implementação de soluções para processos através de tecnologias como workflow e BPMS, nos coloca em uma posição bastante interessante em relação ao mercado: entendemos como as soluções de automação funcionam, como é a sua arquitetura, o que as faz iguais e diferentes.

Isso possibilita dizermos então que nossa ferramenta favorita é, na verdade, a solução que mais se encaixa nas necessidades organizacionais, financeiras, culturais e tecnológicas dos nossos clientes.

É por isso que, quando as pessoas nos comentam que estão testando as soluções X, Y e Z e nos perguntam qual indicaríamos, ou qual é o melhor, a nossa resposta é “depende”. Depende porque, em nossos anos de experiência automatizando processos, chegamos à seguinte conclusão: não é uma questão de qual software é melhor comparado a outro software, mas qual é o software que melhor se encaixa às reais necessidades da organização.

Descobrir a solução que apresenta a melhor relação de custo e benefício em BPM requer uma análise que vai além de verificar funcionalidades que uma tenha e a outra não. Ela passa por questões como:

      • “Qual o tamanho da organização em termos de usuários e sistemas que integram os processos de negócio, e qual a perspectiva de crescimento para os próximos anos?”
      • “Como a companhia está estruturada – ela existe em um local centralizado ou se espalha por diferentes locais e regiões? Qual o impacto disso nos usuários dos processos automatizados? Precisamos de um software que suporte multi-línguas e multi-moedas?”
      • “A infraestrutura de TI da organização já tem um direcionador de plataforma tecnológica que pode impactar nesta decisão?”
      • “O que mais a organização precisa deste software além da simples automação dos passos a serem executados no processo automatizado? Monitoramento e ação em tempo real? Arquitetura dos processos de negócio? Ferramentas e metodologias de análise de processos? Posso ter isto em apenas um software ou precisarei de múltiplas ferramentas para cobrir meu ciclo de melhoria contínua de processos?”
      • “Que tipo de processos planejamos automatizar? Quantos? Com que frequência eles são executados, e o software está preparado para gerenciar a quantidade de instâncias?”
      • “O processo que modelamos é o processo que será executado, ou precisa ser transformado em outras linguagens antes de rodar, como do EPC para BPMN, ou do BPMN para BPEL, ou ainda de uma notação gráfica para algo que só o BPMS entende? Consideramos isto aceitável?“
      • “Que outras soluções de software precisarão ser integradas: ERP, BRM, BAM, ECM, etc?”
      • “Que tipo de suporte o fornecedor da solução está preparado para oferecer enquanto desenvolvemos a automatização do processo e após a implantação?”
      • “Onde encontramos profissionais que conheçam o software com a profundidade suficiente para implementar as complexidades naturais dos processos, que vão além do simples workflow de sequência de atividades?”
      • “O quão sólida é a empresa por trás do software – quais os riscos do mesmo ser adquirido por outra empresa gerando mudanças e mais mudanças na plataforma?”

Você percebe que dependendo da organização, o peso e a resposta a essas perguntas podem gerar avaliações bem diferentes?

São tantas questões que precisam ser consideradas neste processo de escolha – e que vão além da simples comparação de funcionalidades, que já consolidamos uma planilha de avaliação com centenas de critérios a avaliar (e que inclusive faz parte do nosso treinamento e pacote de consultoria em Seleção de Plataformas de BPM).

É claro que boas opiniões de quem já usa a ferramenta são essencialmente importantes. É parte do processo de escolha de uma plataforma, mas pode não ser a resposta para a organização.

Há tanto software de BPM sendo oferecido no mercado, que recomendamos sempre que antes de escolher uma ou outra solução para “testar”, por sorte ou porque alguém disse que era boa, considere as reais necessidades da organização – e então escolha aquelas sobre as quais realmente vale a pena investir tempo na avaliação.

Nossa equipe já atuou em projetos utilizando diferentes soluções de BPM. Todas elas são muito boas. É apenas uma questão de entender quais as verdadeiras necessidades da empresa.

Veja mais artigos sobre o tema da escolha de plataforma de BPM publicados aqui mesmo no blog da iProcess:

 


Qual a principal diferença entre BPM e BPEL?

Você está pesquisando sobre produtos para gestão de processos, e ouviu falar em BPEL. Mas também ouviu outros produtos falarem em BPM. Afinal, o que há de diferente entre eles?

Enquanto BPEL (Business Process Execution Language) é um dos padrões tecnológicos usados para implementação de processos automatizados, BPM (Business Process Management) é muito mais do que isto. BPM é toda uma disciplina de administração de negócios, que trata de muitos níveis e temas relacionados à gestão por processos de negócio, desde a descoberta de processos, passando pela análise e melhoria de processos de negócio, implementação de processos de negócio (com ou sem suporte tecnológico) e muito mais, sob uma perspectiva organizacional. Não se deixe enganar pela sopa de letras – apesar de estarem relacionadas a “Business Process”, BPM e BPEL são coisas diferentes.

Dentro da disciplina de BPM há uma área de conhecimento que estuda como a tecnologia pode apoiar a análise, execução e controle dos processos de negócio, onde encontramos muitos produtos, comumente denominados de BPM Suítes (BPMS), tais como Oracle BPM, IBM BPM, Tibco, Pega e outros (http://bpm-directory.omg.org/). Acreditamos que aqui é onde muitas pessoas acabam confundindo-se sobre o que BPM realmente é – quando fornecedores usam a expressão “BPM” para simplesmente se referir a seus produtos.

Estes produtos de BPM, que são os BPM Suítes, usam diferentes padrões para automatizar processos. Alguns executam processos usando BPEL (Business Process Execution Language), outros executam processos interpretando BPMN (Business Process Model and Notation), e ainda há outros usam sua própria linguagem de workflow para automatizar e controlar processos.

Qual a melhor solução dependerá de uma série de questões que precisam ser avaliadas em conjunto quando sua empresa for selecionaro BPMS a ser adotado pela organização. Confira no artigo A difícil tarefa de escolher uma plataforma BPM que cuidados recomendamos para fazer uma boa escolha.