Webinares iProcess 2014 – Simulação como Ferramenta de Análise de Processos de Negócio

Este foi o sexto webinar apresentado ao vivo pela iProcess neste ano! Agradecemos especialmente àqueles que puderam acompanhar a transmissão ao vivo e contribuíram enviando suas dúvidas e questões sobre o tema.

Aos que não puderam participar, esta é a oportunidade para conferir a gravação do webinar de Simulação como Ferramenta de Análise de Processos de Negócio, apresentado pelo Eduardo Britto em 07/11/2014.


 

A apresentação também está disponível no slideshare:
http://pt.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinar-6-simulacao-de-processos-pubicacao-slideshare.

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: “Há alguma ferramenta que permita simular processos não estruturados que envolvam mais atividades ou processos de “trabalhadores do conhecimento” (“Case Management”)? Se positivo ferramentas como o BizAgi ou Bonita poderiam ter simulações configuradas para este fim?”
Resposta: Esta pergunta foi respondida durante o evento. Estamos estudando diferentes ferramentas de simulação de processos. Para as mais conhecidas porém, até o momento, não identificamos recursos que possibilite este tipo de simulação. Se você conhece alguma ferramenta que possibilita simular este tipo de cenário de processos de negócio, use os comentários e compartilhe com a gente!

Pergunta: “Consigo considerar na própria ferramenta os tempo de férias, tempo de improdutividade?”
Resposta: Esta pergunta também foi respondida durante o evento. Isto pode variar entre as ferramentas. Não chegamos a demonstrar no webinar, porém a ferramenta utilizada (Bizagi Process Modeler) permite sim definir calendários com variações de alocação dos recursos que considere ausências.

Pergunta: “Fiquei com uma dúvida sobre o tempo total do processo, os 10 dias é por instância ou pelas 500?”
Resposta: Na demonstração realizada, os 10 dias contabilizados são por instância.

Pergunta: “Existe opção de configuração de tempo de hand-offs entre atividades?”
Pergunta: “Gostaria de saber se temos como simular os tempos de epsera de início de uma atividade. Exemplo, quando uma atividade é enviada ela irá para um papel mas ela ainda não foi apropriada por ninguém.”
Resposta: Sim, é possível para as simulações de alocação de recursos prever um tempo de espera da atividade.

Pergunta: “Que outras soluções BPMS disponíveis no Brasil tem a funcionalidade de simulação?”
Resposta: Temos estudado diversas soluções de BPM, e entre as disponibilizadas no mercado brasileiro, já vimos soluções para simulação no Bizagi Process Modeler, Aris e Oracle BPM. De forma mais simplificada, o Bonita BPM e o Atos BPM também fazem simulação, porém com foco maior na automação do processo.
Você conhece alguma outra ferramenta que implementa a simulação de cenários de processos de negócio? Compartilhe com a gente através dos comentários!

Pergunta: “Todos os cursos contam pontos para a recertificação CBPP?
Resposta: Sim. A iProcess{education} é um PTC (Provedor de Treinamento Credenciado) da ABPMP-Brasil. Os cursos do programa de capacitação da iProcess contabilizam créditos para a recertificação, além de serem uma excelente oportunidade para desenvolver e se atualizar nas principais técnicas, metodologias e tecnologias que suportam a Gestão por Processos de Negócio.

Webinares iProcess 2014 – Benefícios e Potencialidades da Automação de Processos

Esta é a gravação de nosso segundo webinar deste ano. Aos que participaram da apresentação ao vivo, um muito obrigado em nome do time da iProcess!

Aos que não puderam participar, esta é a oportunidade para conferir a gravação de nosso webinar de Benefícios e Potencialidades da Automação de Processos, apresentado pelo Eduardo Britto em 05/09/2014.

 

A apresentação também está disponível no slideshare:
http://www.slideshare.net/iProcessBPMeSOA/webinares-iprocess-2014-benefcios-e-potencialidades-da-automao-de-processos

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: “Quais são as opções para automatizar as regras do negócio?”
Resposta: Existem diversas formas de se automatizar as regras de negócio – da implementação de sistemas de telas e cadastros que permitam definir os dados das regras (aplicável a situações mais específicas) até o uso de soluções específicas para a gestão de regras, que são os BRMS (Business Rules Management System). Já falamos dos BRMS aqui no blog – confira o artigo Business Rules e a Dinâmica do Negócio para mais informações.

Pergunta: “Qual o tempo médio, atualmente, para implantar um processo automatizado? Que variáveis vocês analisam e como definem a estratégia?”
Resposta: É difícil estabelecer um “tempo médio” para implantação de um processo, pois existem muitos aspectos que precisam ser considerados. Alguns aspectos fundamentais que devem ser levados em conta na estimativa de um projeto de automação seriam:
I. o nível de detalhamento do processo utilizado para a definição do escopo. Em geral, a “entrada” usada para a estimativa é um processo proveniente da equipe de negócios (a visão de futuro do processo), que requer uma análise adicional para atingir o nível de conhecimento sobre o processo necessário para automatizá-lo;
II. a complexidade das informações que transitam pelo processo;
III. o número de integrações com outros sistemas;
IV. a própria plataforma de automação de processos e que recursos facilitadores ela dispõe para a implementação;
V. o número de profissionais envolvidos no projeto e o nível de domínio dos mesmos sobre a ferramenta.
Enfim, há inúmeros outros, mas só por estes já dá pra ter uma ideia que estimar um projeto de automação não é um cálculo simples. Em nossos projetos, estes fatores são sempre levados em conta.

Pergunta: “Na empresa, possuo um sistema ERP. É possível ter esse nível de de automação dos processos como está sendo apresentado?”
Resposta: Esta pergunta foi respondida na apresentação, mas podemos resumidamente comentar que o sistema de ERP traz a visão transacional das informações: dados, regras de negócio para manter e evoluir as informações, dando capacidade de incluir e gerir as informações da organização. Já os processos são transversais, interligando informações de diferentes sistemas, e são controlados por uma camada de BPMS (que pode ser provido pelo próprio ERP, dependendo do fornecedor). Portanto, a automação do processo não substitui, mas complementa a operação dos sistemas.

Pergunta: “A rastreabilidade é possível no processo em andamento e depois de finalizado?”
Resposta: Esta pergunta também foi respondida ao vivo na apresentação, no qual confirmamos que sim, é possível verificar a rastreabilidade da execução do processo em qualquer situação depois de ter sido iniciado.

Pergunta: “Foi usada a plataforma Oracle (na apresentação, para fins de demonstração). É possível utilizar Bizagi também ou outra plataforma mais acessível?”
Resposta: Esta pergunta também foi respondida na apresentação. Sim, existem muitas plataformas de automação de processos que podem ser usadas. Em nossa apresentação, utilizamos a solução da Oracle para demonstrar os aspectos de automação e homogeneizar o entendimento de o que é um processo automatizado, mas todas as questões conceituais apresentadas são esperadas na implementação utilizando qualquer BPMS. O quanto esses benefícios trarão de retorno para a organização está mais atrelado a um projeto de implementação bem feito.

Entendendo o Quadrante Mágico do Gartner para iBPMS

Todos os anos o Gartner, empresa americana de pesquisa e assessoria em tecnologia da  informação, analisa o mercado de tecnologia para mais de 60 tipos de diferentes de software – entre eles as plataformas tecnológicas para BPM. Os relatórios anuais buscam oferecer uma análise qualitativa do mercado, suas tendências, maturidade e participantes, gerando insumo importante para avaliar as soluções oferecidas, e tem sido uma importante ferramenta para apoiar a avaliação e escolha de tecnologia de suporte às iniciativas da gestão por processos.

O relatório Gartner para o mercado de BPMS/iBPMS

Até 2011, o Gartner avaliava todas as soluções para controle automatizado de processos como “BPMS” (Business Process Management Suites). Em 2012, a organização vislumbrou uma tendência de negócio que implicou em uma nova oportunidade de utilização para estas ferramentas. No relatório “The Trend Toward Intelligent Business Operations”, a instituição relata que gestores têm sido requisitados a tomar decisões mais rápidas e assertivas “fazendo menos com mais” em um contexto de negócio dinâmico e em constante mudança. Assim, para superar o desafio criado pela necessidade de melhorar a visão organizacional sobre suas operações e ambiente de negócios, as organizações tem buscado desenvolver a capacidade de tornar suas operações de negócios mais inteligentes, integrando análise aos seus processos e às aplicações que os sustentam.

Assim, o Gartner identificou a operação inteligente de negócios (ou IBO, Intelligent Business Operations) como um novo cenário de uso para as suítes de BPM. Mas para atender estas necessidades, estes produtos precisam evoluir a uma nova geração de software, que a organização chamou de iBPMS (Intelligent Business Process Management Suite).

De acordo com o Gartner, um iBPMS deve conter todas as 10 capacidades chave a seguir:

  • Um motor de orquestração da execução do processo para guiar o progresso do trabalho estruturado ou não estruturado.
  • Um ambiente de composição baseado em um modelo para o desenho do processo, suas atividades e artefatos
  • Gerenciamento da interação com o conteúdo para suportar o progresso do trabalho baseado em mudanças no próprio conteúdo do processo (como documentos, imagens e áudio)
  • Gerenciamento da interação humana para possibilitar que as pessoas possam interagir naturalmente com os processos em que estão envolvidas
  • Conectividade entre processos e recursos que controlam, como pessoas, sistemas, dados, ocorrência de eventos, objetivos e indicadores de desempenho (KPIs)
  • Análise ativa (em alguns casos denominado continuous intelligence, ou “inteligência contínua”) para monitorar o progresso das atividades, analisar atividades e mudanças no processo e o que mais estiver envolvido
  • Análise sob demanda para possibilitar suporte à decisão ou decisões automáticas baseadas em análise preditiva ou otimização tecnológica
  • Gestão de regras de negócio pra guiar e implementar agilidade ao processo e garantir aderência ao negócio
  • Gestão e administração para monitorar e ajustar aspectos técnicos do iBPMS
  • Um registro/repositório para busca e reuso de componentes de processos.

Com esta revisão, o número de soluções avaliadas mudou sensivelmente de 27 em 2011 para 13 fornecedores em 2012. Em 2014, o relatório aponta 14 soluções avaliadas.

Em geral, os relatórios do Gartner Group são comercializados e requerem permissão para serem distribuídos.
O relatório do Quadrante Mágico para iBPMS de 2014 foi publicado pela instituição em março e pode ser obtido neste endereço: https://www.gartner.com/doc/2684315.

O Quadrante Mágico para iBPMS

Um dos principais componentes do relatório do Gartner é o Quadrante Mágico (ou MQ, de Magic Quadrant), que mostra as posições relativas dos concorrentes do mercado avaliado.

O Quadrante Mágico é um gráfico formado pelo cruzamento dos eixos horizontal e vertical, que formam quatro áreas. O eixo vertical representa a capacidade do produto de executar aquilo a que se propõe (hability to execute), enquanto o eixo horizonal representa o quão completa é a visão aplicada ao produto da empresa em relação a tecnologia (completeness of vision).

Para identificar a capacidade de executar de um produto, são avaliados critérios como:  a composição do produto ou serviço, a viabilidade da solução a longo prazo, o formato de vendas e precificação, capacidade de resposta ao mercado e concorrentes, execução mercadológica, experiência dos usuários e operações.

A completude de visão (completeness of vision) é medida através dos critérios de entendimento do mercado, modelo de negócio, estratégias de marketing, de vendas, de oferta do produto, de atendimento a segmentos de mercado, de distribuição geográfica e capacidade de inovação.

As áreas formadas pelo cruzamento desses eixos classificam as soluções em:

  • Challengers (desafiadores): Soluções com boa capacidade de execução mas que não agregam tanto em inovação;
  • Leaders (líderes):Soluções que possuem maior grau de inovação e entregam o que prometem.
  • Niche Players (fornecedores de nicho de mercado): possuem produtos em geral focados em um nicho específico, apresentando baixo nível de inovação e de entrega.
  • Visionaries (visionários): soluções que possuem alto nível de inovação mas menor capacidade de entregar o que se propõem.

Através do gráfico fica mais fácil realizar uma análise comparativa das soluções, uma vez que quanto mais para cima e para a direita, melhor está posicionada no quadrante. Além do quadrante, porém há outras informações importantes nestes relatórios que precisam ser levadas em conta:

Observe o progresso da solução através dos relatórios.
Os relatórios são emitidos anualmente, e possibilitam assim identificar as soluções melhor posicionadas, mas também, comparando-se os quadrantes dos relatórios anteriores, identificar o quanto o fabricante está investindo em estabilizar ou melhorar sua solução.

Entenda o que levou ao posicionamento de cada solução no quadrante.
Além do gráfico, cada solução é descrita pelo Gartner apontando seus pontos fortes e pontos de atenção, que podem fazer a diferença em relação às expectativas do cliente.

Considere a presença da empresa no Brasil.
Os relatórios do Gartner analisam soluções com perfil global, o que muitas vezes não se reflete no mercado brasileiro. Muitas das empresas avaliadas pelo Gartner têm pouca (ou nenhuma) base instalada no Brasil, o que pode implicar em dificuldades para se obter suporte e atenção do fornecedor durante a execução dos projetos – sobretudo quando começam a surgir as complexidades dos processos.

Existem boas soluções além do MQ.
Muitos outros BPMS e iBPMS existem além dos que são mostrados no Quadrante Mágico, em geral porque são fornecedores de menor porte, ou porque são novos no mercado e possuem uma base de clientes em produção reduzida, ou porque não atingiram todos os critérios da nova classificação. No Brasil sabemos que há soluções muito boas de BPM que não foram avaliadas pelo Gartner. Entenda os critérios de corte relatados pelo Gartner e considere se podem ser aplicados à sua situação.

Fazendo uma boa escolha de aquisição de BPMS/iBPMS

O relatório do quadrante mágico do Gartner é uma ferramenta muito interessante de análise comparativa de soluções oferecidas no mercado, mas uma aquisição segura não deve se restringir a esta avaliação.
Confira estes artigos para entender mais sobre os pontos de atenção a serem considerados na hora de escolher que solução adquirir para a organização.

Está avaliando uma plataforma de BPM para sua organização? Conte com a experiência da iProcess!
Saiba como podemos ajudá-los através de:
– Workshop de Seleção de Plataforma de BPM
– Consultoria de apoio à Seleção de Plataforma de BPM.

5W2H: Ferramenta para a elaboração de Planos de Ação

timetoplan“Qualquer medição de desempenho deve começar com a identificação de o quê vai ser medido, o porquê de ser medido e qual valor será usado para comparação”.

Esta é uma recomendação do BPM CBOK v3.0 que culmina com a proposição de um instrumento para levantamento de medições, em forma de tabela (página 192), a serem realizadas nos processos, onde deverão ser considerados:

  • os objetivos da medição
  • os itens a medir
  • os parâmetros de comparação
  • os locais ou pontos onde as medições serão realizadas
  • o que deve ser medido
  • como serão realizadas as medições e
  • os responsáveis pelas mesmas.

É interessante perceber que BPM utiliza conceitos, termos e terminologia já consagradas e de uso tão popularizado como o 5W2H, oriundo da Gestão da Qualidade. Afinal, processos têm tudo a ver com qualidade, eficiência e desempenho. Nenhuma novidade de fato, pois BPM também assimila outros conceitos da administração, de disciplinas como a Reengenharia e Qualidade Total.

Muitas pessoas da área de processos, porém, possuem formação na área de tecnologia e tais conceitos podem não ser muito familiares. Por isso resolvemos chamar a atenção para essa ferramenta, os conceitos envolvidos e sua utilização.

5W2H é uma ferramenta para elaboração de planos de ação que, por sua simplicidade, objetividade e orientação à ação, tem sido muito utilizada em Gestão de Projetos, Análise de Negócios, Elaboração de Planos de Negócio, Planejamento Estratégico e outras disciplinas de gestão. De origem atribuída a diferentes autores, que vai desde os trabalhos de Alan G. Robinson, Rudyard Kipling, Marco Fábio Quintiliano até Aristóteles, essa ferramenta baseia-se na elaboração de um questionário formado por sete perguntas:

5W2H

As sete perguntas essenciais

Note que a sigla 5W2H origina-se nas letras iniciais das perguntas que devemos realizar.
O conceito por trás do termo significa que uma ação é influenciada por sete circunstâncias e que, ao elaborar um plano de ação, devemos responder, de modo formal, às seguintes questões:

  • O que deve ser feito? (a ação, em si);
  • Por que esta ação deve ser realizada? (o objetivo);
  • Quem deve realizar a ação? (os responsáveis);
  • Onde a ação deve ser executada? (a localização);
  • Quando a ação deve ser realizada? (tempo ou condição);
  • Como deve ser realizada a ação? (modo, meios, método, etc);
  • Quanto será o custo da ação a realizar? (custo, duração, intensidade, profundidade, nível de detalhamento, etc).

Aproveitando o clima da Copa do Mundo no Brasil, vamos exemplificar elaborando um plano de ação para organizar um evento de confraternização mensal para os funcionários de uma empresa, com o tema do campeonato mundial, em uma hipotética final entre Brasil e Argentina. (clique para ampliar)

Final Brasil x Argentina

Final Brasil x Argentina

Está claro que a ordem dos eventos pode ser alterada de acordo o tipo de evento, de organização, de contratação e etc. Colocamos as ações do plano em ordem cronológica (coluna Data) considerando uma possível dependência entre atividades. Mas essa é apenas uma abordagem.

É possível verificar, também, que as colunas “Custo” e “Local” não são tão úteis nesse caso, por ser um plano simples e por haver pouca variação nessas variáveis. Devemos considerar todas as sete circunstâncias descritas para elaborar o plano de ação, mas em casos em que uma destas circunstâncias seja fixa (como uma mesma data de realização, por exemplo) podemos deixar de representá-la em uma coluna de nossa tabela.

Da mesma forma, pode haver situações em que sejam necessárias ou desejáveis informações adicionais em nossa tabela. Além das circunstâncias normais, previstas na ferramenta 5W2H, podemos adicionar informações não necessariamente ligada às circunstâncias, mas que qualificam a própria ação ou seus resultados.

No exemplo abaixo, baseado na tabela  para levantamento de medições do BPM CBOK citada no início do artigo, percebe-se uma correspondência dos nomes dos atributos de medição com as questões do 5W2H:

Tabela para levantamento de medições

Levantamento de medições com 5W2H

No exemplo, as perguntas “O quê”, “Por quê”, “Onde”, “Como” e “Quem” são respondidas pelos atributos “Item a medir” + ” O que medir”, “Objetivo da medição”, “Onde medir”,  “Como será medido” e “Responsável pela medição”, respectivamente.

Note que foram suprimidas as questões “Quando” – visto que a medição deverá ser executada automaticamente pelo processo ou sistema – e “Quanto”, pois não se aplicam a este caso. Também foram adicionados dois atributos de medição que não corresponde a nenhuma das 7 questões da ferramenta: “parâmetro de comparação” e “polaridade do indicador”.

Se você ainda não utiliza 5W2H em suas tarefas diárias, comece a pensar quais os planos de ação você poderia formalizar com esta ferramenta e coloque em prática na primeira oportunidade. Você perceberá que se trata de um excelente modo de formalização do planejamento, detalhamento da ação, comunicação de prazos e responsabilidades. E lembre-se de compartilhar nos comentários as suas experiências e dicas.

Certificações para profissionais de Processos de Negócio

Crédito da foto: albertogp123 - via photopin.com (cc)O mercado de profissionais para atuar em iniciativas de Gestão por Processos está bastante aquecido. Não há uma pesquisa formal, mas uma percepção geral de que bons profissionais que atuem em iniciativas de processos estão fazendo falta no mercado.

Esta área de atuação ainda está se consolidando em muitas organizações, e o grupo de profissionais que se envolvem nestas iniciativas variam bastante não apenas de acordo com o porte da empresa, mas também com o nível de maturidade da organização das práticas de gestão de processos.

Por isto mesmo, as certificações para validar conhecimentos e experiência de profissionais da área têm ganhado grande importância.

Certified Business Process Professional (CBPP)

A certificação CBPP é uma das que mais vem crescendo no Brasil, impulsionada principalmente pela forte presença do capítulo brasileiro da Association of Business Process Management Professionals – ABPMP (www.abpmp-br.org), a instituição certificadora. A certificação CBPP está para o profissional de processos assim como o PMP (e respectivamente o PMI) está para profissionais de projetos.

O objetivo desta certificação é validar o conhecimento e experiência do profissional em iniciativas relacionadas à gestão de processos. Por este motivo, para realizar o exame do CBPP existem pré-requisitos que precisam ser atendidos, como ter experiência comprovada em iniciativas de gerenciamento de processos. Ao se inscrever para o exame, o profissional recebe uma cópia impressa do Corpo Comum de Conhecimento em BPM (o BPM CBOK), que encontra-se na versão 3 e já está traduzido para o português.

O exame é baseado principalmente no conteúdo desta obra, mas requer também realizar algumas análises sobre as questões que em geral são obtidas com base na vivência. Para fazer o exame precisa também participar do evento BPM Boot Camp, que são 3 dias de discussão sobre os temas do CBOK (o que também ajuda a fazer uma revisão geral do conteúdo). O exame costuma ser na manhã do quarto dia. A prova é em português e sua realização é presencial mas o profissional responde no próprio computador e o resultado sai na hora.

A CBPP é uma certificação única e renovável a cada três anos; uma forma da ABPMP garantir que o profissional certificado está se atualizando e continua exercendo as práticas de BPM. Embora o exame seja realizado pela ABPMP do Brasil, a certificação tem valor internacional.

Informações sobre a certificação:
http://www.abpmp-br.org/certificacao-cbpp/
Informações sobre a entidade certificadora:
http://abpmp-br.org/
Lista de profissionais certificados (no Brasil):
http://www.abpmp-br.org/profissionais-certificados/

 * Atualização: links para o site da abpmp-br atualizados em junho/2016.

OMG Certified Expert in BPM (OCEB 2)

A certificação OCEB é uma certificação concedida pela Object Management Group, a OMG (www.omg.org). A OMG é uma entidade padronizadora, responsável por diversos padrões técnicos. Os mais conhecidos pela área de tecnologia são o UML e CORBA, mas esta organização mantém centenas de especificações técnicas de linguagens, notações e padrões para diversas aplicações.

O foco da certificação OCEB portanto não está na experiência do profissional em processos, mas a verificação do seu conhecimento e domínio sobre conceitos e padrões, em especial os mantidos pela OMG para processos de negócio, como: Business Motivation Model (BMM),  Process Model and Notation – BPMN, Business Process Definition Metamodel (BPDM), Case Management Model and Notation (CMMN) entre outros. Também são tratados frameworks de qualidade e governança como SOX, COBIT, ITIL, Six Sigma e Lean.

A certificação OCEB é na verdade dividida em cinco titulações distribuídas em três níveis. A certificação básica é a OCEB Fundamental. Os dois níveis seguintes são segmentados em conhecimentos técnicos ou de negócio: Business Intermediate e Technical Intermediate, e então Business Advanced e Technical Advanced. Assim, para o profissional poder confirmar domínio e conhecimento sobre todos os aspectos de BPM, sob a perspectiva da OMG, precisará passar por cinco exames, ou então poderá escolher uma linha específica (negócio ou técnico) e realizar três exames até obter o nível avançado.

Para fazer o exame não há pré-requisitos. Basta estudar a bibliografia relacionada ao respectivo exame, realizar a aquisição do voucher e na data marcada vai ao local fazer o exame. A prova é em inglês.

Recentemente a OMG anunicou a OCEB 2. Isto porque até agosto de 2013 o exame ainda era baseado na especificação da notação BPMN v1.1. Assim, a OCEB 2 é, na verdade, a atualização da certificação para verificar conhecimentos sobre a BPMN 2.0, que é a sua especificação mais recente (veja neste vídeo em nosso canal do youtube o que mudou com a nova versão de BPMN).

Informações sobre a certificação:
http://www.omg.org/oceb-2/
Informações sobre a entidade certificadora:
http://www.omg.org/
Lista de profissionais certificados:
http://www.omg.org/cgi-bin/searchcert.cgi

 

Outras certificações para profissionais em BPM

Embora CBPP e OCEB sejam as principais certificações conhecidas no mercado, existem outras entidades internacionais que oferecem certificação para profissionais de processos, em geral concedidos por entidades educacionais.

Estas certificações tem se apresentado pouco expressivas na comunidade de BPM, sobretudo no Brasil. Algumas delas são:

  • Certified BPM Professional (CBPMPSM), concedida pelo BPMInstute.org, é baseada em literatura indicada no site. Os exames são presenciais e acontecem nos eventos realizados pela organização na Austrália, Europa e Estados Unidos (http://www.bpminstitute.org/certification).
  • Certified Professional in Business Process Management (CPBPM), titulação obtida através do programa educacional em gestão de processos de negócio da Villanova University (http://www.villanovau.com/online-certificates/bpm-certificate.aspx).
  • Certification in Business Process Management (P.BPM), certificação concedida pela instituição educacional BPM Council e International BPM Institute (http://www.bpmcouncil.org/).

 

Certificações profissionais em soluções de BPM (BPMS)

Com a expansão da utilização das soluções para automatização e gerenciamento de processos de negócio, os fornecedores de produtos perceberam a necessidade de formar e certificar profissionais que demonstrem conhecimento profundo e domínio das ferramentas que compoem o produto.

Estas certificações também são bastante valorosas, sobretudo para os profissionais envolvidos no desenvolvimento das soluções com um produto específico. Em geral são certificações bastante técnicas, muito mais focadas em como o profissional interpreta uma situação de negócio e identifica, dentro das capacidades do produto, a melhor forma de implementá-la. Dependendo do fornecedor, a verificação deste conhecimento pode ser realizado através da comprovação de implementação de processos, desenvolvimento de um case enviado pelo fornecedor, exame de conhecimentos teóricos e arquiteturais e até mesmo apresentação de atestados da empresa que teve soluções implementadas pelo profissional.

Conhece outras certificações que não foram citadas? Ajude-nos a manter esta postagem atualizada enviando links para as certificações que você conhece através dos comentários deste artigo.

 


Você sabia que a iProcess conta com uma equipe especializada e certificada internacionalmente?
Confira nossas certificações corporativas e profissionais no site:
www.iprocess.com.br/quem-somos/certificacoes/

Levantamento dos custos indiretos do processo

A gestão dos custos é essencial para as empresas, pois decisões empresariais são tomadas baseadas nesta informação, e estes são atribuídos aos produtos e serviços por meio de processos. Nesse post abordaremos o levantamento dos custos dos processos, mas com uma abordagem inclinada para os custos indiretos.

A ideia não é de abordar todas as formas de levantamento dos custos do processo nem de prescrever como fazer a gestão dos custos, mas de apresentar uma forma onde o resultado dos processos possam refletir os resultados contábeis. Ou seja, se temos processos ponta a ponta eficientes e eficazes, teoricamente teríamos que ter isso refletido em relatórios e indicadores com um bom resultado econômico para a empresa.

Os elementos que identificaremos para levantar os custos dos processos são:

  • Custos diretos: são aqueles que conseguimos atribuir diretamente ao produto ou serviço, por exemplo: matéria-prima, mão de obra direta, serviços aplicados direto ao produto ou serviço;
  • Custos indiretos: são aqueles comuns a diferentes produtos ou serviços entregues, sem que consigamos atribuir o custo no momento de sua ocorrência, por exemplo: gastos com energia, telefone, água, materiais cujo relacionamento com o entregável não é de grande relevância.

Os custos que são relacionados diretamente aos entregáveis do processo não apresentam desafios específicos para a sua apropriação. O problema está nos custos indiretos.

Imagine uma empresa do varejo de venda de roupas, em um processo ponta a ponta de distribuição, desde a compra do produto até a entrega nas lojas, onde todo o processo de movimentação dessa mercadoria, manuseio da mesma no centro de distribuição até o momento de expedição da mesma são custos indiretos: como iremos alocar esses custos aos produtos entregues?

Para o sistema de custeio de produtos ou serviços, normalmente as empresas utilizam o sistema aceito pela legislação brasileira, que é o custeio por absorção. Neste modelo são realizados rateios dos custos indiretos tomando como base critérios definidos pela empresa, como por exemplo horas de mão de obra direta, volume produzido, etc.

A taxa de absorção, que é a relação entre os custos indiretos e o critério definido para o rateio, varia conforme o critério escolhido pela empresa para a divisão destes custos indiretos. Essa abordagem de custeio por absorção, entretanto, acaba alterando o custo do produto ou serviço dependendo do critério definido.

Por exemplo, para uma empresa que fabrica os produtos A e B – se adotássemos o mix de produtos como critério de rateio para o custo de energia, seria realizada uma divisão proporcional (50%/50%) para cada produto. Entretanto, se o processo de produção do item A consome mais energia que o produto B, o custo está sendo agregado de forma inadequada para os dois, pois o produto B acaba apresentando um custo contabilizado maior que o real, enquanto o produto A apresenta um custo contabilizado menor que o real.

Essa divisão utilizou como critério de rateio o mix de produtos, mas se adotássemos como critério o volume de produção de cada produto ou horas de mão de obra direta chegaríamos a três resultados distintos da apropriação do valor de energia elétrica. No exemplo abaixo temos um consumo de energia elétrica de 1000 kWh num determinado período, os volumes de produção dos respectivos produtos e a hora de mão de obra necessária para produzir os volumes.

Essa variabilidade do custo do produto ou serviço em função dos critérios utilizados pode levar a distorções de resultados ocasionando custos equivocados a produtos e serviços e afetando a tomada de decisão da gestão com relação ao custo dos mesmos. Pode-se observar na tabela abaixo, que, de acordo com o critério utilizado o consumo de energia apropriado a cada produto pode variar consideravelmente.

Uma das formas de se ter uma redução do rateio dos custos indiretos e consequentemente uma melhor assertividade com relação aos custos dos produtos e serviços entregues é a utilização do método de custeio baseado em atividades – ABC (Activity Based Costing).

O custeio ABC é um método utilizado para atribuição dos custos indiretos às atividades realizadas para produzir cada produto e serviço. Ele determina que as atividades consomem os recursos da empresa, possibilitando uma melhor definição dos custos dos produtos e serviços gerados por um determinado processo, e consequentemente há uma melhora na qualidade da informação para a tomada de decisão.

O cenário ideal para a utilização da metodologia de custeio ABC são organizações que utilizam grande quantidade de custos indiretos nos seus processos, ou que tenham significativa diversificação em produtos e ou processos.

A metodologia para a utilização do levantamento dos custos de custeio ABC pode ser resumida em duas grandes etapas: a primeira em que os custos são atribuídos às atividades, e a segunda na qual as atividades são atribuídas aos produtos e serviços.

1. Atribuir os custos às atividades diz respeito a identificar grupos de atividades relevantes que comporão o processo que originará o entregável, e atribuir os custos ao grupo de atividades por meio da alocação direta, rastreamento ou em último caso utilizando a distribuição dos custos (rateio).

a. Alocação direta significa alocar os custos diretamente às atividades, como no caso de um determinado equipamento ser utilizado somente para uma atividade específica. Neste caso a depreciação deste equipamento, por exemplo, seria alocada diretamente na atividade;

b. Rastreamento significa atribuir custo às atividades por meio de uma correspondência entre o custo e a atividade. Por exemplo, caso tenhamos um processo para produtos importados e um processo para produtos nacionais, e estivéssemos falando de um recurso terceiro de inspeção de qualidade onde não temos a informação da natureza da inspeção, podemos atribuir os valores em cima do percentual que cada processo representa, ou seja, podemos supor que 70% dos produtos sejam nacionais, logo atribuiríamos esse percentual a atividade de inspeção do processo dos produtos nacionais;

c. Rateio é a última técnica de atribuir os custos, que seria o método tradicional de rateio, quando não se tem informações para identificar a relação entre o custo e a atividade.

2. Atribuir custos aos produtos e serviços consiste em identificar os direcionadores de custo, que será o parâmetro para atribuir o custo de cada atividade aos produtos e serviços e realizar a atribuição aos mesmos. Direcionador de custo é o fator que será utilizado para fazer a relação de causa e efeito entre como os produtos ou serviços produzidos consumiram as atividades realizadas, atribuindo custos aos produtos. Um exemplo de direcionador de custos para atribuir valor a um determinado produto seria a “hora máquina” para uma atividade de “utilizar máquina”.

Após realizar esses levantamentos teremos a apuração do custo do produto ou serviço, dentro de uma visão orientada aos processos.

A gestão por processos facilita a adoção da metodologia de custeio ABC, pois ela auxilia na identificação da associação dos custos às atividades e contribui para o controle dos custos das mesmas, pelo fato de possibilitar a correção de desvios sempre que o processo fugir ao padrão do custo previsto.

Assim como os demais sistemas de custeio, ele também tem suas restrições, dentre elas a de não ser aceito pelo fisco. Entretanto, seu objetivo maior é possibilitar a introdução de um modelo de gestão baseado em atividades, Activity Based Management (ABM), ferramenta de gestão para trabalhar a melhoria dos processos alinhada ao resultado econômico da organização.

Em virtude do custeio ABC proporcionar um melhor controle de custos dos processos e auxiliar na identificação de desvios dos custos, podemos utilizá-lo também como uma importante ferramenta de análise para a melhoria de processos.

 


Conheça mais sobre esta e outras técnicas de análise para melhoria de processos. Participe do curso Melhoria e Otimização de Processos da iProcess Education.