Quando usar o OSB, Oracle BPEL ou Oracle BPM

Estivemos presentes no Oracle Open World Brasil 2012 e tivemos a oportunidade de ter uma agradável conversa com um consultor da Oracle sobre uma dúvida recorrente entre os nossos clientes. Por mais que saibamos para ‘que serve’ cada produto, muitas vezes, em projetos de automação de processos e de integração de sistemas, existe a dúvida: quando utilizar OSB, Oracle BPEL e Oracle BPM?

Usando do expertise da iProcess e da Oracle buscamos alguns pontos que podem ajudar na tomada de decisão. São eles:

  • BPEL e BPM possuem a auditoria completa da execução da instância de orquestração e do processo automatizado. Assim, se o serviço precisa de auditoria, sugere-se escolher um deles. OSB não tem esse requisito.
  • O seu projeto vai produzir eventos que irão ser integrados ao Oracle BAM? BPEL e BPM possuem esse recurso e o desenvolvimento é rápido e fácil com ele. OSB, não.
  • É necessário utilizar o error hospital, incluindo a ressubmissão de mensagens etrace completo no caso de erro? Essa também é uma característica do BPEL e BPM.
  • BPEL/BPM são stateful (guarda o estado do processo) e OSB é stateless (não guarda o estado do processo). Ou seja, caso seja necessário ter uma execução de longa duração (de alguns minutos a vários dias) que aguarde eventos intermediários e tome decisões baseado no estado atual do processo e mais os dados do evento recebido, deve-se utilizar BPEL/BPM. Caso a execução leve apenas alguns segundos e todas as decisões ocorram apenas com base nos dados recebidos no momento da chamada, pode-se utilizar OSB. Para saber mais sobre stateless/stateful, veja esse artigo.
  • O projeto prevê a existência de tarefas humanas? Opte por BPM. O BPEL também é uma alternativa (já que a infraestrutura do SOA Suite é a mesma para ambos). OSB não possui esse recurso.
  • Entre BPM e BPEL, qual escolher? Ambos são ótimas soluções. No caso de não haver grande diferença entre um e outro, hoje em dia sugere-se utilizar o BPM pela simplicidade no aprendizado e na pouca quantidade de código envolvido. O BPEL ainda necessita um conhecimento mais aprofundado de XML e seus correlatos. Outro ponto é que BPM usa BPMN como notação para representar o fluxo do processo, que é muito mais facil de ser compreendida pelo negócio tanto no desenho do processo a ser automatizado quanto no acompanhamento da execução das instâncias.
Certamente muitos outros aspectos devem ser considerados nessa tomada de decisão, incluindo o tempo de processamento do serviço, se ele será síncrono ou assíncrono, etc. Mas os pontos acima podem ser úteis para, ao menos, eliminar uma ou outra opção.
(Com a contribuição de Leonardo Fagundes, Kelly Sganderla e Rafael Andrade).

Caso de Sucesso – Aumento da produtividade e efetividade nos negócios do SICREDI com a adoção de SOA e BPM

Marcio Lermen, gerente de tecnologia do Sicredi

Durante o Oracle Open World 2012 em São Paulo, Marcio Lermen, gerente de tecnologia do Sicredi, apresentou como caso de sucesso a adoção da suíte de SOA e BPM da Oracle para a automação dos processos da organização e o uso do Oracle Exalogic como plataforma de hardware e software para dar alta performance a esta suíte.

De acordo com Marcio, a escolha destas tecnologias foi feita dado o desafio que o Sicredi tinha quanto a decisões e processos manuais em um cenário de negócio complexo, em que os processos estão distribuídos entre as cooperativas do sistema. A adoção destas tecnologias viabilizou o redesenho e automação dos processos, apresentando excelentes ganhos no controle da execução dos processos.

Dentre os benefícios obtidos com esta adoção, foi mencionado o ganho de tempo na execução de um processo. Em alguns casos, a automação de um processo (que antes era ad-hoc e feito via envio de e-mails e trocas de telefonemas) fez com que o ciclo de vida do mesmo, que costumava levar vários dias, pudesse ser realizado no mesmo dia. Além disto, foi mencionado o ganho de desempenho com o uso do Oracle Exalogic, que chegou na ordem de 4 a 6 vezes. Segundo Márcio, para conseguir esta performance foi preciso que todos os serviços envolvidos estivessem dentro do Exalogic.

Como pontos importantes apresentados por ele, foram citados os seguintes fatores:

  • o mapeamento e desenho do processo as-is e to-be antes da automação do mesmo;
  • a definição dos pontos onde serão gerados indicadores (que serão enviados ao BAM na execução) durante a definição do processo;
  • a quebra do processo principal em subprocessos menores, inclusive para facilitar o controle de versão e o desenvolvimento;
  • governança SOA, contendo uma arquitetura bem definida, além da necessidade de uma garantia de que a mesma será utilizada dentro dos projetos.

Foram mostrados alguns exemplos de processos criados utilizando Oracle BPM, sendo que muitos deles foram mapeados e criados em parceria com a iProcess.

É um orgulho para nós poder fazer parte de cases de sucesso em BPM do sicredi.

Timeout de atividades humanas no Oracle BPM

A necessidade de estipular prazos para que as tarefas humanas sejam realizadas é uma  característica constante nos processos automatizados.

Leia nesse artigo técnico um passo-a-passo de como implementar o uso de timeout no produto Oracle BPM 11g.

1. Timeout com expiração da tarefa

Se o objetivo é expirar a tarefa, retirando-a da lista de trabalho do usuário, o timeout pode ser setado diretamente nas configurações da tarefa humana, conforme segue:

A configuração deste tipo de timeout é semelhante no caso de tarefas humanas no Oracle BPEL 11g.

 

1.1. Definindo o timeout

Edite o arquivo .task de definição da tarefa. Conforme exibido na Figura 1 abaixo, na definição da tarefa, na aba “Deadlines” configure para expirar conforme um número fixo de dias, horas ou minutos a partir do início da tarefa; ou relativo a algum parâmetro definido no processo.

Note que a duração de tempo relativo em XML é expressa no formato P0Y0M0DT0H0M0S (http://www.w3schools.com/Schema/schema_dtypes_date.asp). Por exemplo, P2D equivale a 2 dias, e PT60S equivale a 60 segundos.

Se for preciso fazer cálculos com datas para calcular o timeout, existem no produto funções XPath para fazer adição ou subtração de durações de tempo com datas.

configuração do timeout na tarefa humana

Figura 1: configuração do timeout na tarefa humana

1.2. Avaliando no processo como a tarefa foi encerrada

Quando a tarefa é encerrada por timeout, seu status é alterado para expirada e o processo segue adiante. Então, se for preciso tomar alguma ação ou rota específica quando ocorrer o timeout, é preciso verificar nos dados de retorno como a tarefa foi encerrada.

Primeiro, é preciso salvar os dados de execução da tarefa em um dataobject, como exibido na Figura 2 abaixo:

mapeando o retorno dos dados da tarefa

Figura 2: mapeando o retorno dos dados da tarefa

Depois, numa tarefa de script extraia o valor do estado da tarefa com a expressão XPath:
string(bpmn:getDataObject(‘taskExec’)/ns:systemAttributes/ns:state)

Se o valor do estado for igual a EXPIRED, a tarefa foi encerrada por timeout ;-)

2. Timeout sem expiração da tarefa

É comum também que seja preciso implementar controle de timeout em uma tarefa, sem no entanto encerrá-la. Por exemplo, para enviar um email de aviso de atraso.

Nesse caso, não configure o timeout na aba ”Deadlines” da definição da tarefa. Ao invés disso, adicione um evento de timer de borda na tarefa humana, como mostra a Figura 3 a seguir:

timer de borda

Figura 3: timer de borda

Se o prazo de expiração for único, o timer pode por exemplo ser implementado como a adição de uma determinada duração a data atual no momento de criação da atividade:

xp20:add-dayTimeDuration-to-dateTime(string(xp20:current-dateTime()),concat(‘PT’,string(bpmn:getDataObject(‘timeout’)),’S’))

Se o timeout deve ser com base em uma data fixa, configure o timer como sendo do tipo Time Date, como mostra a figura abaixo.

timer de data fixa

Figura 4: timer de data fixa

Deixe desmarcada a opção “Interrupting Event” se a tarefa NÃO deve ser encerrada ao estourar o timeout. Se marcar essa opção a tarefa será interrompida quando ocorrer o timeout!

Se o timeout deve ser executado diversas vezes, ciclicamente, então é só marcar o timer como “Cycle” e lembrar que ele não deve ser do tipo “interrupting”:

timeout cíclico

Figura 5: timeout cíclico

Lembre-se que sendo do tipo cíclico, o valor da expressão que tem de ser setado é novamente uma duração. Por exemplo:
concat(‘PT’,string(bpmn:getDataObject(‘timeout’)),’S’)

 

* Observação: as cópias de tela apresentadas são baseadas no produto Oracle BPM 11g – versão 11.1.1.4, porém as configurações citadas são igualmente válidas nas versões posteriores do produto, apenas variando um pouco o estilo das caixas de diálogo.