Oracle SOA Suite 12c – novidades desta nova versão

A mais nova versão lançada pelo Oracle do SOA Suite, a 12c, apresenta muitas novidades e promete melhorias em desempenho e interface. Neste artigo apresentamos uma visão geral das novidades apresentadas pela Oracle, baseada no documento disponibilizado pela empresa nomeado “What’s New in Oracle SOA Suite 12c”.

Introdução

O aumento inevitável da complexidade das integrações e novos desafios apresentados pelo mundo atual, como a integração com as aplicações na nuvem, com os dispositivos móveis e a Internet das Coisas (“Internet of Things”, IoT), foram os pilares para o desenvolvimento desta nova versão. O Oacle SOA Suite 12c foi desenvolvido com foco na simplificação das integrações destes desafios em uma única plataforma baseada em padrões de mercado.

Integração com a nuvem

O recentemente lançado Oracle Cloud Adapters simplifica a integração das aplicações na nuvem com a infraestrutura já existente, oferecendo, além de conectividade baseada em padrões, bases para auditorias, conformidade, segurança e governança.

Eles permitem que o desenvolvedor não precise desenvolver lógicas específicas para gerenciar as conexões, focando na lógica de negócio. Para a criação dos adapters, são oferecidos assistentes com opções e configurações.

Em resumo, a maioria das nuances da integração com as aplicações na nuvem, tais como gerenciamento de sessão, tratamento de arquivos WSDL complexos e segurança são tratadas pelo próprio adapter, reduzindo a possibilidade de erros, o ciclo de desenvolvimento e o custo de manutenção.

Também foi disponibilizado o Cloud Adapter SDK, onde é possível criar o seu próprio adapter utilizando a mesma ferramenta usada pela Oracle. Ela oferece um conjunto de APIs, tanto para situações em tempo de projeto quanto em tempo de execução.

Dispositivos móveis

Atualmente os usuários exigem a possibilidade de utilizar seus smartphones e tablets para acessar os dados corporativos e aplicativos de negócio, onde e quando quiserem. Para ajudar nesta mudança de paradigma, o Representational State Transfer (REST) e o JavaScript Object Notation (JSON) surgiram como padrões dominantes para expor serviços e APIs para dispositivos móveis.

O Oracle SOA Suite 12c incluiu o REST bindind no JDeveloper para simplificar a exposição das implementações tradicionais do SOA Suite para dispositivos móveis. Ele está disponível para os composites SOA e para os serviços do Service Bus, permitindo expor interfaces e invocar serviços REST externamente.

Internet das Coisas (IoT)

Os dispositivos e aparelhos estão se tornando cada vez mais conectados, e a internet das coisas está se fazendo muito presente. Neste cenário, o Middleware atua como uma ponte entre os dispositivos e as aplicações corporativas.

Processamento de eventos é parte integrante desse tipo de plataforma, pois grande quantidade de dados são enviados dos dispositivos e é essencial distinguir que dados são importantes e quais não são.

O Oracle Event Processing (OEP) vem com a promessa de análise em tempo real e dados em alta velocidade, se tornando uma solução para construir aplicações IoT para filtrar, correlacionar e processar os eventos. Nesta nova versão, a Oracle integrou mais fortemente a plataforma OEP com o Oracle Service Bus (OSB) e com o Oracle SOA Suite Event Delivery Network (EDN).

Managed File Transfer

O Oracle Managed File Transfer (Oracle MFT) é um produto novo desta versão, que permite trocas de arquivo seguras, gerenciamento entre departamentos internos e parceiros externos e facilidade de uso, especialmente por pessoal não técnico. As suas capacidades de relatório permitem obter um status da transferência do arquivo e o seu reenvio, se necessário.

B2B

O Oracle B2B 12c foi integrado mais fortemente com o Oracle SOA Suite e Oracle Managed File Transfer. Os usuários do B2B podem enviar e receber mensagens no Oracle B2B utilizando o Managed File Transfer, além da possibilidade da transmissão de documentos grandes. Para melhoria de gerenciamento e monitoramento, o B2B foi integrado com o SOA Error Hospital, comentado posteriormente. Para simplificar a experiência dos usuários que utilizam Web Services no B2B, foi adicionado o suporte ao Local Policy Attachment para configuração de segurança de Web Services.

Melhoramentos para produtividade

  • Instalação rápida: o processo foi simplificado, e para ambientes de desenvolvimento oferece uma base onde todos os componentes do SOA Suite são instalados, além do JDeveloper com o servidor WebLogic integrado e todas extensões .
  • Interface unificada de desenvolvimento: foi dado um passo para integrar os componentes do Oracle SOA Suite, Oracle Service Bus (OSB) e o Oracle Event Processing (OEP). Foram criadas interfaces e editores no JDeveloper para o desenvolvimento de projetos do OSB e OEP integrados e compartilhando recursos já presentes anteriormente.
  • Templates: novos recursos que ampliam a possibilidade de compartilhamento e reuso de serviços e componentes, permitindo a customização de modelos de projetos, de componentes, de grupos de atividades em um processo BPEL e pipeline do OSB.
  • Subprocessos BPEL: promovem o reuso e compartilhamento de fragmentos da lógica de negócio, que podem ser inline (dentro de um processo BPEL) ou standalone (externo).
  • Melhoramentos no depurador: foi incluído no JDeveloper um depurador visual, como um depurador java, que permite definir pontos de parada nos composites SOA, processos BPEL e pipeline do OSB.
  • Melhoramentos nos testes: o SOA Suite test framework foi aprimorado, onde as entradas e saídas podem ser geradas automaticamente ou carregadas de um arquivo, mensagens podem ser verificadas, serviços externos e falhas podem ser emuladas e os testes podem ser rodados diretamente do JDeveloper, mostrando relatórios detalhados de cada rodada de testes.
  • Novos adapters: novos adapters de aplicação e tecnologia estão disponíveis nesta nova versão. Eles são o Oracle Adapter for SAP R/3, Oracle Adapter for JD Edwards World, Coherence Adapter, Oracle Adapter for MSMQ, Oracle Adapter for LDAP e o melhorado UMS Adapter.
  • Novas funcionalidades nos adapters: foi ampliado o suporte ao SOA Suite, Service Bus e projetos BPM, ativação e desativação agendada, integração com o depurador, monitoramento e diagnóstico no Enterprise Manager Fusion Middleware Control (EM).
  • Tradução e transformação de dados: foi estendida a habilidade de tradução do native XSD (nXSD) para os processos BPEL, Service Bus e Mediador. Inclui também um novo editor para XQuery, fornecendo uma visão bidirecional para a construção de módulos e bibliotecas XQuery 1.0. Houve também aprimoramentos no XSLT Mapper, permitindo o uso do Design View para lógicas maiores e mais complexas, a introdução de duas novas visões (Map View e XSLT View), entre outros melhoramentos.

 Melhoramentos de gerenciamento

  • Gerenciamento dos projetos OSB: todas as operações e tarefas de gerenciamento do OSB foram movidas para o Enterprise Manager Fusion Middleware Control, porém as configurações dos serviços continuam disponíveis no Service Bus Console juntamente com o JDeveloper.
  • Melhoramentos no Enterprise Fusion Middleware Controlforam implementadas mudanças para melhorar a responsividade e simplificar a administração e o tratamento de problemas diários. Entre as mudanças estão o redesenho do dashboard SOA principal, o melhoramento das pesquisas, a prevenção ao carregamento inicial de dados excessivos e o melhoramento no rastreamento das instâncias (incluindo Service Bus, B2B e Managed File Transfer). Também foi criado o Error Hospital para agregar as instâncias que geraram falhas, baseado em vários critérios, permitindo assim realizar ações corretivas coletivamente.
  • Alertas de notificação de falhas: alertas de falha podem ser enviados aos administradores automaticamente, ou por agendamento, por vários canais de comunicação como e-mail e SMS.
  • Melhoramentos para desempenho: esta nova versão utiliza os gerenciadores de trabalho do servidor WebLogic. Isto simplifica a configuração e permite ao SOA efetivamente utilizar os recursos disponíveis. Esta versão também fornece perfis de banco de dados pré-ajustados para automaticamente habilitar características de desempenho apropriadas, baseadas no tamanho esperado dos dados.
  • Enterprise Scheduler Service: novo componente que permite agendar a execução de componentes SOA ou serviços. Também pode ser utilizado para ativar ou desativar adapters que estão realizando pooling em horários específicos.
  • Integração contínua: esta versão fornece um plugin Maven que permite os times de desenvolvimento criar, construir, empacotar e realizar deploy de projetos SOA. Através do Maven, um servidor de integração contínua pode ser utilizado para gerenciar os projetos SOA.

 Melhoramentos adicionais

  • Criptografia de informações pessoais: devido ao Enterprise Manager Fusion Middleware Control expor as mensagens aos administradores, foi adicionada a possibilidade de realizar a criptografia de campos específicos da mensagem.
  • Fault Policy Editor no BPEL: nesta versão as politicas de falhas podem ser configuradas utilizando a interface visual Fault Policy Editor.
  • SOA Design-Time Meta Data Services Repository: foi criado um repositório MDS baseado em arquivos para ser usado em tempo de desenvolvimento. Ele é automaticamente configurado quando a aplicação SOA é criada.
  • Aceleração da inicialização: novos perfis modulares permitem iniciar a plataforma SOA em subconjuntos de funcionalidades, reduzindo o tempo médio de inicialização da plataforma. Outra novidade quanto a isso é a possibilidade de realizar o carregamento dos composites apenas quando utilizados.
  • Re-sequencer no Service Bus: este recurso permite que o Service Bus ordene as mensagens baseado em uma informação sequencial ou cronológica.

 

Atualizando processos do Oracle BPM – Versão 11.1.1.4 para 11.1.1.6

Uma situação recorrente em qualquer plataforma é a migração das aplicações existentes para as versões mais novas. A plataforma Oracle SOA, na qual o Oracle BPM esta incluído, procura manter ao máximo a compatibilidade entre as versões. Entretanto, em algumas situações são necessárias mudanças em configurações e/ou código na migração dos projetos para uma versão mais recente. Este é o caso dos projetos de processos na migração da versão 11.1.1.4 para 11.1.1.6.

Na migração entre estas versões, usualmente são necessárias três alterações nas configurações dos projetos ADF, e uma alteração na configuração do processo:

  • Remoção das bibliotecas: adflibWorklistComponents e bpm-workflow-datacontrol.
  • Forçar o uso da versão 11.1.1 dos componentes ‘oracle.soa.worklist.webapp’.
  • Alterar o plano de configuração (config_plan) arrumando o atributo ‘port’ para o padrão antigo.
  • Forçar uso da geração de binários Java 1.6 (opcional).
Remoção das bibliotecas:
Na versão 11.1.1.6 já existem algumas das bibliotecas que em versões anteriores precisavam ir no pacote WAR do projeto. Para evitar conflito, é necessário remover as mesmas do pacote do projeto:
1) Clicar no projeto da UI com o botão direito e ir em propriedades:
2) Selecionar implantação no menu da esquerda e clicar no botão editar:
3) Desmarcar as bibliotecas: adflibWorklistComponents e bpm-workflow-datacontrol e clicar em Ok:
Forçar o uso da versão 11.1.1 dos componentes:
Os componentes  ‘oracle.soa.worklist.webapp’ gerados pela pela versão 11.1.1.4  usam a versão 11.1.1 desta biblioteca. Assim, para evitar a re-geração dos ADF, é necessário forçar este uso para evitar conflito entre componentes de versões diferentes não compatíveis num mesmo projeto.
No diretório do projeto da UI em ADF editar o arquivo ‘public_html\WEB-INF\weblogic.xml’ e adicionar a configuração:
 <library-ref>
    <library-name>oracle.soa.worklist.webapp</library-name>
    <specification-version>11.1.1</specification-version>
  </library-ref>
Alterar o plano de configuração:
Os processos gerados pela versão 11.1.1.4 usam um padrão de nomenclatura onde no WSDL concreto é inserido o sufixo ‘_pt’ no atributo ‘porttype’. Este comportamento pode ser visto pelo EM.
Para manter a compatibilidade entre instâncias de processos que já estão executando a versão do processo 11.1.1.4 e a nova versão do processo gerada pela 11.1.1.6, é necessário alterar esta propriedade no plano de configuração inserido o sufixo _pt, deixando com o mesmo caminho da versão 11.1.1.4:
Forçar o uso da geração de binários Java 1.6:
Caso o ambiente do Oracle SOA no servidor esteja usando Java 1.6 e for alterado o JDeveloper para usar o Java 1.7, é necessário configurar os projetos para produzirem classes Java 1.6, garantindo a integridade dos binários com a versão do servidor.
Na configuração dos projetos em compilador, selecionar código fonte 1.6:

Particularidades na execução de projetos com integrações – Parte Final

Nos dois primeiros posts (disponíveis em 1 e 2), tratamos particularidades da gestão/execução e práticas metodológicas para bons resultados em projetos envolvendo integrações.

Para fechar esta série de artigos, hoje descreveremos alguns riscos importantes e fatores críticos de sucesso (FCS) nestes projetos, para que recebam a devida atenção e, se necessário, tratamento.

Em resumo, grande parte dos riscos e FCS se referem à comunicação e à integração das equipes do projeto, dado que muitas das informações e necessidades de trabalhos desta natureza envolvem algum tipo de compartilhamento.

Desta forma, listamos abaixo alguns itens que consideramos relevantes:

  • O primeiro ponto quem sabe até não seja o mais importante, mas certamente é um dos mais frequentes. Durante testes do sistema, quando ocorrem problemas, costumamos dizer: “até que se prove o contrário, a ‘culpa’ é da integração”. E pode-se dizer que até é um fato lógico. Quando uma das equipes realiza algum teste e não vê o resultado esperado acontecendo na outra “ponta”, naturalmente a primeira desconfiança é de algum defeito ou inconsistência na integração, que justamente faz a “ligação” entre os dois sistemas. Porém, esquece-se que a integração não é uma peça de software isolada, e sim um pequeno sistema formado pela origem, destino e o meio, que é a integração em si. E em qualquer um destes componentes pode ocorrer erro. Assim, é importante tanto alinhar as expectativas das equipes (inclusive para evitar desgastes) quanto definir um processo de teste e avaliação de problemas tecnicamente adequado para o cenário do projeto e dos sistemas envolvidos.
  • Boa parte das etapas de desenvolvimento e testes será realizado de maneira simbiótica por todas as equipes envolvidas (equipe do sistema que será integrado, de integrações e dos legados). Desta forma, uma prática bastante importante é a apresentação destas equipes, visando sua aproximação e integração. Com isto, espera-se que todos se conheçam, saibam os papéis de cada um e a quais responsabilidades respondem, quais os conhecimentos de cada integrante quando precisarem de apoio, etc. Além disso, a própria integração pessoal da equipe auxilia na pró-atividade e facilidade da comunicação.
  • Apesar da metodologia de desenvolvimento normalmente contemplar e se adequar a boa parte do escopo, como as integrações são o meio e dependem da forma como as “pontas” são desenvolvidas e entregues, é fundamental avaliar as eventuais modificações necessárias na metodologia, bem como apresentá-las às equipes. As responsabilidades também devem ficar muito claras. Além disso, é mandatório registrar estas mudanças em algum local, para consulta. Esta preocupação é essencialmente importante pois é muito comum (para não dizer que acontece sempre) que se confundam sobre o que cada equipe deve fazer e até onde sua autonomia vai. Isto pode gerar conflitos e desgastes desnecessários, perda de produtividade ou até problemas mais graves, que se refletem apenas quando o projeto já está em um estágio mais avançado.
  • É comum em um projeto com integrações existirem documentações compartilhadas, nas quais uma equipe preenche parte do documento, e outra(s) o completa(m). Assim, é importante esclarecer com todos quais tópicos cada um é responsável e definir uma política de armazenamento e versionamento adequadas.
  • A comunicação entre as equipes durante a análise e os testes é outro fator crítico. É fundamental definir um fluxo adequado e claro de comunicação entre os integrantes das equipes, de acordo com as responsabilidades no projeto. E, claro, esta definição depende de uma avaliação criteriosa dos estilos e da disposição física das equipes, do ambiente de trabalho e dos recursos de comunicação disponíveis.
  • Por fim, um ponto bastante simples, mas que pode facilitar muito a identificação de problemas. À medida que integrações forem codificadas e estejam razoavelmente estáveis, podem ser disponibilizadas para uso pelas demais equipes. Claro, dependendo do planejamento do projeto e da metodologia utilizada, elas nem serão acionadas antes dos testes integrados. Mas, caso as equipes das “pontas” já estejam prontas para realizar testes com o uso das integrações, isto pode antecipar alertas relevantes sobre inconsistências e defeitos.

Com este artigo, fechamos esta série dedicada especialmente a dicas, boas práticas e cuidados com projetos envolvendo integrações, que possuem particularidades que os tornam especialmente desafiadores.

Fiquem à vontade para opinar e sugerir outras práticas interessantes.

Esperamos que tenham gostado!

Nos falamos em futuros artigos. Até lá!

Particularidades na execução de projetos com integrações – Parte 2

No primeiro post (disponível aqui), iniciamos uma avaliação de particularidades da gestão e execução de projetos envolvendo integrações, com foco nas dependências técnicas e gerenciais.

Hoje, a ideia é “conversarmos” sobre algumas práticas metodológicas importantes para minimizar riscos e conduzir o trabalho de maneira organizada.

Apesar de podermos citar um grande número de práticas, algumas são especialmente relevantes para o sucesso deste tipo de projeto, a saber:

  • Definição de uma arquitetura do projeto. O básico do básico, mas por vezes esquecido. É fundamental definir uma arquitetura de comunicação, tecnologias a serem utilizadas e padrões de implementação no projeto, especialmente para as integrações. Outro ponto muitas vezes negligenciado – não adianta ter, tem que comunicar. Se for necessário, imprima a arquitetura e cole no monitor dos integrantes da equipe. Cada um precisa ter a arquitetura na cabeça, sem exceções. Criar uma página tipo wiki também pode ser simples e eficiente.
  • Implementação de mocks na etapa inicial de desenvolvimento ou arquitetura. Como citado no primeiro post, a definição e construção de mocks é uma prática que facilita a formalização da comunicação entre os componentes do sistema (principalmente quando estes estão divididos entre vários fornecedores) e auxilia o paralelismo de atividades. Uma outra avaliação é bastante importante – o comportamento interno do mock. Se por um lado um artefato que simplesmente devolve “vazio” é fácil e rápido de implementar, por outro ele não auxilia os testes unitários, por exemplo. Se implementarmos algumas regras, os testes unitários podem ser mais efetivos, mas é um trabalho que posteriormente será descartado. Assim, é fundamental avaliar qual a complexidade e conteúdo dos mocks a ser desenvolvido para cada caso e requisitos do projeto.
  • Testes unitários com componentes já desenvolvidos. Conforme o segundo item, a validação das regras de negócio das integrações não depende apenas das interfaces (assinaturas, contratos, etc) dos componentes chamados por estas, e sim principalmente de sua implementação interna. Desta forma, assim que possível é importante a substituição dos mocks pelos componentes definitivos, o que já ajuda, e muito, na avaliação de eventuais problemas de integração dos dados e até de análise. Porém, um alerta. Caso os componentes ainda estejam em uma fase incipiente de desenvolvimento, podem conter bugs que mais prejudicarão do que ajudarão durante a implementação das integrações. Assim, é necessário avaliar a qualidade dos componentes das “pontas” quando estes forem usados.
    • Revisão periódica de serviços ou componentes que vão ficando prontos. Item relacionado ao tópico anterior. Defina um meio de acompanhar e comunicar quais componentes das “pontas” da integração (serviços que serão chamados, por exemplo) estão prontos e disponíveis para uso no decorrer do projeto. É bastante comum esquecermos disto por vários dias e perdermos a oportunidade de aproveitar os ganhos do tópico acima.
  • Teste de arquitetura com “integração piloto”. Uma prática que resolve várias dores de cabeça e antecipa problemas do desenvolvimento é validar a arquitetura definida para o desenvolvimento das integrações com a implementação de uma “integração piloto”. Aproveite este momento para questionar e validar as diretrizes arquiteturais para o restante do projeto. Claro, nem sempre isto é simples, visto que muitos projetos incluem integrações com “n” formas de implementação e utilização de recursos. Mas, na medida do possível, é uma prática muito vantajosa.
  • Mapa de dependências entre componentes. Prática simples e muito útil. Organize um mapa com todos os componentes do projeto e quem depende de quem. Não use textos – faça o mapa de forma gráfica. Aí temos uma vasta gama de ferramentas que podem ser usadas – aplicativos de mind mapping, de desenho, de modelagem, etc. E use a criatividade. Pinte componentes de cada tecnologia com uma cor diferente, separe-os por equipe responsável, por desenvolvedor, e assim por diante.
  • Repositório único de contratos. É realmente muito importante definir um repositório que armazene a versão oficial de contratos de serviços e demais componentes que são dependência para outros no projeto. Assim, todas as equipes sabem onde consultar a versão a ser utilizada, evitando ruídos de comunicação. Claro, se alguma alteração é feita, deve ser comunicada a todos – e isto deve estar contemplado no Plano de Comunicação do projeto. Este repositório deve estar sempre atualizado.
  • Organizar a análise e desenvolvimento das integrações por assunto. É bastante comum em projetos envolvendo integrações que estas estejam separadas por assuntos de negócio tratados pelo sistema. Por exemplo: ao desenvolver integrações de um ERP com sistemas legados, organizar os profissionais que vão analisar e implementar as integrações por cada módulo do ERP. Nem sempre isto é possível – alguns processos são transversais e passam por vários módulos – mas claramente auxilia o entendimento das integrações pelo conhecimento de negócio que cada profissional adquire. Claro, isto incide em alguns riscos bastante relevantes. Se um profissional, seja analista ou desenvolvedor, sai da equipe, um grande conhecimento pode ir com ele. Uma forma de contornar isto é envolver o líder técnico e um analista líder em pontos-chave da análise e desenvolvimento de todas as integrações, a fim de que possa responder pelo conhecimento destas.
  • Definição de cenários de testes entre as equipes. Um ponto chave do projeto, difícil de gerenciar e que frequentemente enfrenta grandes problemas, é o teste integrado do sistema, principalmente quando existem diferentes equipes envolvidas. Uma sugestão muito interessante é a reunião dos responsáveis das equipes para elaboração de cenários de teste integrados. Veja, a ideia não é detalhar cada cenário neste momento, e sim definir quais são os cenários a serem executados para validar a integração dos sistemas de ponta a ponta. Após, cada equipe detalha seus cenários individualmente, que são validados ao final, novamente entre todos.

No próximo post, que encerra esta série, trataremos de riscos e pontos de atenção em projetos com integrações, visando auxiliar principalmente seu planejamento e gestão. Até lá!

Oracle SOA Suite – Build e Deploy multi-ambiente utilizando scripts ANT

Depois de alguns anos de experiência utilizando o Oracle SOA Suite 11g em diferentes projetos, a iProcess elaborou uma solução para build e deploy dos projetos BPEL e BPM utilizando scripts ANT customizados que, em parte, são disponibilizados pela própria Oracle e, em partes, foram adaptados pela empresa. O post de hoje apresenta essa solução, além de disponibilizar um pacote de scripts de exemplo.

Antes, porém, vamos ‘chover no molhado’ e conceituar simplesmente build e deploy. Vimos, pela experiência de projeto, que nem sempre isso é claro para todos.

  • build: é o ato de ‘empacotar’ o projeto. Todo o projeto será incluído num único arquivo (basicamente um ZIP) que, posteriormente, será enviado para o servidor onde será feita a disponibilização.
  • deploy: é o ato de disponibilizar o projeto ‘empacotado’ no servidor. Para isso, obviamente, serão necessárias as informações do servidor de destino. Note que o nosso post irá tratar bastante desse assunto, já que existem possibilidades de deploy customizados para diferentes ambientes.

Ainda, antes de apresentarmos a solução, queremos responder à pergunta: por que criamos essa opção utilizando scripts ANT? Não seria mais simples continuar realizando o build + deploy via JDeveloper?

Vamos relacionar algumas justificativas:

  • deploy em vários ambientes: é comum em projetos de integração e automação de processos a necessidade de trabalharmos com diferentes ambientes (desenvolvimento, testes, homologação, produção). O projeto é o mesmo. O que mudam são os enpoints dos serviços e informações específicas de conexões, JCA’s, etc. Nesses casos a utilização de arquivos de configuração que contenham as informações dos enpoints e dos outros dados personalizados por ambiente simplifica a vida da pessoa responsável por instalar o projeto nos vários destinos (homologação/produção), bastando selecionar o ambiente destino e realizar o deploy para ele.
  • faça o build uma vez e o deploy muitas vezes: promover o mesmo build para vários ambientes é algo extremamente valioso. Isso dá a garantia de que exatamente o mesmo projeto que foi testado no ambiente X será testado nos ambientes Y, Z… Caso contrário, se algo tiver que ser alterado no projeto depois de já tê-lo testado em algum ambiente (mesmo que essa informação seja o endpoint de algum serviço) sempre existirá a possibilidade de algo estar diferente (inclusive um novo defeito), colocando em risco todos os testes que já foram realizados até então.

Feito. Vamos ao que interessa. Abaixo está descrito o padrão utilizado pela iProcess para build/deploy dos projetos no SOA Suite. A descrição inclui o uso de projetos BPM e HumanTasks. Agradecemos ao Rafael Andrade pela grande contribuição na organização desse material.

A estrutura de diretórios abaixo tem como objetivo permitir que projetos SOA/BPM sejam preparados, desde o seu desenvolvimento, para serem migrados entre os diversos ambientes existentes (desenvolvimento, homologação, produção, etc) sem a necessidade de efetuar ajustes nos projetos durante o build/deploy em cada ambiente específico. Será mais simples ver a descrição desses tópicos com o projeto em mãos. Clique aqui para realizar o download.

 sca
 |-- bin
 |    |-- ear
 |    |-- templates
 |    |     |-- form_application
 |    |     |     |-- application.xml
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- build-wars.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |     |-- form_project
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |     |-- soa_project
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- build-customize.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |-- war
 |    |-- .adf
 |    |     |-- META-INF
 |    |     |    |-- adf-config.xml.seed.local
 |    |     |    |-- adf-config.xml.seed.server
 |    |-- build_ENV.properties
 |    |-- custom-build.xml
 |    |-- custom-build-app.xml
 |    |-- custom-build-app-common.xml
 |    |-- custom-build-app-mod.xml
 |    |-- custom-build-app-mod-common.xml
 |    |-- custom-build-common.xml
 |    |-- developer_build.properties
 |    |-- global_build.properties
 |-- projects
 |    |-- forms
 |    |      |-- <aplication 1>
 |    |      |      |-- <project 1>
 |    |      |      |-- <project 2>
 |    |      |-- <aplication 2>
 |    |      |      |-- <project 1>
 |    |      |      |-- <project 2>
 |    |-- soa
 |    |      |-- <project 1>
 |    |      |-- <project 2>
 |-- shared
 |    |-- mds
 |    |    |-- apps
 |    |    |    |-- <project name>
 |    |    |    |      |-- fault-policies
 |    |    |    |      |    |-- <fault policies files>
 |    |    |    |      |-- xsd
 |    |    |    |      |    |-- <directories and XSD files>
 |    |-- build.xml
 |    |-- local_build.properties
 |    |-- shared.jpr

Diretórios:
sca: diretório raiz dos projetos SOA/BPM. Este diretório e toda a sua estrutura interna deve ser criado no sistema de controle de versões do projeto.

  • bin: diretório onde estão localizados os scripts de build/deploy e os arquivos de configuração
  • ear: arquivos utilizados na geração do EAR que representa a aplicação Java contendo os módulos web com os formulários das human tasks do projeto. Tanto a estrutura de diretórios interna quanto os arquivos existentes nela são apenas utilizados na geração do EAR, não devendo ser alterados.
  • templates: diretório contendo os templates de arquivos que devem ser copiados para os projetos de acordo com a situação
  • form_application: arquivos que devem ser copiados para o diretório da aplicação Java que conterá os formulários das human tasks. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • application.xml: arquivo que descreve os módulos da aplicação Java. Deve ser copiado para a pasta raiz de cada aplicação Java, devendo ser customizado a medida que os projetos dos formulários forem sendo criados.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada aplicação.
  • build-wars.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java, devendo ser customizado a medida que os projetos dos formulários forem sendo criados para conter uma chamada para o build de cada um dos projetos que compõe a aplicação.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java, devendo ser customizado para conter o nome da aplicação que deve ser criada. O nome informado neste arquivo deve ser o mesmo informado na tag display-name do arquivo application.xml.
  • form_project: arquivos que devem ser copiados para o diretório dos projetos de formulários das Human Tasks. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz do projeto de formulário da Human Task. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada projeto de formulário.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz do projeto de formulário da Human Task, devendo ser customizado para conter o nome do módulo web que deve ser criado.
  • soa_project: arquivos que devem ser copiados para o diretório dos projetos SOA/BPM. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todos os projetos SOA/BPM. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada projeto
  • build-customize.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz dos projetos SOA/BPM quando for necessário fazer algum tipo de customização (replace de TOKENS) no configuration plan do projeto. Nestes casos, o arquivo deve ser copiado e atualizado, sendo adicionadas as tags de replace necessárias. Por padrão, os tokens @managed.server.host, @managed.server.port e @partition.name são automaticamente substituidos pelos valores do hostname, porta e partition, respectivamente, buscando dados dos arquivos build_ENV.xml e global_build.properties. Deste modo, o arquivo build-customize.xml só precisa ser criado caso algum outro token adicional precise ser substituido. Por exemplo: nome de filas, caminhos de diretórios, endereço de serviços externos invocados, etc.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz dos projetos SOA/BPM quando for necessário definir alguma property específica para este projeto. Normalmente este arquivo é necessário quando apenas o configuration plan deste projeto precisa ser customizado com alguma informação que ainda não exista nos demais arquivos de properties e que faça sentido apenas para este projeto.
  • war: arquivos utilizados na geração do WAR que representa cada um dos módulos web contendo os formulários das Human Tasks. Tanto a estrutura de diretórios interna quanto os arquivos existentes nela são apenas utilizados na geração do WAR de cada projeto, não devendo ser alterados.
  • .adf/META-INF: diretório que simula o diretório de uma aplicação SOA/BPM. Neste diretório estão os arquivos necessários para acessar o MDS. Os dois arquivos contidos nesse diretório são templates que o script de deploy utiliza como base (faz uma cópia) para criar o arquivo contendo as informações que efetivamente serão utilizadas para acessar o MDS durante o deploy.
  • adf-config.xml.seed.local: arquivo contendo o template de configurações necessárias para acessar o MDS local na máquina do desenvolvedor.
  • adf-config.xml.seed.server: arquivo contendo o template de configurações necessárias para acessar diretamente o MDS do servidor.
  • build_ENV.properties: arquivo de properties que contém as informações específicas de cada ambiente (desenvolvimento, homologação, produção, por exemplo). Deve ser criado um arquivo de properties por ambiente, sendo o nome ajustado de acordo (build_dev.properties, build_hom.properties, build_prod.properties, por exemplo). Os valores internos também devem ser ajustados para refletirem os valores de cada ambiente. Utilize o arquivo build_ENV.properties como template para construção dos arquivos específicos de cada ambiente.
  • custom-build.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para os projetos SOA/BPM. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy dos projetos.
  • custom-build-app.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para as aplicações Java. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-app-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy das aplicações.
  • custom-build-app-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de aplicações Java.
  • custom-build-app-mod.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para os projetos de formulários das Human Tasks. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-app-mod-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy dos projetos.
  • custom-build-app-mod-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy dos projetos de formulários das Human Tasks.
  • custom-build-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de projetos SOA/BPM.
  • developer_build.properties: arquivo que contém properties específicas do ambiente de desenvolvimento de cada desenvolvedor. Após baixar toda a árvore de diretórios do sistema de controle de versões, cada desenvolvedor deve customizar este arquivo de acordo com as suas opções de builde e deploy.
  • global_build.properties: arquivo que contém as properties globais do projeto. Neste arquivo estão armazenadas as propriedades que são comuns a todos os componentes do projeto e que não variam de acordo com o ambiente.
  • projects: este diretório irá conter todos os diretórios de projetos SOA/BPM criados, bem como as aplicações e projetos Java criado para os formulários das Human Tasks. Deverão ser armazenados nele os diretórios de projeto com toda a estrutura de pastas criada pelo jDeveloper. Apenas os diretórios de projetos devem ser armazenados, não devendo ser armazenado nele o diretório da aplicação. No caso da aplicação Java que conterá os formulários das atividades humanas, o diretório criado não é o diretório da Application criado pelo jDeveloper, mas apenas um diretório simples para organizar os projetos dos formulários, com so arquivos necessários para o seu build/deploy, de modo que o diretório da application criado pelo jDeveloper não deve ser armazenado.
  • forms: diretório que irá conter as aplicações e projetos Java dos formulários das Human Tasks.
  • <APLICACAO 1>: diretório de uma aplicação Java, com os arquivos de build e deploy copiados do template
  • <PROJETO 1>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <PROJETO 2>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <…>
  • <APLICACAO 2>: diretório de uma aplicação Java, com os arquivos de build e deploy copiados do template
  • <PROJETO 1>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <PROJETO 2>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <…>
  • <…>
  • soa: diretório que irá conter os projetos SOA/BPM.
    • <PROJETO 1>: diretório de um projeto SOA/BPM
    • <PROJETO 2>: diretório de um projeto SOA/BPM
    • <…>
  • shared: diretório que contém um projeto especial onde são armazenados os arquivos comuns (policies, wsdls e xsds) que serão importados para o MDS e compartilhados pelos diversos projetos.
  • mds/apps: diretório que representa a mesma estrutura interna do MDS onde devem ser armazenados os arquivos a serem compartilhados.
  • <NOME DO PROJETO/CLIENTE/AREA>: diretório com o nome do projeto/cliente/área, utilizado apenas para organizar os arquivos compartilhados. Em vez de apenas um diretório, pode ser uma árvore inteira de diretórios e arquivos. A estrutura interna desde diretório pode ser criada de acordo com as necessidades do projeto.
  • build.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de arquivos compartilhados no MDS.
  • local_build.properties: arquivo de properties específico para customizar o build/deploy dos arquivos compartilhados no MDS.
  • shared.jpr: projeto jDeveloper criado para permitir que os desenvolvedores acessem os arquivos compartilhados de maneira fácil de dentro da ferramenta de desenvolvimento. Basta abrir o projeto dentro da aplicação criada no jDeveloper para ter acesso a estrutura de diretórios dos arquivos compartilhados.

Muito bem! E agora? Como fazemos pra usar tudo isso?

  • Para cada novo projeto SOA que for criado, um arquivo build.xml precisa ser copiado do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto;
  • Se for necessário realizar algum tipo de customização do build/deploy, os arquivos build-customize.xml e local_build.properties também precisam ser copiados;
  • Os scripts ANT necessitam obrigatoriamente que o configPlan seja criado para cada projeto. Esse arquivo de config plan deverá ter o mesmo nome do composite mais o sufixo “_configPlan” e será utilizado como modelo/template para gerar as informações específicas dos configPlans por ambiente.
    • Para criar o config plan, no JDeveloper clique com o botão direito sobre o arquivo composite.xml e selecione a opção “Generate Config Plan”. Aceite o nome padrão sugerido.
    • Substitua no arquivo de configPlan os dados que deverão ser personalizados para cada ambiente por tokens. Estes serão trocados durante o build/deploy pelas informações contidas nos arquivos de properties.
  • Os scripts ANT utilizam o build-customize.xml em conjunto com comandos de pesquisa/substituição para gerar o configPlan customizado para cada um ambiente. Se o seu projeto precisa de qualquer tipo específico de configuração por ambiente, copie esse arquivo do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto. Em seguida, atualize-o com todas as informações de busca/substituição necessárias para o seu projeto.
    • Crei uma instrução de busca/substituição para cada token criado no configPlan.
    • Se você possui qualquer propriedade no seu projeto que precise ser personalizada por ambiente, copie o arquivo local_build.properties do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto e inclua nele todas as propriedades personalizadas.

Uma vez que toda a estrutura de arquivos estiver criada e configurada, é possível rodar os scripts ANT diretamente dentro do JDeveloper. Veja um exemplo abaixo:

Build e Deploy

Build e Deploy

Resultado do build e Deploy

Resultado do build e Deploy

Para concluir, relacionamos abaixo alguns assuntos que não foram tratados nesse posts e que podem ser utilizados em projetos para aperfeiçoar o uso do build + deploy:

  • repositório de arquivos: o diretório sca e seus sub-diretórios podem ser gerenciados usando qualquer tipo de sistema de repositório de arquivos, como SVN, CVS, TFS, GIT, etc. Contudo, normalmente os arquivos da “SOA Application” não são salvos no repositório, já que cada desenvolver deverá criar uma “SOA Application” vazia e incluir na aplicação os projetos que desejar, que estarão disponíveis no repositório (pasta /sca/projects). Também, quando um novo projeto for criado no JDeveloper, é importante cuidar para que ele seja salvo na pasta do repositório (/sca/projects).
  • atualização dos configPlan: atenção com os arquivos de configPlan: eles deverão ser atualizados cada vez que o projeto for alterado e novos dados sensíveis forem incluídos (exemplos comuns de dados sensíveis são hostname, porta e nome da partição do servidor para onde será feito o deploy ou então as informações de hostname e porta dos serviços externos).
  • uso do DVM para controle dos endpoints: uma opção ao uso dos arquivos de properties é a utilização do DVM do próprio SOA Suite para armazenar os endpoints. Isso é totalmente possível e já foi utilizado em projetos desenvolvidos pela iProcess.
  • na minha máquina funciona: o uso de um produto como o Hudson, Maven, etc para centralizar as tarefas de build e deploy é totalmente recomendável. É possível criar tarefas específicas de build e outras de deploy. No caso do build, ele pode ser configurado, inclusive, para buscar as informações diretamente no repositório de dados (SVN, GIT, etc), aumentado a confiança no código desenvolvido e o controle sobre as versões que são implementadas nos vários ambientes. Vai evitar situações do tipo “na minha máquina funciona“.
  • MDS: se esse assunto é novo para você, caro leitor, sugiro dar uma navegada no nosso blog, específicamente nesse artigo que trata desse assunto.

Esperamos ter contribuído para a melhoria dos seus processos de build e deploy no SOA Suite 11g.

Uso do MDS (MetaData Service) no Oracle SOA Suite

O Oracle SOA Suite, solução da Oracle para integração de sistemas e automação de processos, na sua versão 11g, trouxe muitas novidades, se compararmos com a versão 10g. Uma delas foi o MDS, ou o MetaData Service. Nesse post vamos falar sobre ele, procurando esclarecer para que serve e como utilizá-lo.

Definição
O MDS é um repositório unificado para armazenamento de arquivos (metadados) usados nos projetos do SOA Suite. Quando, por exemplo, um projeto BPEL ou BPM é implementado (deploy) os seus arquivos são armazenados no MDS.

Além disso, é possível utilizar o MDS para outros fins, como, por exemplo, compartilhar artefatos comuns entre os vários projetos, sejam eles schemas XML (XSD), arquivos EDL, DVM ou WSDL.

Porque usar o MDS para artefatos comuns?
O MDS provê maior segurança e melhor manutenção dos artefatos comuns aos projetos do SOA Suite. Existe total compatibilidade com o JDeveloper (IDE de desenvolvimento) para visualizar o conteúdo do repositório e total compatilidade do EM para a sua manutenção.

Um exemplo de situação que justifica o uso do MDS é quando um arquivo XSD é compartilhado por vários projetos, o que ocorre com certa freqüência quando utilizamos modelos canônicos. Ter uma cópia desse arquivo em cada projeto pode gerar um problema de manutenção (pensemos que, cada nova versão do arquivo deveria ser replicada 10, 20 vezes, dependendo da quantidade de projetos envolvidos na integração). Se utilizamos o MDS, os projetos envolvidos farão uma referência para ele no repositório e, sempre que o arquivo XSD for atualizado, automaticamente todos os projetos também estarão atualizados.

Como utilizar o MDS
Existem duas versões do MDS: uma armazenada em forma de arquivos e outra registrada no banco de dados (servidor). A primeira é usada para o desenvolvimento e pode ser salva, por exemplo, num repositório subversion (GIT, SVN, CVS, TFS, etc), de forma que todos os desenvolvedores tenham acesso ao conteúdo.

A versão do banco de dados, por sua vez, será aquela utilizada pelo servidor SOA Suite, que estará rodando sobre um server Weblogic. Assim será necessário implementar (deploy) o conteúdo dos arquivos no banco de dados para que o servidor tenha acesso ao conteúdo atualizado pelos desenvolvedores.

Cada projeto utiliza um padrão próprio para implantação (deploy) dos projetos no servidor SOA Suite. Esse artigo explica como criar a árvore de arquivos e como atualizar o MDS da maneira nativa, ou seja, via JDeveloper.

Uma vez que o MDS esteja configurado e com o conteúdo armazenado, a referenciação dentro do projeto é bastante simples, bastando informar, na localização, o caminho completo dentro do MDS e incluindo o prefixo oramds. Veja no exemplo:

  • Para referenciar o XSD que está no caminho apps/MyCannonical: oramds:/apps/MyCannonical.xsd
  • Para referenciar um WSDL:

 

Utilizar o MDS em projetos SOA Suite é uma opção de arquitetura que pode simplificar muito o desenvolvimento. Porém, é necessário que exista um forte controle das atualizações dos arquivos locais e do banco de dados. Trabalhar com multi-desenvolvedores também pode causar algum tipo de transtorno caso isso não ocorra.

Podem haver problemas, também, no uso compartilhado do conteúdo do repositório. Indispensável dizer que deve haver uma preocupação muito grande quando esses artefatos forem atualizados, evitando incompatibilidade com outros projetos.