Introdução ao conceito de RPA

Robotização, força de trabalho digital e aonde conseguimos chegar com outras tecnologias que agregam valor ao nosso robô, são alguns dos temas abordados em nossa série de 6 vídeos que serão lançados sobre o tema RPA (Robotic Process Automation).

Esta série foi desenvolvida a partir do evento Roadshow – Além do RPA! Atingindo a eficiência exponencial com o uso de trabalhadores digitais cognitivos, criado e organizado pela iProcess, que passou por diversas cidades do país demonstrando os principais desafios e benefícios da tecnologia RPA (Robotic Process Automation).

Neste primeiro vídeo apresentamos o conceito de RPA, avaliando dois tópicos fundamentais que ajudam a identificar os diversos benefícios da implementação do RPA em uma atividade:

  • Tempo em Atividades Braçais  X  Valor Agregado para os Resultados da Empresa.

Também abordamos a importância em saber quais são as atividades candidatas à robotização e o que os robôs podem fazer em relação a uma pessoa.

E veja na prática, como funciona um processo de recebimento de nota fiscal para entender o que é possível alcançar com a tecnologia RPA.

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Como escolher o primeiro processo de robotização?

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No vídeo anterior, realizamos o webinar: O que é um CoE RPA e porque muito em breve você vai precisar de um. Nele mostramos a necessidade de termos definições claras de governança e quais os principais processos e padrões que a sua empresa precisa estabelecer para viabilizar o crescimento das suas iniciativas de robotização.

Mas caso você esteja iniciando nesta jornada de robotização em sua empresa, a primeira pergunta que você deve fazer é:

Qual processo eu devo escolher para robotizar?

Neste vídeo vamos te ajudar a escolher os processos ideias para liderarem as iniciativas das primeiras robotizações.

Gostou deste vídeo?

Esta e outras discussões sobre a adoção da força de trabalho digital são parte do curso RPA do Planejamento à Gestão: Como implantar uma força de trabalho digital, da iProcess Education.

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A nova geração de BPMS na nuvem – e como eles podem alavancar a gestão por processos na sua empresa

A primeira geração de ferramentas para controlar atividades de processos, antes mesmo de BPM se tornar uma disciplina, eram os Workflows – soluções muitas vezes disponibilizadas como parte de uma solução maior (como um ERP) que possibilitava alguma customização dos fluxos de tarefas envolvidas em algum negócio. De forma especial, esses workflows visavam controlar fluxos de aprovações e ações e tinham um caráter fortemente humano.

Com a evolução da tecnologia e o crescimento das bases de informações, distribuídas em diversas aplicações diferentes dentro da infraestrutura das empresas, aliado ao crescente foco na otimização de processos dentro das empresas, estas soluções ganharam uma sigla própria: BPMS – Business Process Management Suites.

Os BPMS agregam diversas funcionalidades que possibilitam modelar, controlar e monitorar a execução dos processos de negócio, de forma transversal. Isto quer dizer que estas tecnologias evoluíram para um controle de execução dos processos buscando maior interação entre atividades humanas e disparo de ações em diferentes sistemas de informação, conforme a necessidade.

Com foco em tornar as interfaces de interação humana mais ricas (com construções de telas mais elaboradas) e adoção de melhores práticas no acionamento de ações em outros sistemas (especialmente visando aderência com arquitetura SOA), estas soluções acabaram se tornando suítes excessivamente robustas, que exigem elevada infraestrutura computacional pra sustentá-las, e, como consequência, tornando-se tão caras que acabaram afastando o sonho de gerenciar processos de muitas organizações onde o custo não justificava o investimento.

Nos últimos anos porém, temos visto nascer uma nova geração de suítes para gerenciamento de processos despontando no mercado de tecnologia – os BPMS na nuvem, em geral disponibilizados no modelo SaaS (Software as a Service).

Veja como as novas soluções de BPMS na nuvem podem alavancar as iniciativas de gerenciamento de processos em empresas de todo porte:

Motor de processos mais enxuto agiliza a disponibilização dos processos

A grande maioria dos BPMS tradicionais possuíam uma arquitetura na qual a camada de apresentação (telas das tarefas) eram acionadas da mesma forma que outros serviços, o que envolvia uma série de configurações como mapeamento de variáveis de entrada e saída, controles de salvamento intermediários dos dados e componentes visuais que eram um verdadeiro quebra-cabeças. Entre outros problemas, isso dificultava o envolvimento da equipe de negócios na definição das interfaces de uso, pois exigiam conhecimento técnico e de lógica de programação.
Os BPMS na nuvem, em geral, buscam formas mais simplificadas de possibilitar uma construção de interface rica nas tarefas de usuário do processo. Alguns recursos de BPMN de alta complexidade em processos (e baixíssimo uso em projetos reais), como gateways complexos ou controles de transações, não costumam fazer parte dessas suítes, que buscam uma relação 80-20 (cerca de 20% dos elementos que atendem a 80% das necessidades dos processos a serem gerenciados nas organizações).

Capacidade de integração com outros serviços oferecidos na nuvem amplia a inteligência do negócio

As soluções na nuvem baseiam-se em estruturas de conectividade já bastante estabelecidas ao mesmo tempo que conseguem adaptar-se mais rapidamente a novos protocolos de conexão – o que possibilita aos processos aproveitarem a riqueza da conectividade da internet para executar ações não apenas através do acionamento de serviços da sua infraestrutura de informação, mas também de outros serviços disponíveis através da web (por exemplo: serviço de verificação de risco de crédito).

Elimina necessidade de adquirir e manter infraestrutura própria para a solução

Muitas vezes ignorado no custo da solução, ter um BPMS instalado na infraestrutura do cliente não envolve apenas os custos com licenças de uso da solução. É comum que esse tipo de plataforma envolva outros custos como aquisição e manutenção de um servidor próprio de aplicações, e licenças de outros softwares de infraestrutura complementares como portais, barramentos, etc. As soluções disponibilizadas na nuvem já abstraem estes custos, porque muitas vezes uma mesma infraestrutura pode ser compartilhada com outros clientes – mantendo-se é claro o controle de segurança e sigilo sobre os dados de cada um. Este modelo de compartilhamento torna estas soluções mais acessíveis, além de serem modulares (podem ser combinadas com outras soluções de apoio à gestão como portais de gestão de conteúdo, ferramentas analíticas, etc)

Investimento pode começar numa iniciativa simples e crescer junto com o negócio

Os BPMS disponíveis na nuvem permitem gerenciar o custo, ampliando o número de licenças ou a capacidade de processamento conforme a organização for implantando os processos e envolvendo mais pessoas. Assim, a iniciativa de suporte tecnológico para BPM não precisa iniciar grande – ela pode começar com passos bem medidos e planejados de investimento.

Isto também simplifica “dar um pé atrás”. Se o primeiro projeto já demonstrou que a ferramenta não é a mais aderente para as necessidades de processo ou mesmo da cultura da empresa, é mais fácil repensar e mudar de plataforma (sem aquela sensação de ter que forçar a barra para justificar o tempo e dinheiro gasto na aquisição e implantação de uma plataforma muito robusta).

Mais simples de começar

As plataformas de BPM na nuvem já estão prontas e são rapidamente disponibilizadas mediante um start up muito menor. Ainda que seja necessário algum trabalho de inicialização da plataforma, como por exemplo integração com as soluções de gestão de identidades da organização, estruturação da hierarquia de áreas e funções, etc, ainda assim o início do uso da solução é mínimo perto das plataformas instaladas. Além disso, estas ações de inicialização podem acontecer em paralelo à modelagem e configuração do primeiro processo, trazendo ainda mais agilidade para a implantação da solução.

Isto possibilita começar com processos simples e pequenos, sem integração ou baixa interação com outros sistemas, demonstrando resultados rapidamente e possibilitando disseminar a cultura BPM na organização.

Modelagem na nuvem estimula a colaboração e transforma gestores e participantes em profissionais do conhecimento

Os modelos de processos na nuvem podem são mais fáceis de serem compartilhados e editados por grupos de pessoas, ao mesmo tempo que controlam diferentes niveis de segurança (quem pode ver, quem pode editar, quem pode disponibilizar) e mantêm histórico das diferentes versões do processo.

Isto estimula os participantes a contribuírem mais ativamente na elaboração do fluxo e também das interfaces e formulários para as tarefas que serão executadas no processo automatizado.


Procurando ajuda para identificar a plataforma de BPM mais alinhada com as necessidades da sua empresa? Conheça os serviços da iProcess em soluções e projetos de automação de processos:
http://iprocess.com.br/bpm/automacao-de-processos/

 

5 fatores de sucesso para enfrentar os problemas de integrações na automação de processos

Tendo participado de vários de projetos de automação de processos, se tem algo que podemos afirmar como sendo um denominador comum a projetos de automação em empresas das mais diferentes áreas, é dos problemas que surgem quando existe necessidade de integração do processo automatizado com outros sistemas/organizações.

O fato é que problemas relacionados a integrações invariavelmente vão ocorrer, apenas variando de acordo com o grau de complexidade do processo e das integrações em si. Por outro lado, existem sim alguns fatores e cuidados que podem evitar problemas ou facilitar a sua resolução.

Ter conhecimento destes fatores no projeto vai prepará-lo melhor para o que vem pela frente.

Vamos a eles?

1. Ter uma boa governança dos serviços/integrações/funcionalidades disponíveis

Durante a automação do processo, é comum detectar uma ou mais necessidades de integração (ex: salvar alguma informação digitada durante a execução do processo num banco de dados).

Em nossa experiência, boa parte dos problemas que ocorrem nestes casos se devem a falta de governança da organização em relação aos serviços, integrações e sistemas existentes, ou seja, não se sabe se aquela necessidade de integração do processo já se encontra disponível (ex: através de um webservice).

A consequência disso é a necessidade de se discutir do zero esta integração, fazer orçamento e incluí-la no escopo, o que leva a aumento do prazo e custo do projeto. Um fator que minimiza bastante estes problemas é se a organização já trabalha numa Arquitetura Orientada a Serviços, ou simplesmente SOA (mais informações aqui, aqui e aqui), bem como dispor de ferramentas de governança/pesquisa de serviços.

2. Prever o modelo de dados do processo adequado as necessidades de integração

Quando um processo será automatizado, deve-se previamente fazer uma análise para definir o “modelo de dados” do processo, ou seja, as informações que serão visualizadas e manipuladas ao longo da execução do processo (veja aqui para mais informações).

A definição deste modelo de dados costuma ser mais transparente quando estamos falando de informações que ficam visíveis no formulário eletrônico do processo, ou seja, as informações que os usuários vão visualizar/editar ao acessar as tarefas. Mas infelizmente não é tão óbvio quando falamos de integrações.

Por exemplo, se é necessário chamar uma integração para atualizar uma informação no ERP a partir do processo automatizado, pode se descobrir que uma das informações obrigatórias para se chamar esta integração é específica daquele sistema (ex: um determinado identificador), e esta informação não foi prevista inicialmente no modelo de dados.

Com frequência, inclusive, ocorre a situação de que para obter a informação que você precisa para chamar uma integração, é necessário chamar outra integração!

Este fator costuma gerar muitas dores de cabeça, em muitos casos não é fácil prever todas as possibilidades.

3. Ter conhecimento das funcionalidades e limitações do framework de integração do BPMS

Mesmo que inicialmente a empresa tenha adquirido uma solução de BPMS para um processo pontual ou para apenas gerenciar fluxo de trabalho sem integrações com outros sistemas, o fato é que as necessidades da organização mudam. Quando chegar o momento em que as iniciativas de automação de processos passarem a demandar mais inteligência, com integração de dados existentes em outros sistemas, é importante conhecer as funcionalidades e limitações de integração do BPMS.

Por exemplo, alguns questionamentos comuns nestes casos:

  • Posso chamar webservices através do BPMS?
  • Consigo conectar diretamente num banco de dados através do BPMS?
  • Existem adaptadores nativos que permitem conexões com sistemas conhecidos no mercado?
  • O BPMS me permite realizar transformações complexas de dados ao chamar ou obter o retorno de um webservice?
  • Existe algum formato específico de assinatura do serviço para poder ser acionado?
  • Com que tecnologias o BPMS permite fazer integração? Soap? Rest? Corba? EJB? .net? Controle de arquivos no filesystem? Outros?

Este conhecimento é importante para detectar eventuais restrições da ferramenta, identificar a necessidade de utilizar outras ferramentas em conjunto ao BPMS, ou no pior dos cenários até a troca do próprio BPMS. Por exemplo: se o BPMS não é capaz de fazer transformações de dados complexas ao chamar um webservice, então possivelmente será necessária outra ferramenta (ex: uma ferramenta de barramento de serviços) que fará esta transformação no lugar do BPMS, expondo para o BPMS uma versão simplificada do serviço. Neste mesmo exemplo, pode ser que esta ferramenta adicional não exista na organização, e precisa ser previsto a sua contratação e implantação, dentro do escopo do projeto de automação.

Entenda a importância de uma avaliação detalhada sobre recursos ​dos produtos ao adquirir uma plataforma ​BPMS com ​esta coleção de artigos sobre Seleção de Plataformas de BPM.

4. Equipes dos sistemas disponíveis para apoiar o projeto

Parece chover no molhado, afinal se um processo automatizado precisa se comunicar com o sistema X, então a equipe de apoio deste sistema tem que estar envolvida, certo? Bem, temos algumas histórias de iniciativas de automação de processos aprovadas em nível executivo, mas que durante o andamento do projeto as equipes dos sistemas estavam em uma das seguintes condições:

  • Não estavam sabendo do projeto – o popular “cair de paraquedas”  (sim, é comum);
  • Sabiam do projeto e que em algum momento iriam se envolver, mas não tinham nenhum contexto dos objetivos do projeto e o seu papel (tem na prática os mesmos efeitos nocivos da situação anterior);
  • Sabiam do projeto e tinham o contexto, mas não tiveram a alocação reservada para apoiar o projeto (“Eu conheço o projeto e entendo o que devo fazer, mas não sei se vou conseguir ajudá-los ainda neste mês…”).

Quando as equipes dos sistemas começam a se envolver no projeto, é comum surgirem problemas e limitações que não se tinha noção, o que pode ocasionar necessidade de se rediscutir a solução. Aqui o apoio da liderança executiva e da gestão de projetos é fundamental para minimizar os problemas, reforçando a alocação das equipes dos sistemas envolvidos, para se envolverem no projeto de automação o quanto antes, preferencialmente ainda durante as fases de análise e projeto.

5. Atenção à  etapa de testes

Se existem integrações no processo, obviamente as mesmas precisam ser bem testadas, envolvendo as equipes responsáveis pelos sistemas de origem/destino das informações.

Ocorre que na automação de processos, assim como no desenvolvimento tradicional de sistemas, pode ocorrer a tendência de dar ênfase maior apenas a “interface” do processo, que no caso do BPMS são os formulários das atividades enviadas para os usuários. Mas obviamente as integrações que são feitas automaticamente pelo processo devem ser testadas com o mesmo cuidado, verificando se estão retornando ou gravando as informações corretamente.

Isto comumente é realizado utilizando os recursos de rastreamento/auditoria presentes das próprias ferramentas de BPMS (verificando o que está recebendo ou enviando de informações), bem como acessando diretamente o sistema com o qual se tem a integração (para verificar se os dados sendo obtidos/atualizados pelo BPMS estão corretos).

Estas verificações normalmente exigem um conhecimento técnico maior (ex: visualizar payloads em XML, acessar as informações diretamente em tabelas do banco de dados do sistema em questão, etc).

 

Sem dúvida existem outros fatores envolvidos, mas acreditamos que os fatores citados acima dão um bom norte para a equipe do projeto se preparar e enfrentar os problemas que podem ocorrer nas integrações durante a automação de processos.

 

Robotic Process Automation (RPA) – o próximo salto de agilidade em processos

RPA (Robotic Process Automation) é uma nova ferramenta tecnológica que automatiza partes ou atividades inteiras de processos de negócio. Com esta tecnologia, robôs de software executam uma sequência de passos de um trabalho através da interação com as interfaces de usuários já existentes nas diversas aplicações utilizadas pelos profissionais da organização. Em outras palavras, o robô faz aquela parte do trabalho maçante do escritório, atualizando planilhas, fazendo cálculos, checando emails, cadastrando coisas.

Baseado na ilustração de Ken Barr para a capa do livro "Star Wars Question and Answer Book about Computers" (1983)Se você leu isso e ficou imaginando o C-3PO (Star Wars), o Sonny (Eu, Robô) ou o Bender (Futurama) em frente a uma mesa de escritório pilotando um laptop e realizando o trabalho diário por você… bem, talvez o que você tem em mente não seja exatamente como é um robô RPA, mas pode ajudar a entender como ele trabalha.

O RPA não é um robô físico, mas um software capaz de executar, de forma automatizada e utilizando recursos cognitivos, os passos de uma tarefa que uma pessoa normalmente faria. Se todos os recursos necessários para realizar o trabalho (como os dados de entrada e as aplicações a serem acessadas) estão em formato digital, o RPA deve ser capaz de realizar a tarefa.

Definindo RPA

O RPA (Robotic Process Automation) consiste em uma aplicação de software que replica as ações de humanos na interação com a interface de usuário de um sistema de computador. Este robô de software opera usando a interface de usuário (UI) da mesma forma que uma pessoa faria, sendo esta a principal distinção das formas tradicionais de integração com sistemas que historicamente são realizadas através de APIs (Application Programming Interfaces).

Por exemplo:

  • Semanalmente a equipe de compras reúne informações de novos fornecedores em uma planilha e envia para uma pessoa que faz login no ERP da empresa e verifica, para cada linha da planilha, se o fornecedor já está cadastrado ou se falta cadastrar no sistema. Para os fornecedores ainda não cadastrados, esta pessoa faz o cadastro e envia um e-mail ao contato no fornecedor solicitando que envie a documentação mínima para efetivar o cadastro.
  • Em uma instituição financeira, toda vez que uma nova análise de solicitação de empréstimo precisa ser realizada, uma pessoa acessa diversos sistemas como cadastro de clientes, Serasa, SPC, bureau de informações entre outros, pesquisando pelo CPF dos tomadores de crédito e seus associados para avaliar sua capacidade financeira. As informações são reunidas em um documento baseado em um template predefinido, que é transformado em PDF e então enviado para um Analista de Crédito para avaliar se vale a pena ou não liberar o empréstimo.

Com RPA, é possível automatizar atividades operacionais e manuais do tipo “monkey business” como as descritas acima, que não agregam valor ao negócio mas que são necessárias à rotina da organização, tornando esse processo muito mais ágil e liberando os profissionais envolvidos nestes processos para focarem em atividades de alto valor como avaliações e tomadas de decisão.

Para realizar o trabalho, o robô é “treinado” para repetir as mesmas ações de uma pessoa para realizar o trabalho, como monitorar emails, extrair anexos, classificar e colocar os anexos em pastas, comparar o conteúdo de documentos, realizar login em sistemas, cadastrar ou consultar informações, analisar e buscar padrões em imagens, reunir dados de diferentes fontes para gerar uma planilha ou relatório entre outras tarefas manuais. As soluções mais avançadas possuem ainda habilidades cognitivas que possibilitam o aprendizado contínuo, adaptabilidade a mudanças e inteligência artificial.

A partir deste “treinamento”, o robô passa a fazer trabalho sozinho a partir de algum gatilho (por exemplo um e-mail que chegou ou um determinado horário do dia), interagindo com as aplicações do computador no lugar de uma pessoa. Para quem olha o computador em utilização pelo robô, poderá parecer estranho ver o mouse na tela se mexendo sozinho, janelas se abrindo e coisas sendo digitadas – mas é exatamente assim que acontece! O robô de software passa a assumir o controle do computador, com cada passo seu sendo rastreado pelo sistema – o que possibilita auditorias ou revisões das ações realizadas.

 

Principais benefícios

Entre os principais benefícios na adoção de RPA, são apontados:

  • Mais rápido e barato de implementar em relação a um projeto típico de desenvolvimento e integração de sistemas, pois não requer alteração das aplicações existentes
  • Redução do tempo de ciclo das atividades: uma tarefa automatizada com um robô pode realizar tarefas de 3 a 5 vezes mais rápido que uma pessoa. Com isso também pode produzir mais resultados no mesmo tempo de trabalho.
  • Escalabilidade: é possível ajustar o número de robôs executando a tarefa para mais ou menos recursos rapidamente de acordo com a demanda.
  • Padronização: os robôs executam as tarefas seguindo rigidamente os padrões definidos para a realização do trabalho.
  • Redução de erros: devido aos padrões e regras definidas, o risco de erros é virtualmente eliminado.

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Conheça também:

A parceria entre os processos automatizados e os sistemas já existentes em uma organização

Podemos dizer, a partir da experiência da equipe iProcess em automação de processos, que os processos automatizados e os sistemas informatizados das organizações não competem entre si, eles formam uma parceria, se complementam. Dizemos isto porque são nos sistemas já existentes nas organizações que os processos obtém as informações necessárias para a execução dos fluxos de trabalho, utilizando-se para isto de uma camada de integração. Daí o motivo de acreditarmos que ambos se complementam.

Os sistemas já existentes, que também chamamos de legado, não são descontinuados ao serem integrados ao processo automatizado. O processo será responsável pela conexão entre estes sistemas e os usuários do processo. Através do BPMS (Business Process Management Suite ou System), uma organização automatiza processos para aumentar seu nível de controle e monitoramento na execução dos processos. Assim, um BPMS atua como orquestrador da execução dos processos entre pessoas e sistemas, definindo o fluxo do trabalho e da informação entre estes participantes.

Desta forma, os sistemas se preocupam com o cadastro, atualização e consulta das informações armazenadas em base de dados e os processos com a sua distribuição, tendo o foco na sequência de etapas, prazos, distribuição das atividades, integridade do processo e em fornecer o melhor ambiente possível para que as atividades sejam executadas. Em alguns casos, se faz necessário o armazenamento das informações ao longo do processo, mas são informações específicas para o contexto das instâncias do processo, que servem para controle de estado do fluxo e logs de atividades, por exemplo.

Quando se automatiza um processo, na etapa de levantamento das informações, é que verificamos como a parceria entre os sistemas já existentes na empresa e o processo utilizando BPMS se dará. Algumas das informações levantadas nesta etapa são:

  • Informações consumidas e informações geradas pelo processo, isto é, quais as informações que deverão ser recebidas pelo processo oriundas de sistemas e quais as informações que eventualmente deverão ser enviadas para gravação em sistemas existentes da organização, como, por exemplo, ERP, sistemas contábeis ou cadastros corporativos.
  • Pontos de integração, isto é, em quais atividades do processo deverão ser obtidas/geradas informações que alimentam os sistemas legados.
  • Como que o processo e os sistemas legados conversarão entre si, que normalmente ocorre através da camada de integração, utilizando serviços especialmente construídos para isto.

A implementação de BPMS nas organizações não deve ser orientada a substituir total ou parcialmente os sistemas atuais esperando-se que passe eventualmente a ser o repositório central das informações da organização. O BPMS não é a fonte principal das informações que estão sendo manipuladas, mas atua principalmente como integrador delas, buscando e enviando informações para outros sistemas durante a execução dos processos.

A iProcess disponibiliza em sua plataforma EAD mais informações sobre este assunto, através do Curso TDP – Transformação Digital Orientada a Processos.