Gerenciando a execução de processos com (ou sem) um BPMS

A tecnologia é sem dúvida um dos aspectos que podem gerar melhor contribuição para agilidade e qualidade na execução dos processos de negócio.

Através de projetos para automatizar processos com um BPMS, fica mais fácil definir claramente um evento para iniciar o processo, possibilita que as informações fornecidas nas atividades de processo possam ser acessadas pelos próximos participantes, todas as etapas ficam registradas para acompanhamento e auditoria e a coleta de dados para alimentar indicadores de desempenho pode ser automática. Também unifica a forma como os processos são executados e controlados, já que a plataforma de um BPMS é feita justamente para possibilitar o gerenciamento de múltiplos processos da organização. Esses e outros benefícios de usar um BPMS para automatizar processos já foram discutidos aqui no blog em artigos como Benefícios da Automação de Processos e Automatização de Atividades.

Entretanto, automatizar em um BPMS não é para todo e qualquer processo. No artigo Automatizar o processo (ou não)? Eis a questão!, chegamos a discutir algumas características de processos que não são bons candidatos a serem automatizados, baseado em um caso real.

Existem outras formas de se controlar processos com suporte tecnológico, mesmo sem um BPMS:

  • Sistemas tradicionais: pode-se desenvolver um sistema tradicional, baseado em um determinado processo, que garanta que a sequência de atividades seja realizada como prevista. Em geral não apresenta muitos benefícios em relação à automatização com um BPMS, já que terá que desenvolver, além das telas de interação com os usuários, controles de estados (para garantir a sequência de atividades), armazenar dados específicos daquele tipo de processo de negócio, coletar indicadores, controlar autenticação de usuários vs. seu papel no processo (para que uma pessoa não faça o trabalho da outra) e disponibilizar recursos para acompanhar o processo e seu histórico – tudo funcionalidades que já são nativas do BPMS.
  • Ferramenta de gestão de projetos: Alguns processos tendem a ser melhor gerenciados como projetos. Neste caso, a sequência de atividades, suas dependências e os papéis responsáveis são transformados em uma EAP (Estrutura Analítica de Projeto) e cada nova instância do processo se transformaria em um projeto gerenciada e executada em uma ferramenta de gestão de cronogramas. Com isso é possível gerenciar os recursos e prazos e monitorar o andamento da execução do processo. (A iProcess faz isso, por exemplo, com o processo de desenvolvimento de software: temos nosso processo de desenvolvimento formalmente modelado em BPMN, mas a cada nova “instância” o GP gera uma EAP baseada no processo e passa a executá-lo em nossa ferramenta de gerenciamento de projetos).
    Este tipo de controle funciona melhor para alguns processos em que a sequência de atividades precisa ser flexibilizada (as atividades do processo passam por uma adequação às necessidades da instância), mas requer maior envolvimento do gestor e constantes auditorias para confirmar que os processos estão sendo executados conforme o modelo do processo. Muitas dessas ferramentas permitem exportar dados de execução que podem ser utilizados em uma aplicação de relatórios para monitorar o desempenho do processo.
  • Aplicações de gestão de atividades: Algumas ferramentas como Redmine e Jira permitem determinar uma sequência de atividades baseada em uma máquina de estados criando dependências entre elas. O administrador “configura” a sequência de atividades baseada no fluxo de processo, e as instâncias obedecem a sequência, que é controlada pelo estado do mesmo. Funciona bem para processos de workflow puramente humano e geralmente possuem alguns relatórios para monitoramento, mas não permitem acionar serviços de outros sistemas para buscar dados de algum cadastro existente, por exemplo.
  • Software de pacote: Existem processos que já são considerados commodities. Por exemplo, existe pouca variação em processos de help desk (atendimento a cliente) ou de empréstimo de livros/obras (biblioteca). Para estes casos é comum adquirir um software de pacote que já possui um processo “embutido”. Em alguns casos este tipo de software permite customizações para se adequar ao processo da empresa, mas em geral é a empresa que acaba adequando seu processo ao que a solução possibilita fazer.
  • Aplicação de rastreamento do processo físico: Em alguns casos, os processos precisam continuar existindo fisicamente, através de “pastas de documentos”. Apesar do conteúdo digital já ser uma realidade (prova disso é a Nota Fiscal Eletrônica), muitas organizações ainda demandam que processos baseiem-se em documentos físicos, de papel. Para estes casos, a organização pode manter uma aplicação de histórico no qual, cada vez que um participante vai passar a pasta física “para frente”, ele registra que está finalizando a atividade e para onde os documentos do processo estão indo, possibilitando rastrear a execução do processo.

Na maior parte dos projetos de implantação de processos, entretanto, os benefícios em utilizar um BPMS para controlar, gerenciar e monitorar a execução apresentam um retorno muito melhor para o investimento.

 


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2 ideias sobre “Gerenciando a execução de processos com (ou sem) um BPMS

  1. Achei interessante seu artigo, já conhecia o Jira mas não sabia que era possível criar workflows personalizados. Acho válido dizer também que o Google Apps/Docs também disponibiliza algumas funcionalidade para automatização de processos ainda que bem limitado e na versão beta, com interface por API… se tratando de Google acho que a tendência é crescer.

  2. Agradecemos seu comentário Silvio. Estamos dando uma olhada também nas soluções da Google mas até agora o que vimos é beta ou são aplicações “plug in” de outros fornecedores que entraram na onda da Google. Mas como você disse, certamente também devem apresentar uma evolução e tendência de crescimento. Estamos de olho =)

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