Oracle BPM 11g: Disponibilizando uma tarefa humana fora do workspace

Em algumas situações de projetos de automatização de processos de negócio utilizando o Oracle BPM 11g, somos questionados sobre a possibilidade de exibir a tela nativa de uma tarefa humana em outro ambiente, como por exemplo um software web externo do cliente.

A boa notícia!

Isto é possível através da invocação de APIs do produto, que podem capturar a URL específica de uma tarefa humana.

A mágica…

Precisamos estar autenticados no BPM para obter a URL que desejamos. Devemos fazer isso de forma programática, então através do uso de algumas classes de apoio (que falaremos a seguir), vamos realizar os seguintes passos:

  • instanciar a factory linkada com o BPM
  • criar dois contextos (de um usuário administrador e do usuário final)
  • descobrir o processo correto
  • criar/obter uma tarefa
  • obter a URL da tarefa

As classes de apoio estão no bpm-services.jar, que está localizado dentro dos módulos SOA do JDeveloper. Este é o caminho padrão para o jar, que pode ser diferente conforme a instalação do JDeveloper:
C:\Oracle\Middleware\jdeveloper\soa\modules\oracle.soa.workflow_11.1.1\bpm-services.jar

Seguem os exemplos de código de cada passo:

Instanciar a BPMServiceClientFactory

public static BPMServiceClientFactory getBPMServiceClientFactory() {
    Map properties = new HashMap();

    properties.put(IWorkflowServiceClientConstants.CONNECTION_PROPERTY.CLIENT_TYPE,
                    WorkflowServiceClientFactory.REMOTE_CLIENT);

    properties.put(IWorkflowServiceClientConstants.CONNECTION_PROPERTY.EJB_PROVIDER_URL,
                    "t3://yourhost:7001");

    properties.put(IWorkflowServiceClientConstants.CONNECTION_PROPERTY.EJB_INITIAL_CONTEXT_FACTORY,
                    "weblogic.jndi.WLInitialContextFactory");

    return BPMServiceClientFactory.getInstance(properties, null, null);
}

Criar os contextos

public static IBPMContext getIBPMContext(String adminUsername, String adminPassword, String processUserUsername) throws Exception {
    //first context
    IBPMContext adminContext = getBPMServiceClientFactory()
                    .getBPMUserAuthenticationService()
                    .authenticate(adminUsername, adminPassword.toCharArray(), null);

    //second and final context
    return getBPMServiceClientFactory()
                    .getBPMUserAuthenticationService()
                    .authenticateOnBehalfOf(adminContext, processUserUsername);
}

Descobrir o processo e a tarefa corretos

public Task getTask(String compositeDN, String processName) throws Exception {
    IProcessMetadataService service = getBPMServiceClient().getProcessMetadataService();

    IBPMContext bpmContext = getIBPMContext("admin", "senhaadmin", "zeca");

    ListinitiableTasks = service.getInitiatableProcesses(bpmContext);

    ProcessMetadataSummary pms = null;
    for(ProcessMetadataSummary process :initiableTasks) {
        if(process.getProcessName().equals(processName)) {
            pms = process;
            break;
        }
    }

    IInstanceManagementService ims = getBPMServiceClient().getInstanceManagementService();

    Task task = ims.createProcessInstanceTask(
                    bpmContext,
                    pms.getCompositeDN() + "/" + pms.getProcessName());

    return task;
}

Finalmente… Obter a URL da tarefa

private String getTaskDisplayURL(Task task) throws Exception {
    Map parameters = new HashMap();
    parameters.put(Constants.BPM_WORKLIST_TASK_ID,
                    task.getSystemAttributes().getTaskId());

    parameters.put(Constants.BPM_WORKLIST_CONTEXT,
                    getIBPMContext().getToken());

    String url = WorklistUtil.getTaskDisplayURL(
                    factory.getWorkflowServiceClient(),
                    getIBPMContext(), task, null,
                    "worklist", parameters);
    return url;
}

Com estes pequenos passos é possível obter a URL de uma tarefa humana do Oracle BPM e invocar a tela nativa feita em ADF para exibir em pop-ups, janelas ou até mesmo dentro de algum site de negócio.

As assinaturas destes métodos são apenas uma sugestão de uso. Existem muitas outras opções nas classes da API que podem atender diversas necessidades de negócio, então o desenvolvedor pode modificar estes métodos ou criar outros conforme for mais conveniente.

Ficou alguma dúvida sobre este assunto ou gostaria de entender tecnicamente alguma outra peculiaridade do Oracle BPM? Escreva sua dúvida ou sugestão nos comentários!

Oracle SOA Suite – Build e Deploy multi-ambiente utilizando scripts ANT

Depois de alguns anos de experiência utilizando o Oracle SOA Suite 11g em diferentes projetos, a iProcess elaborou uma solução para build e deploy dos projetos BPEL e BPM utilizando scripts ANT customizados que, em parte, são disponibilizados pela própria Oracle e, em partes, foram adaptados pela empresa. O post de hoje apresenta essa solução, além de disponibilizar um pacote de scripts de exemplo.

Antes, porém, vamos ‘chover no molhado’ e conceituar simplesmente build e deploy. Vimos, pela experiência de projeto, que nem sempre isso é claro para todos.

  • build: é o ato de ‘empacotar’ o projeto. Todo o projeto será incluído num único arquivo (basicamente um ZIP) que, posteriormente, será enviado para o servidor onde será feita a disponibilização.
  • deploy: é o ato de disponibilizar o projeto ‘empacotado’ no servidor. Para isso, obviamente, serão necessárias as informações do servidor de destino. Note que o nosso post irá tratar bastante desse assunto, já que existem possibilidades de deploy customizados para diferentes ambientes.

Ainda, antes de apresentarmos a solução, queremos responder à pergunta: por que criamos essa opção utilizando scripts ANT? Não seria mais simples continuar realizando o build + deploy via JDeveloper?

Vamos relacionar algumas justificativas:

  • deploy em vários ambientes: é comum em projetos de integração e automação de processos a necessidade de trabalharmos com diferentes ambientes (desenvolvimento, testes, homologação, produção). O projeto é o mesmo. O que mudam são os enpoints dos serviços e informações específicas de conexões, JCA’s, etc. Nesses casos a utilização de arquivos de configuração que contenham as informações dos enpoints e dos outros dados personalizados por ambiente simplifica a vida da pessoa responsável por instalar o projeto nos vários destinos (homologação/produção), bastando selecionar o ambiente destino e realizar o deploy para ele.
  • faça o build uma vez e o deploy muitas vezes: promover o mesmo build para vários ambientes é algo extremamente valioso. Isso dá a garantia de que exatamente o mesmo projeto que foi testado no ambiente X será testado nos ambientes Y, Z… Caso contrário, se algo tiver que ser alterado no projeto depois de já tê-lo testado em algum ambiente (mesmo que essa informação seja o endpoint de algum serviço) sempre existirá a possibilidade de algo estar diferente (inclusive um novo defeito), colocando em risco todos os testes que já foram realizados até então.

Feito. Vamos ao que interessa. Abaixo está descrito o padrão utilizado pela iProcess para build/deploy dos projetos no SOA Suite. A descrição inclui o uso de projetos BPM e HumanTasks. Agradecemos ao Rafael Andrade pela grande contribuição na organização desse material.

A estrutura de diretórios abaixo tem como objetivo permitir que projetos SOA/BPM sejam preparados, desde o seu desenvolvimento, para serem migrados entre os diversos ambientes existentes (desenvolvimento, homologação, produção, etc) sem a necessidade de efetuar ajustes nos projetos durante o build/deploy em cada ambiente específico. Será mais simples ver a descrição desses tópicos com o projeto em mãos. Clique aqui para realizar o download.

 sca
 |-- bin
 |    |-- ear
 |    |-- templates
 |    |     |-- form_application
 |    |     |     |-- application.xml
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- build-wars.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |     |-- form_project
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |     |-- soa_project
 |    |     |     |-- build.xml
 |    |     |     |-- build-customize.xml
 |    |     |     |-- local_build.properties
 |    |-- war
 |    |-- .adf
 |    |     |-- META-INF
 |    |     |    |-- adf-config.xml.seed.local
 |    |     |    |-- adf-config.xml.seed.server
 |    |-- build_ENV.properties
 |    |-- custom-build.xml
 |    |-- custom-build-app.xml
 |    |-- custom-build-app-common.xml
 |    |-- custom-build-app-mod.xml
 |    |-- custom-build-app-mod-common.xml
 |    |-- custom-build-common.xml
 |    |-- developer_build.properties
 |    |-- global_build.properties
 |-- projects
 |    |-- forms
 |    |      |-- <aplication 1>
 |    |      |      |-- <project 1>
 |    |      |      |-- <project 2>
 |    |      |-- <aplication 2>
 |    |      |      |-- <project 1>
 |    |      |      |-- <project 2>
 |    |-- soa
 |    |      |-- <project 1>
 |    |      |-- <project 2>
 |-- shared
 |    |-- mds
 |    |    |-- apps
 |    |    |    |-- <project name>
 |    |    |    |      |-- fault-policies
 |    |    |    |      |    |-- <fault policies files>
 |    |    |    |      |-- xsd
 |    |    |    |      |    |-- <directories and XSD files>
 |    |-- build.xml
 |    |-- local_build.properties
 |    |-- shared.jpr

Diretórios:
sca: diretório raiz dos projetos SOA/BPM. Este diretório e toda a sua estrutura interna deve ser criado no sistema de controle de versões do projeto.

  • bin: diretório onde estão localizados os scripts de build/deploy e os arquivos de configuração
  • ear: arquivos utilizados na geração do EAR que representa a aplicação Java contendo os módulos web com os formulários das human tasks do projeto. Tanto a estrutura de diretórios interna quanto os arquivos existentes nela são apenas utilizados na geração do EAR, não devendo ser alterados.
  • templates: diretório contendo os templates de arquivos que devem ser copiados para os projetos de acordo com a situação
  • form_application: arquivos que devem ser copiados para o diretório da aplicação Java que conterá os formulários das human tasks. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • application.xml: arquivo que descreve os módulos da aplicação Java. Deve ser copiado para a pasta raiz de cada aplicação Java, devendo ser customizado a medida que os projetos dos formulários forem sendo criados.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada aplicação.
  • build-wars.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java, devendo ser customizado a medida que os projetos dos formulários forem sendo criados para conter uma chamada para o build de cada um dos projetos que compõe a aplicação.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz de todas as aplicações Java, devendo ser customizado para conter o nome da aplicação que deve ser criada. O nome informado neste arquivo deve ser o mesmo informado na tag display-name do arquivo application.xml.
  • form_project: arquivos que devem ser copiados para o diretório dos projetos de formulários das Human Tasks. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz do projeto de formulário da Human Task. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada projeto de formulário.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz do projeto de formulário da Human Task, devendo ser customizado para conter o nome do módulo web que deve ser criado.
  • soa_project: arquivos que devem ser copiados para o diretório dos projetos SOA/BPM. Alguns arquivos devem ser customizados, conforme descrito abaixo.
  • build.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz de todos os projetos SOA/BPM. Este arquivo contém os imports e referencias para que seja possível fazer build e deploy de cada projeto
  • build-customize.xml: arquivo que deve ser copiado para a pasta raiz dos projetos SOA/BPM quando for necessário fazer algum tipo de customização (replace de TOKENS) no configuration plan do projeto. Nestes casos, o arquivo deve ser copiado e atualizado, sendo adicionadas as tags de replace necessárias. Por padrão, os tokens @managed.server.host, @managed.server.port e @partition.name são automaticamente substituidos pelos valores do hostname, porta e partition, respectivamente, buscando dados dos arquivos build_ENV.xml e global_build.properties. Deste modo, o arquivo build-customize.xml só precisa ser criado caso algum outro token adicional precise ser substituido. Por exemplo: nome de filas, caminhos de diretórios, endereço de serviços externos invocados, etc.
  • local_build.properties: arquivo de properties que deve ser copiado para a pasta raiz dos projetos SOA/BPM quando for necessário definir alguma property específica para este projeto. Normalmente este arquivo é necessário quando apenas o configuration plan deste projeto precisa ser customizado com alguma informação que ainda não exista nos demais arquivos de properties e que faça sentido apenas para este projeto.
  • war: arquivos utilizados na geração do WAR que representa cada um dos módulos web contendo os formulários das Human Tasks. Tanto a estrutura de diretórios interna quanto os arquivos existentes nela são apenas utilizados na geração do WAR de cada projeto, não devendo ser alterados.
  • .adf/META-INF: diretório que simula o diretório de uma aplicação SOA/BPM. Neste diretório estão os arquivos necessários para acessar o MDS. Os dois arquivos contidos nesse diretório são templates que o script de deploy utiliza como base (faz uma cópia) para criar o arquivo contendo as informações que efetivamente serão utilizadas para acessar o MDS durante o deploy.
  • adf-config.xml.seed.local: arquivo contendo o template de configurações necessárias para acessar o MDS local na máquina do desenvolvedor.
  • adf-config.xml.seed.server: arquivo contendo o template de configurações necessárias para acessar diretamente o MDS do servidor.
  • build_ENV.properties: arquivo de properties que contém as informações específicas de cada ambiente (desenvolvimento, homologação, produção, por exemplo). Deve ser criado um arquivo de properties por ambiente, sendo o nome ajustado de acordo (build_dev.properties, build_hom.properties, build_prod.properties, por exemplo). Os valores internos também devem ser ajustados para refletirem os valores de cada ambiente. Utilize o arquivo build_ENV.properties como template para construção dos arquivos específicos de cada ambiente.
  • custom-build.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para os projetos SOA/BPM. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy dos projetos.
  • custom-build-app.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para as aplicações Java. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-app-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy das aplicações.
  • custom-build-app-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de aplicações Java.
  • custom-build-app-mod.xml: script ANT que contém os targets que são expostos para os projetos de formulários das Human Tasks. É uma espécie de wrapper para o arquivo custom-build-app-mod-common.xml, expondo apenas os targets adequados para build e deploy dos projetos.
  • custom-build-app-mod-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy dos projetos de formulários das Human Tasks.
  • custom-build-common.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de projetos SOA/BPM.
  • developer_build.properties: arquivo que contém properties específicas do ambiente de desenvolvimento de cada desenvolvedor. Após baixar toda a árvore de diretórios do sistema de controle de versões, cada desenvolvedor deve customizar este arquivo de acordo com as suas opções de builde e deploy.
  • global_build.properties: arquivo que contém as properties globais do projeto. Neste arquivo estão armazenadas as propriedades que são comuns a todos os componentes do projeto e que não variam de acordo com o ambiente.
  • projects: este diretório irá conter todos os diretórios de projetos SOA/BPM criados, bem como as aplicações e projetos Java criado para os formulários das Human Tasks. Deverão ser armazenados nele os diretórios de projeto com toda a estrutura de pastas criada pelo jDeveloper. Apenas os diretórios de projetos devem ser armazenados, não devendo ser armazenado nele o diretório da aplicação. No caso da aplicação Java que conterá os formulários das atividades humanas, o diretório criado não é o diretório da Application criado pelo jDeveloper, mas apenas um diretório simples para organizar os projetos dos formulários, com so arquivos necessários para o seu build/deploy, de modo que o diretório da application criado pelo jDeveloper não deve ser armazenado.
  • forms: diretório que irá conter as aplicações e projetos Java dos formulários das Human Tasks.
  • <APLICACAO 1>: diretório de uma aplicação Java, com os arquivos de build e deploy copiados do template
  • <PROJETO 1>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <PROJETO 2>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <…>
  • <APLICACAO 2>: diretório de uma aplicação Java, com os arquivos de build e deploy copiados do template
  • <PROJETO 1>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <PROJETO 2>: diretório de um projeto de formulário de Human Task
  • <…>
  • <…>
  • soa: diretório que irá conter os projetos SOA/BPM.
    • <PROJETO 1>: diretório de um projeto SOA/BPM
    • <PROJETO 2>: diretório de um projeto SOA/BPM
    • <…>
  • shared: diretório que contém um projeto especial onde são armazenados os arquivos comuns (policies, wsdls e xsds) que serão importados para o MDS e compartilhados pelos diversos projetos.
  • mds/apps: diretório que representa a mesma estrutura interna do MDS onde devem ser armazenados os arquivos a serem compartilhados.
  • <NOME DO PROJETO/CLIENTE/AREA>: diretório com o nome do projeto/cliente/área, utilizado apenas para organizar os arquivos compartilhados. Em vez de apenas um diretório, pode ser uma árvore inteira de diretórios e arquivos. A estrutura interna desde diretório pode ser criada de acordo com as necessidades do projeto.
  • build.xml: script ANT que contém todos os targets necessários para build e deploy de arquivos compartilhados no MDS.
  • local_build.properties: arquivo de properties específico para customizar o build/deploy dos arquivos compartilhados no MDS.
  • shared.jpr: projeto jDeveloper criado para permitir que os desenvolvedores acessem os arquivos compartilhados de maneira fácil de dentro da ferramenta de desenvolvimento. Basta abrir o projeto dentro da aplicação criada no jDeveloper para ter acesso a estrutura de diretórios dos arquivos compartilhados.

Muito bem! E agora? Como fazemos pra usar tudo isso?

  • Para cada novo projeto SOA que for criado, um arquivo build.xml precisa ser copiado do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto;
  • Se for necessário realizar algum tipo de customização do build/deploy, os arquivos build-customize.xml e local_build.properties também precisam ser copiados;
  • Os scripts ANT necessitam obrigatoriamente que o configPlan seja criado para cada projeto. Esse arquivo de config plan deverá ter o mesmo nome do composite mais o sufixo “_configPlan” e será utilizado como modelo/template para gerar as informações específicas dos configPlans por ambiente.
    • Para criar o config plan, no JDeveloper clique com o botão direito sobre o arquivo composite.xml e selecione a opção “Generate Config Plan”. Aceite o nome padrão sugerido.
    • Substitua no arquivo de configPlan os dados que deverão ser personalizados para cada ambiente por tokens. Estes serão trocados durante o build/deploy pelas informações contidas nos arquivos de properties.
  • Os scripts ANT utilizam o build-customize.xml em conjunto com comandos de pesquisa/substituição para gerar o configPlan customizado para cada um ambiente. Se o seu projeto precisa de qualquer tipo específico de configuração por ambiente, copie esse arquivo do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto. Em seguida, atualize-o com todas as informações de busca/substituição necessárias para o seu projeto.
    • Crei uma instrução de busca/substituição para cada token criado no configPlan.
    • Se você possui qualquer propriedade no seu projeto que precise ser personalizada por ambiente, copie o arquivo local_build.properties do diretório /sca/bin/template para o diretório raiz do projeto e inclua nele todas as propriedades personalizadas.

Uma vez que toda a estrutura de arquivos estiver criada e configurada, é possível rodar os scripts ANT diretamente dentro do JDeveloper. Veja um exemplo abaixo:

Build e Deploy

Build e Deploy

Resultado do build e Deploy

Resultado do build e Deploy

Para concluir, relacionamos abaixo alguns assuntos que não foram tratados nesse posts e que podem ser utilizados em projetos para aperfeiçoar o uso do build + deploy:

  • repositório de arquivos: o diretório sca e seus sub-diretórios podem ser gerenciados usando qualquer tipo de sistema de repositório de arquivos, como SVN, CVS, TFS, GIT, etc. Contudo, normalmente os arquivos da “SOA Application” não são salvos no repositório, já que cada desenvolver deverá criar uma “SOA Application” vazia e incluir na aplicação os projetos que desejar, que estarão disponíveis no repositório (pasta /sca/projects). Também, quando um novo projeto for criado no JDeveloper, é importante cuidar para que ele seja salvo na pasta do repositório (/sca/projects).
  • atualização dos configPlan: atenção com os arquivos de configPlan: eles deverão ser atualizados cada vez que o projeto for alterado e novos dados sensíveis forem incluídos (exemplos comuns de dados sensíveis são hostname, porta e nome da partição do servidor para onde será feito o deploy ou então as informações de hostname e porta dos serviços externos).
  • uso do DVM para controle dos endpoints: uma opção ao uso dos arquivos de properties é a utilização do DVM do próprio SOA Suite para armazenar os endpoints. Isso é totalmente possível e já foi utilizado em projetos desenvolvidos pela iProcess.
  • na minha máquina funciona: o uso de um produto como o Hudson, Maven, etc para centralizar as tarefas de build e deploy é totalmente recomendável. É possível criar tarefas específicas de build e outras de deploy. No caso do build, ele pode ser configurado, inclusive, para buscar as informações diretamente no repositório de dados (SVN, GIT, etc), aumentado a confiança no código desenvolvido e o controle sobre as versões que são implementadas nos vários ambientes. Vai evitar situações do tipo “na minha máquina funciona“.
  • MDS: se esse assunto é novo para você, caro leitor, sugiro dar uma navegada no nosso blog, específicamente nesse artigo que trata desse assunto.

Esperamos ter contribuído para a melhoria dos seus processos de build e deploy no SOA Suite 11g.

Como manter a aderência ao modelo TO BE na automatização de processos

Num ciclo BPM típico, o processo TO-BE é desenhado em conjunto com a área de negócios.  A partir daí, de acordo com um conjunto de critérios e avaliações, pode-se optar por seguir o ciclo e efetuar a automatização deste processo numa ferramenta de BPMS.

Durante a implementação e testes de processos automatizados, um dos questionamentos mais recorrentes dos usuários de negócio é de como o fluxo do processo automatizado ficou diferente da visão TO-BE que foi desenhada com a participação deles. Frequentemente existe o questionamento de que o processo automatizado ficou mais “poluido” e com “muitas caixinhas a mais” em relação ao modelo TO-BE original.

Vejamos o processo fictício abaixo, desenhado em um nível mais genérico:

Modelo de Processo TO-BEO que podemos concluir deste processo?

  • Não existe a preocupação em detalhar em nível mais baixo/operacional as atividades, e sim mostrar uma visão de alto nível do processo, para auxiliar na compreensão do mesmo como um todo;
  • Algumas atividades podem estar ocultas, ou podemos ter uma atividade que encapsule outras (caso por exemplo da atividade “Geração e Envio da OC” – possivelmente 2 atividades separadas?);
  • Não está claro se as atividades são de responsabilidade de uma pessoa ou sistema;
  • Não fica claro qual exatamente é o responsável pela atividade, pois a divisão de roles foi feita em nível departamental, e não em papéis/funções (não entrando no mérito se esta seria a melhor abordagem de modelagem).

Este processo cumpre seu papel ao mostrar em um nível mais genérico qual o processo de execução de compras da empresa. Para fins de automação, no entanto, este processo não está no nível adequado. É necessário então um trabalho de levantamento no detalhe da execução deste processo, definindo todas as atividades, responsáveis, regras de negócio, automações, etc.

Vamos agora analisar o mesmo processo anterior, mas desenhado em um nível mais analítico, já em preparação para a automação:

Modelo de Processo TO-DOPodemos notar uma série de diferenças em relação ao processo anterior:

  • Atividades que na visão TO-BE eram uma só, agora foram separadas em atividades diferentes (atividades “Geração da OC” e “Envio OC fornecedor”). Percebam que o contrário também pode ser verdadeiro, ou seja: 2 ou mais atividades no modelo TO-BE podem virar apenas uma atividade no modelo automatizado;
  • O nível de granularidade do processo mudou: em vez de lanes em nível departamental, agora temos exatamente qual o papel/função que executa cada atividade;
  • Utilizando elementos visuais, foi especificado qual o tipo de cada tarefa (humana, automática, email);
  • Foi estabelecido um controle de tempo de execução das atividades, e envio de alertas por email caso as atividades não sejam executadas no seu prazo.

Assim, um processo que no nível TO-BE tinha apenas 3 atividades, virou um processo automatizado com 11 atividades. De certa forma, é fácil entender a perplexidade dos usuários, não?

Vamos tentar entender os motivos porque isso acontece. Durante o detalhamento do processo em preparação a automação, uma série de regras de negócio e de execução do processo são definidas, regras estas que não estavam visíveis no desenho do processo TO-BE. Isso acaba gerando necessidades adicionais na modelagem do processo automatizado, como por exemplo:

  • Buscar dados de apoio numa base de dados, para exibição nas atividades do processo;
  • Fazer transformação de dados entre atividades;
  • Buscar valores de parametrização utilizados pelo processo em sistemas de Back-Office;
  • Invocar procedimentos ou serviços específicos relacionados a regras do processo (ex: serviço institucional para calcular o prazo de uma atividade);
  • Etc.

A “multiplicação” de atividades no modelo automatizado em relação ao modelo TO-BE está ligado, principalmente, aos seguintes fatores:

  • Nível de detalhamento do modelo TO-BE. Em linhas gerais, quanto mais detalhado um modelo TO-BE, maiores são as chances do modelo automatizado ficar semelhante;
  • Recursos e possibilidades de automação da ferramenta de BPMS. Por exemplo, se a ferramenta de BPMS oferece mecanismos nativos para alertas por email, que estejam embutidas na própria configuração das atividades humanas, todas as atividades de alerta que temos no exemplo acima não seriam necessárias, como por exemplo a atividade “Alerta para enviar OC”.
  • O diagrama TO-BE que foi modelado numa ferramenta, mas implementado em uma ferramenta diferente, pode fazer com que uma tarefa que havia sido modelada de uma determinada forma tenha que ser, por restrições e características técnicas do BPMS, implementada de forma diferente.
  • perspectiva sob a qual o processo é modelado. Se o processo TO BE foi modelado unicamente sob a perspectiva de negócio (em que o controle do processo é executado por pessoas), ou se ele foi modelado já sob a perspectiva da automatização (em que o controle do processo é realizado pelo BPMS).

Percebemos, no mercado de ferramentas de BPMS, que existe um movimento no sentido de deixar a transição do modelo TO-BE para o modelo automatizado um pouco mais suave. Na última versão do Oracle BPM 11g, por exemplo, apenas 3 tipos de atividades (humana, serviço e regra de negócio) serão exibidas por padrão na trilha de auditoria dos processos, ocultando outras atividades mais técnicas (ex: adapters, scripts) que possam estar sendo utilizadas.

Podemos ver que não existe uma solução ou resposta simples para esta questão, em virtude da quantidade de fatores envolvidos que podem gerar esta diferença dos processos TO-BE em relação aos processos automatizados.

Uma forma de minimizar este impacto é que a equipe de tecnologia (analista de sistemas) se envolva no redesenho do processo, analisando juntamente com a área de negócio as melhorias tanto sob o aspecto de negócio quanto sob o aspecto tecnológico, de forma que o analista de sistemas traga para o TO BE a perspectiva do processo automatizado.

Caso de Sucesso – Aumento da produtividade e efetividade nos negócios do SICREDI com a adoção de SOA e BPM

Marcio Lermen, gerente de tecnologia do Sicredi

Durante o Oracle Open World 2012 em São Paulo, Marcio Lermen, gerente de tecnologia do Sicredi, apresentou como caso de sucesso a adoção da suíte de SOA e BPM da Oracle para a automação dos processos da organização e o uso do Oracle Exalogic como plataforma de hardware e software para dar alta performance a esta suíte.

De acordo com Marcio, a escolha destas tecnologias foi feita dado o desafio que o Sicredi tinha quanto a decisões e processos manuais em um cenário de negócio complexo, em que os processos estão distribuídos entre as cooperativas do sistema. A adoção destas tecnologias viabilizou o redesenho e automação dos processos, apresentando excelentes ganhos no controle da execução dos processos.

Dentre os benefícios obtidos com esta adoção, foi mencionado o ganho de tempo na execução de um processo. Em alguns casos, a automação de um processo (que antes era ad-hoc e feito via envio de e-mails e trocas de telefonemas) fez com que o ciclo de vida do mesmo, que costumava levar vários dias, pudesse ser realizado no mesmo dia. Além disto, foi mencionado o ganho de desempenho com o uso do Oracle Exalogic, que chegou na ordem de 4 a 6 vezes. Segundo Márcio, para conseguir esta performance foi preciso que todos os serviços envolvidos estivessem dentro do Exalogic.

Como pontos importantes apresentados por ele, foram citados os seguintes fatores:

  • o mapeamento e desenho do processo as-is e to-be antes da automação do mesmo;
  • a definição dos pontos onde serão gerados indicadores (que serão enviados ao BAM na execução) durante a definição do processo;
  • a quebra do processo principal em subprocessos menores, inclusive para facilitar o controle de versão e o desenvolvimento;
  • governança SOA, contendo uma arquitetura bem definida, além da necessidade de uma garantia de que a mesma será utilizada dentro dos projetos.

Foram mostrados alguns exemplos de processos criados utilizando Oracle BPM, sendo que muitos deles foram mapeados e criados em parceria com a iProcess.

É um orgulho para nós poder fazer parte de cases de sucesso em BPM do sicredi.

Timeout de atividades humanas no Oracle BPM

A necessidade de estipular prazos para que as tarefas humanas sejam realizadas é uma  característica constante nos processos automatizados.

Leia nesse artigo técnico um passo-a-passo de como implementar o uso de timeout no produto Oracle BPM 11g.

1. Timeout com expiração da tarefa

Se o objetivo é expirar a tarefa, retirando-a da lista de trabalho do usuário, o timeout pode ser setado diretamente nas configurações da tarefa humana, conforme segue:

A configuração deste tipo de timeout é semelhante no caso de tarefas humanas no Oracle BPEL 11g.

 

1.1. Definindo o timeout

Edite o arquivo .task de definição da tarefa. Conforme exibido na Figura 1 abaixo, na definição da tarefa, na aba “Deadlines” configure para expirar conforme um número fixo de dias, horas ou minutos a partir do início da tarefa; ou relativo a algum parâmetro definido no processo.

Note que a duração de tempo relativo em XML é expressa no formato P0Y0M0DT0H0M0S (http://www.w3schools.com/Schema/schema_dtypes_date.asp). Por exemplo, P2D equivale a 2 dias, e PT60S equivale a 60 segundos.

Se for preciso fazer cálculos com datas para calcular o timeout, existem no produto funções XPath para fazer adição ou subtração de durações de tempo com datas.

configuração do timeout na tarefa humana

Figura 1: configuração do timeout na tarefa humana

1.2. Avaliando no processo como a tarefa foi encerrada

Quando a tarefa é encerrada por timeout, seu status é alterado para expirada e o processo segue adiante. Então, se for preciso tomar alguma ação ou rota específica quando ocorrer o timeout, é preciso verificar nos dados de retorno como a tarefa foi encerrada.

Primeiro, é preciso salvar os dados de execução da tarefa em um dataobject, como exibido na Figura 2 abaixo:

mapeando o retorno dos dados da tarefa

Figura 2: mapeando o retorno dos dados da tarefa

Depois, numa tarefa de script extraia o valor do estado da tarefa com a expressão XPath:
string(bpmn:getDataObject(‘taskExec’)/ns:systemAttributes/ns:state)

Se o valor do estado for igual a EXPIRED, a tarefa foi encerrada por timeout ;-)

2. Timeout sem expiração da tarefa

É comum também que seja preciso implementar controle de timeout em uma tarefa, sem no entanto encerrá-la. Por exemplo, para enviar um email de aviso de atraso.

Nesse caso, não configure o timeout na aba ”Deadlines” da definição da tarefa. Ao invés disso, adicione um evento de timer de borda na tarefa humana, como mostra a Figura 3 a seguir:

timer de borda

Figura 3: timer de borda

Se o prazo de expiração for único, o timer pode por exemplo ser implementado como a adição de uma determinada duração a data atual no momento de criação da atividade:

xp20:add-dayTimeDuration-to-dateTime(string(xp20:current-dateTime()),concat(‘PT’,string(bpmn:getDataObject(‘timeout’)),’S'))

Se o timeout deve ser com base em uma data fixa, configure o timer como sendo do tipo Time Date, como mostra a figura abaixo.

timer de data fixa

Figura 4: timer de data fixa

Deixe desmarcada a opção “Interrupting Event” se a tarefa NÃO deve ser encerrada ao estourar o timeout. Se marcar essa opção a tarefa será interrompida quando ocorrer o timeout!

Se o timeout deve ser executado diversas vezes, ciclicamente, então é só marcar o timer como “Cycle” e lembrar que ele não deve ser do tipo “interrupting”:

timeout cíclico

Figura 5: timeout cíclico

Lembre-se que sendo do tipo cíclico, o valor da expressão que tem de ser setado é novamente uma duração. Por exemplo:
concat(‘PT’,string(bpmn:getDataObject(‘timeout’)),’S')

 

* Observação: as cópias de tela apresentadas são baseadas no produto Oracle BPM 11g – versão 11.1.1.4, porém as configurações citadas são igualmente válidas nas versões posteriores do produto, apenas variando um pouco o estilo das caixas de diálogo.