Sobre Kelly Sganderla

Kelly Sganderla é consultora de processos, atuando na análise e desenvolvimento de soluções para gestão de processos (Workflow e BPM) e como instrutora em treinamentos há 14 anos. É Bacharel em Ciência da Computação pelo Centro Universitário La Salle (UniLaSalle-Canoas) e CBPP - Certified Business Process Professional pela ABPMP. Sua vida profissional foi dedicada a estudar e consolidar experiência em análise de sistemas para automatização de processos. Foi analista responsável pela solução premiada com Medalha de Prata no Global Excellence Awards 2006 (Am. Latina) e participou ativamente da conquista da Medalha de Ouro no Global Excellence Awards 2003 (Am. Latina), ambos pela iProcess. Atuou e segue atuando em projetos de consultoria para metodologia, levantamento de requisitos para automação de processos, análise funcional, redesenho tecnológico e desenvolvimento de soluções em BPM em diferentes áreas como varejo, gestão de projetos, gestão de crédito, logística global e desenvolvimento de produtos, atendendo a clientes como Grupo Pão de Açúcar, SICREDI, Tribunal de Contas do RS, Lojas Renner, Casa & Construção entre outros.

Convite: Webinar BPMN – Modelando a comunicação entre processos

Sobre este webinar:
A comunicação entre participantes internos, externos e entre processos na modelagem BPMN, apesar de simples, pode gerar muitas dúvidas nas modelagens iniciais. Como represento que um participante passa o processo para o próximo? Como modelo a situação em que um fluxo quando termina deve dar início a outro? Neste webinar mostraremos como cada situação deve ser modelada de acordo com o uso padrão da notação, as diferentes abordagens possíveis e vantagens em cada uma.

Como funciona?
É simples: inscreva-se no webinar através do link do evento e você receberá um e-mail de confirmação.
[Atualizado: o evento foi realizado em setembro de 2015 - assista aqui o vídeo gravado!]

Na data e horário do evento, acesse o link indicado no e-mail usando um computador com fones e aguarde a seção começar.
Importante: chegue um pouco antes para garantir sua participação. O número de participantes assistindo ao vivo é limitado a 100 pessoas, e os lugares são disponibilizados por ordem de chegada!
Durante a apresentação, você poderá interagir com o instrutor enviando perguntas via chat, que serão respondidas ao final do seminário.

Webinares anteriores:
Confira os vídeos dos últimos webinares realizados pela iProcess em 2015:

Quatro fatores chave para o sucesso na implantação de processos automatizados

Quando automatizamos um processo de negócio, o próprio fluxo do processo passa a ser um requisito de software. Com ele outros requisitos podem compor a solução, como serviços que farão a integração do processo com os sistemas de informação envolvidos, telas desenvolvidas especialmente para apoiar o processo em funcionalidades que não existem nos atuais sistemas, estruturas de dados de apoio, entre outros.

A implantação de um processo automatizado envolve aspectos tradicionais de implantação de sistemas, mas alguns são definitivos para o sucesso da implantação.

Em nossos projetos, identificamos quatro fatores que definem o sucesso da implantação:

  • Gestão da mudança
  • Estratégia de implantação
  • Equipe de apoio
  • Suporte

Gestão da Mudança

A implantação de um processo automatizado gera um impacto grande na forma como ele é executado pelos participantes, forçando as pessoas a mudarem seu padrão de comportamento.

Não apenas quando um processo que era manual e gerenciado em papel ou planilhas e passa a ter suas informações e etapas executadas através do sistema (o que em si já é uma grande mudança), mas especialmente considerando que com um processo automatizado, os participantes passam a ter suas tarefas controladas pelo sistema.
É uma outra forma de realizar o trabalho, quando ele não é mais “puxado”, e sim “empurrado” – o motor de processos identifica quando uma tarefa do processo foi concluída e já disponibiliza a próxima tarefa na lista do próximo envolvido, “empurrando” o processo avante.

Como a organização é composta de pessoas, é natural que o comportamento dos participantes seja um fator crítico a ser gerenciado na implantação de um novo processo.

A curva da transição pessoal aplicada ao ânimo na adoção de um novo processo de trabalho (com base no material publicado em http://www.arraspeople.co.uk/project-and-programme-management-resources/project-management-newsletter-from-arras-people/project-management-newsletter-from-arras-people-archive-2013/project-management-tipoffs-project-management-change/)

Assim, a gestão da mudança na implantação de um processo automatizado é muito importante (ou até mesmo essencial!) de acordo com o grau de resistência dos participantes à nova forma de trabalhar.

Se o grau de resistência for muito grande, ações devem ser planejadas e executadas ao longo de todo o projeto de automação do processo. Se o grau de resistência for menor, as ações podem começar a ser executadas ao longo da homologação da solução.

Estratégia de implantação

A implantação de um processo automatizado precisa ser estudada para definir como poderá ser realizada a entrada em produção. A gestão do projeto responsável pela implantação poderá adotar uma estratégia gradual ou total.

A estratégia gradual determina um cronograma de implantação incremental.

Algumas abordagens para a definição do cronograma podem ser implantar gradualmente por áreas da organização (por exemplo iniciando com as áreas que apresentam menor resistência a mudanças, para então avançar para as demais áreas), ou então por tipos de processo (por exemplo, num processo de requisição de viagens, iniciando apenas para viagens nacionais e quando já estiver amadurecido, incluir o uso para viagens internacionais).

Esta estratégia de implantação pode ser recomendada quando existe muita resistência ao uso do sistema. Ela possibilita que garantir o sucesso nas implantações entre os grupos participantes das primeiras implantações gerem propaganda positiva da solução para o restante da organização, conquistando o interesse dos demais participantes.
É uma abordagem mais conservadora, mas que permite que eventuais problemas sejam corrigidos no decorrer da implantação, gerando menor impacto na credibilidade do sistema.

Já a estratégia total determina um marco de substituição do processo atual pelo novo processo automatizado.

Essa abordagem requer um maior planejamento, em especial se existem dependências ou integrações com outros sistemas. Quando há dependências ou integrações com outros sistemas a abordagem total pode ser a única alternativa, pois os sistemas envolvidos podem inviabilizar duas formas diferentes de trabalho.

Para alguns processos de negócio, essa também pode ser a única estratégia possível.
Na abordagem total, é fundamental um bom planejamento de treinamento dos usuários, equipes de apoio e suporte, e o apoio da alta direção é um fator chave para o sucesso da adoção do novo processo.

É uma abordagem mais arriscada, mas se bem sucedida, encurta o prazo de implantação e as melhorias podem ser percebidas no curto prazo.

Equipe de Apoio

Na implantação de processos, é importante prever um grupo de pessoas que, nos primeiros tempos de uso do novo sistema, serão o apoio aos usuários.

Esta equipe tem como responsabilidades: esclarecer dúvidas e apoiar usuários na utilização das funcionalidades desenvolvidas para o processo automatizado, identificar eventuais defeitos ou problemas do processo e encaminhar ao suporte e até mesmo validar correções para os defeitos reportados antes da entrada da solução em produção.

A boa preparação da equipe de apoio passa por treinamentos, documentação de uso do sistema, documentação de problemas recorrentes e formas de resolução.
O cenário ideal é que a equipe de apoio seja interna, envolvendo participantes do próprio processo.

Em uma estratégia de implantação total, a boa preparação da equipe de apoio é fator determinante para o sucesso da adoção da solução.

Suporte ao sistema

Muitas vezes negligenciado, é importante lembrar que o processo automatizado é um sistema de informação, e como tal também pode apresentar defeitos.

O ideal é que a definição de como acontecerá o atendimento de suporte ao sistema deve ser definida e acordada no início da implantação.

O suporte pode ser prestado por equipe interna (da própria organização) ou externa (empresa contratada para dar suporte ao sistem). Em alguns casos é comum dividir o suporte em Nível 1 (primeira triagem) e Nível 2 (problemas mais complexos), sendo o Nível 1 gerenciado pela própria organização e o Nível 2 atribuído a uma empresa terceira especializada no suporte a este tipo de sistema.

Se o contrato for externo, é prudente prever horas ou cláusulas para melhorias, pois é comum nos primeiros tempos de uso surgirem requisições de melhorias.
Se o contrato de suporte for interno e o desenvolvimento foi externo, deve ter ocorrido repasses para a equipe interna ao longo do projeto.

No início da implantação, o nível de serviço (SLA) para o suporte devem prever prazos de resposta mais rápidos possíveis, pois a demora no atendimento pode acarretar em perda de credibilidade no sistema.

 

A atenção a estes quatro fatores chave pode ser decisiva no successo da implantação da solução automatizada.

Estudo de caso: Boas práticas no uso de gateways em BPMN

BPMN é a melhor notação para representar a lógica da execução de um processo de negócio, mas um processo bem mapeado na notação passa pela escolha certa no uso dos elementos da notação. Muitas vezes, não há uma forma única de representar um processo, mas com certeza o contexto do processo poderá nos ajudar a definir a forma de criar o diagrama de forma mais clara.

As ferramentas de mapeamento aderentes à notação BPMN nos ajudam a nos certificar se o diagrama que criamos está correto, mas ele consegue apenas validar se os elementos estão conectados da forma correta.

Por exemplo, no processo abaixo, inspirado no caso de um leitor que recentemente nos encaminhou esta dúvida:

No processo, a lógica que estamos tentando mapear é de que, depois da tarefa "Verificar documentos", pode ou não necessitar "Digitalizar documentos" e pode ou não necessitar "Confirmar se documentos são válidos". Ou seja, há casos em que realiza só uma dessas tarefas, as duas, ou em algumas situações nenhuma, indo direto para "Analisar documentação".

Você identificou algum problema no uso da notação? Mas tem, e a ferramenta (no caso o Bizagi) avisou:

Mensagem de erro na validação de diagrama do Bizagi: "Um gateway deve ser usado para dividir em fluxos distintos ou unificá-los em um único; os dois comportamentos no mesmo gateway não é suportado."

Olhe novamente. O gateway exclusivo “Precisa verificar a autenticiade?” tem duas entradas e duas saídas. Pela notação BPMN, o gateway exclusivo pode ser de divisão (split) ou de unificação (merge) do fluxo. Usar um mesmo gateway para representar as duas coisas pode gerar confusão tanto na interpretação humana quanto se o processo for ser automatizado.

A solução para isso seria separá-lo em dois – um para unificar os fluxos que vêm do gateway anterior e outro para verificar a condição para dar seguimento ao fluxo, assim:

Desta forma, garantimos que a lógica do processo esteja íntegra na sua representação. Entretanto, isso faz com que o processo tenha três gateways encadeados, o que não é muito legal. Neste caso, o que podemos recomendar?

Se a lógica implica em uma combinação de execução de atividades “e-ou”, podemos usar o gateway inclusivo. Este tipo de gateway tem o propósito de gerenciar a divisão/unificação do fluxo de acordo com uma combinação de possibilidades. Como resultado, teríamos o processo modelado assim:

O gateway "Providências especiais" identifica se o processo precisa ser digitalizado, se precisa de verificação de autenticidade, de ambas as tarefas ou de nenhuma delas.

Veja que algumas boas práticas foram agregadas para dar ainda mais legibilidade ao processo:

  • Nomear os conectores que saem do gateway de acordo com a condição que leva àquela transição: Por exemplo, a seta de cima implica na necessidade de digitalização, e a de baixo na verificação de autenticidade. Evite usar verbos no infinitivo pois as setas não representam uma ação a ser realizada, e sim uma condição que deve existir para que o fluxo siga aquele caminho.
  • Transformar a transição do meio em “default” (ou padrão), que tem uma linha cruzada na origem do conector. Esta é a forma de se dizer em BPMN que, se o gateway não identificar nenhuma condição, então ele segue pela default.
Para entender mais sobre os diferentes tipos de gateways básicos da notação BPMN, confira também este artigo:
http://blog.iprocess.com.br/2012/11/um-guia-para-iniciar-estudos-em-bpmn-ii-gateways/

Novos webinares sobre BPM e BPMN da iProcess

Este é nosso 100º artigo publicado no blog da iProcess! Em nome da nossa equipe de colaboradores, que semanalmente compartilham conhecimento e experiência com a comunidade de gestão por processos através de nosso blog, nosso muito obrigado!

Para comemorar, temos uma notícia especial: a partir de agosto, a iProcess apresentará uma série de seminários online gratuitos sobre BPM e BPMN! Confira os próximos eventos:

  • Tema: Introdução à notação BPMN
    Dia 28/08/2014, às 10h.
    Com duração de 1 hora, este webinar apresentará a notação, seus principais elementos e usos.
    >> Inscreva-se já! (evento finalizado, veja a gravação aqui)
     
  • Tema: Benefícios e Potencialidades da Automação de Processos
    Dia 05/09/2014, às 15h30.
    Neste webinar, apresentamos como a tecnologia pode apoiar a execução e controle dos processos de negócio das organizações, os benefícios e potencialidades destes recursos. Duração de 1 hora.
    >> Inscreva-se já! (evento finalizado, veja a gravação aqui)
     
  • Tema: Primeiros Passos para a adoção de BPM na minha organização: da venda interna à escolha do primeiro processo
    Data reprogramada! 25/09 às 10h
    Neste webinar com duração de 1 hora, compartilhamos orientações práticas para profissionais envolvidos em iniciativas de adoção de BPM mas têm dúvidas de como começar.
    >> Inscreva-se já! (evento finalizado, em breve disponibilizaremos a gravação)
     
  • Tema: Primeiros passos para a Adoção de BPM na Minha Organização: Desafios do Primeiro Projeto
    Data reprogramada! 02/10 às 10h
    Neste webinar, damos seguimento ao tema da adoção de BPM nas organizações, compartilhando os desafios comumente enfrentados no primeiro projeto. Duração de 1 hora.
    >> Inscreva-se já!
    https://attendee.gotowebinar.com/register/5376585832758612225
     
  • Tema: BAM – Conceitos, benefícios e demonstração
    Data reprogramada! 16/10 às 10h
    Uma edição especial de webinar para explorar os conceitos e benefícios da adoção de Business Activity Monitoring (BAM) para o monitoramento de processos de negócio. Duração de 1 hora.
     
  • Tema: Motivadores e Desafios de um processo de seleção de plataforma de BPM
    Data reprogramada! 30/10 às 10h
    Um webinar para falar sobre as necessidades que geram a adoção de suíte BPM nas organizações e os desafios enfrentados pelos profissionais envolvidos no processo de escolha da ferramenta.

Como funciona?

É simples: inscreva-se no webinar através do link do evento e você receberá um email de confirmação.
Na data e horário do evento, acesse o link indicado no email usando um computador com fones e aguarde a seção começar.
Importante: chegue um pouco antes para garantir sua participação. O número de participantes assistindo ao vivo é limitado a 100 pessoas, e os lugares são disponibilizados por ordem de chegada!
Durante a apresentação, você poderá interagir com o instrutor enviando perguntas via chat, que serão respondidas ao final do seminário.

Quer ser avisado por e-mail quando iniciarmos as inscrições para os próximos webinares?

Acesse www.iprocess.com.br/contato, preencha o formulário e receba notícias sobre nossos webinares e treinamentos!

Na hora de escolher a plataforma de BPM…

"Mas o que é mesmo que nós precisamos?"

O fato da iProcess ser uma consultoria com longa história, construída no estudo e implementação de soluções para processos através de tecnologias como workflow e BPMS, nos coloca em uma posição bastante interessante em relação ao mercado: entendemos como as soluções de automação funcionam, como é a sua arquitetura, o que as faz iguais e diferentes.

Isso possibilita dizermos então que nossa ferramenta favorita é, na verdade, a solução que mais se encaixa nas necessidades organizacionais, financeiras, culturais e tecnológicas dos nossos clientes.

É por isso que, quando as pessoas nos comentam que estão testando as soluções X, Y e Z e nos perguntam qual indicaríamos, ou qual é o melhor, a nossa resposta é “depende”. Depende porque, em nossos anos de experiência automatizando processos, chegamos à seguinte conclusão: não é uma questão de qual software é melhor comparado a outro software, mas qual é o software que melhor se encaixa às reais necessidades da organização.

Descobrir a solução que apresenta a melhor relação de custo e benefício em BPM requer uma análise que vai além de verificar funcionalidades que uma tenha e a outra não. Ela passa por questões como:

      • “Qual o tamanho da organização em termos de usuários e sistemas que integram os processos de negócio, e qual a perspectiva de crescimento para os próximos anos?”
      • “Como a companhia está estruturada – ela existe em um local centralizado ou se espalha por diferentes locais e regiões? Qual o impacto disso nos usuários dos processos automatizados? Precisamos de um software que suporte multi-línguas e multi-moedas?”
      • “A infraestrutura de TI da organização já tem um direcionador de plataforma tecnológica que pode impactar nesta decisão?”
      • “O que mais a organização precisa deste software além da simples automação dos passos a serem executados no processo automatizado? Monitoramento e ação em tempo real? Arquitetura dos processos de negócio? Ferramentas e metodologias de análise de processos? Posso ter isto em apenas um software ou precisarei de múltiplas ferramentas para cobrir meu ciclo de melhoria contínua de processos?”
      • “Que tipo de processos planejamos automatizar? Quantos? Com que frequência eles são executados, e o software está preparado para gerenciar a quantidade de instâncias?”
      • “O processo que modelamos é o processo que será executado, ou precisa ser transformado em outras linguagens antes de rodar, como do EPC para BPMN, ou do BPMN para BPEL, ou ainda de uma notação gráfica para algo que só o BPMS entende? Consideramos isto aceitável?“
      • “Que outras soluções de software precisarão ser integradas: ERP, BRM, BAM, ECM, etc?”
      • “Que tipo de suporte o fornecedor da solução está preparado para oferecer enquanto desenvolvemos a automatização do processo e após a implantação?”
      • “Onde encontramos profissionais que conheçam o software com a profundidade suficiente para implementar as complexidades naturais dos processos, que vão além do simples workflow de sequência de atividades?”
      • “O quão sólida é a empresa por trás do software – quais os riscos do mesmo ser adquirido por outra empresa gerando mudanças e mais mudanças na plataforma?”

Você percebe que dependendo da organização, o peso e a resposta a essas perguntas podem gerar avaliações bem diferentes?

São tantas questões que precisam ser consideradas neste processo de escolha – e que vão além da simples comparação de funcionalidades, que já consolidamos uma planilha de avaliação com centenas de critérios a avaliar (e que inclusive faz parte do nosso treinamento e pacote de consultoria em Seleção de Plataformas de BPM).

É claro que boas opiniões de quem já usa a ferramenta são essencialmente importantes. É parte do processo de escolha de uma plataforma, mas pode não ser a resposta para a organização.

Há tanto software de BPM sendo oferecido no mercado, que recomendamos sempre que antes de escolher uma ou outra solução para “testar”, por sorte ou porque alguém disse que era boa, considere as reais necessidades da organização – e então escolha aquelas sobre as quais realmente vale a pena investir tempo na avaliação.

Nossa equipe já atuou em projetos utilizando diferentes soluções de BPM. Todas elas são muito boas. É apenas uma questão de entender quais as verdadeiras necessidades da empresa.

Veja mais artigos sobre o tema da escolha de plataforma de BPM publicados aqui mesmo no blog da iProcess:

 


O que BPM tem a ver com requisitos de software? Tudo!

Muitas organizações estão buscando adotar BPM (Gestão por Processos de Negócio) como disciplina gerencial. Isto quer dizer que a empresa começa a se organizar e ter seus negócios gerenciados com base em processos de negócio bem estabelecidos, que definem o quê a organização realiza para transformar matéria prima (ou informações) em produtos e serviços.

Conhecer os processos leva a uma série de benefícios para a gestão da organização, mas de forma especial:

  • Possibilita ter uma visão mais clara de como os clientes participam do negócio da empresa
  • Possibilita que a empresa se organize ajustando seus processos para atender os objetivos do planejamento estratégico
  • Possibilita olhar para o quê e como as áreas da empresa interagem para entregar produtos e serviços, de ponta a ponta (do recebimento de materiais/informações, passando por todas as etapas de transformação e agregação de valor até que o produto/serviço seja entregue).

Com isso, torna possível também à organização identificar situações onde pode gerar grande inovação, destacando-se no seu mercado por um produto de muito mais qualidade, ou muito menor custo – tendo como meta atender à expectativa dos clientes.

Então o processo de negócio bem definido nos ajuda a entender o quê a organização faz, não apenas dentro das áreas, mas também como o processo passa de uma área para a outra.

E o que isto tem a ver com requisitos de software?

Sabendo o quê é preciso fazer (e eliminando aquilo que é feito sem necessidade), a organização pode definir melhor como faz. E o como passa pelos recursos utilizados, inclusive, de software. Como uma pessoa realiza uma determinada atividade de um processo? Usando o sistema X. E o que é necessário para ela interagir com os sistemas nesta etapa do processo? Isso é que determina, da forma mais assertiva, os reais requisitos de software que o sistema precisa ter para que as pessoas façam o que precisa ser feito e como deve ser feito!

As integrações entre sistemas, as interfaces e casos de uso para a interação do usuário com o sistema, quais informações o usuário precisa obter, gerar, editar para poder concluir aquela atividade – tudo isso pode ser identificado e definido com maior clareza se temos a visão do processo.

Pense só: com a visão de processo, é possível identificar claramente que informações um participante de processo precisa gerar, para que os participantes das próximas etapas (que estejam por exemplo em outras áreas) possam fazer a sua parte. E com isso, conseguimos definir de forma assertiva tudo o que (e nada mais que) o usuário precisa fornecer em termos de dados no sistema para que o trabalho continue sendo realizado nas áreas seguintes com o menor risco de falta de informações e de erros possível.

Nós da iProcess (junto com muitos profissionais de processos que atuam na frente de tecnologia) acreditamos que o processo de negócio deve guiar a identificação dos requisitos de software. Esta abordagem se reflete na qualidade e aderência do software às necessidades do negócio quando a solução é implantada.

Veja resultados efetivos dessa abordagem nos cases implementados da iProcess.


Entendendo o Quadrante Mágico do Gartner para iBPMS

Todos os anos o Gartner, empresa americana de pesquisa e assessoria em tecnologia da  informação, analisa o mercado de tecnologia para mais de 60 tipos de diferentes de software – entre eles as plataformas tecnológicas para BPM. Os relatórios anuais buscam oferecer uma análise qualitativa do mercado, suas tendências, maturidade e participantes, gerando insumo importante para avaliar as soluções oferecidas, e tem sido uma importante ferramenta para apoiar a avaliação e escolha de tecnologia de suporte às iniciativas da gestão por processos.

O relatório Gartner para o mercado de BPMS/iBPMS

Até 2011, o Gartner avaliava todas as soluções para controle automatizado de processos como “BPMS” (Business Process Management Suites). Em 2012, a organização vislumbrou uma tendência de negócio que implicou em uma nova oportunidade de utilização para estas ferramentas. No relatório “The Trend Toward Intelligent Business Operations”, a instituição relata que gestores têm sido requisitados a tomar decisões mais rápidas e assertivas “fazendo menos com mais” em um contexto de negócio dinâmico e em constante mudança. Assim, para superar o desafio criado pela necessidade de melhorar a visão organizacional sobre suas operações e ambiente de negócios, as organizações tem buscado desenvolver a capacidade de tornar suas operações de negócios mais inteligentes, integrando análise aos seus processos e às aplicações que os sustentam.

Assim, o Gartner identificou a operação inteligente de negócios (ou IBO, Intelligent Business Operations) como um novo cenário de uso para as suítes de BPM. Mas para atender estas necessidades, estes produtos precisam evoluir a uma nova geração de software, que a organização chamou de iBPMS (Intelligent Business Process Management Suite).

De acordo com o Gartner, um iBPMS deve conter todas as 10 capacidades chave a seguir:

  • Um motor de orquestração da execução do processo para guiar o progresso do trabalho estruturado ou não estruturado.
  • Um ambiente de composição baseado em um modelo para o desenho do processo, suas atividades e artefatos
  • Gerenciamento da interação com o conteúdo para suportar o progresso do trabalho baseado em mudanças no próprio conteúdo do processo (como documentos, imagens e áudio)
  • Gerenciamento da interação humana para possibilitar que as pessoas possam interagir naturalmente com os processos em que estão envolvidas
  • Conectividade entre processos e recursos que controlam, como pessoas, sistemas, dados, ocorrência de eventos, objetivos e indicadores de desempenho (KPIs)
  • Análise ativa (em alguns casos denominado continuous intelligence, ou ”inteligência contínua”) para monitorar o progresso das atividades, analisar atividades e mudanças no processo e o que mais estiver envolvido
  • Análise sob demanda para possibilitar suporte à decisão ou decisões automáticas baseadas em análise preditiva ou otimização tecnológica
  • Gestão de regras de negócio pra guiar e implementar agilidade ao processo e garantir aderência ao negócio
  • Gestão e administração para monitorar e ajustar aspectos técnicos do iBPMS
  • Um registro/repositório para busca e reuso de componentes de processos.

Com esta revisão, o número de soluções avaliadas mudou sensivelmente de 27 em 2011 para 13 fornecedores em 2012. Em 2014, o relatório aponta 14 soluções avaliadas.

Em geral, os relatórios do Gartner Group são comercializados e requerem permissão para serem distribuídos.
O relatório do Quadrante Mágico para iBPMS de 2014 foi publicado pela instituição em março e pode ser obtido neste endereço: https://www.gartner.com/doc/2684315.

O Quadrante Mágico para iBPMS

Um dos principais componentes do relatório do Gartner é o Quadrante Mágico (ou MQ, de Magic Quadrant), que mostra as posições relativas dos concorrentes do mercado avaliado.

O Quadrante Mágico é um gráfico formado pelo cruzamento dos eixos horizontal e vertical, que formam quatro áreas. O eixo vertical representa a capacidade do produto de executar aquilo a que se propõe (hability to execute), enquanto o eixo horizonal representa o quão completa é a visão aplicada ao produto da empresa em relação a tecnologia (completeness of vision).

Para identificar a capacidade de executar de um produto, são avaliados critérios como:  a composição do produto ou serviço, a viabilidade da solução a longo prazo, o formato de vendas e precificação, capacidade de resposta ao mercado e concorrentes, execução mercadológica, experiência dos usuários e operações.

A completude de visão (completeness of vision) é medida através dos critérios de entendimento do mercado, modelo de negócio, estratégias de marketing, de vendas, de oferta do produto, de atendimento a segmentos de mercado, de distribuição geográfica e capacidade de inovação.

As áreas formadas pelo cruzamento desses eixos classificam as soluções em:

  • Challengers (desafiadores): Soluções com boa capacidade de execução mas que não agregam tanto em inovação;
  • Leaders (líderes):Soluções que possuem maior grau de inovação e entregam o que prometem.
  • Niche Players (fornecedores de nicho de mercado): possuem produtos em geral focados em um nicho específico, apresentando baixo nível de inovação e de entrega.
  • Visionaries (visionários): soluções que possuem alto nível de inovação mas menor capacidade de entregar o que se propõem.

Através do gráfico fica mais fácil realizar uma análise comparativa das soluções, uma vez que quanto mais para cima e para a direita, melhor está posicionada no quadrante. Além do quadrante, porém há outras informações importantes nestes relatórios que precisam ser levadas em conta:

Observe o progresso da solução através dos relatórios.
Os relatórios são emitidos anualmente, e possibilitam assim identificar as soluções melhor posicionadas, mas também, comparando-se os quadrantes dos relatórios anteriores, identificar o quanto o fabricante está investindo em estabilizar ou melhorar sua solução.

Entenda o que levou ao posicionamento de cada solução no quadrante.
Além do gráfico, cada solução é descrita pelo Gartner apontando seus pontos fortes e pontos de atenção, que podem fazer a diferença em relação às expectativas do cliente.

Considere a presença da empresa no Brasil.
Os relatórios do Gartner analisam soluções com perfil global, o que muitas vezes não se reflete no mercado brasileiro. Muitas das empresas avaliadas pelo Gartner têm pouca (ou nenhuma) base instalada no Brasil, o que pode implicar em dificuldades para se obter suporte e atenção do fornecedor durante a execução dos projetos – sobretudo quando começam a surgir as complexidades dos processos.

Existem boas soluções além do MQ.
Muitos outros BPMS e iBPMS existem além dos que são mostrados no Quadrante Mágico, em geral porque são fornecedores de menor porte, ou porque são novos no mercado e possuem uma base de clientes em produção reduzida, ou porque não atingiram todos os critérios da nova classificação. No Brasil sabemos que há soluções muito boas de BPM que não foram avaliadas pelo Gartner. Entenda os critérios de corte relatados pelo Gartner e considere se podem ser aplicados à sua situação.

Fazendo uma boa escolha de aquisição de BPMS/iBPMS

O relatório do quadrante mágico do Gartner é uma ferramenta muito interessante de análise comparativa de soluções oferecidas no mercado, mas uma aquisição segura não deve se restringir a esta avaliação.
Confira estes artigos para entender mais sobre os pontos de atenção a serem considerados na hora de escolher que solução adquirir para a organização.

Está avaliando uma plataforma de BPM para sua organização? Conte com a experiência da iProcess!
Saiba como podemos ajudá-los através de:
- Workshop de Seleção de Plataforma de BPM
- Consultoria de apoio à Seleção de Plataforma de BPM.

Certificações para profissionais de Processos de Negócio

Crédito da foto: albertogp123 - via photopin.com (cc)O mercado de profissionais para atuar em iniciativas de Gestão por Processos está bastante aquecido. Não há uma pesquisa formal, mas uma percepção geral de que bons profissionais que atuem em iniciativas de processos estão fazendo falta no mercado.

Esta área de atuação ainda está se consolidando em muitas organizações, e o grupo de profissionais que se envolvem nestas iniciativas variam bastante não apenas de acordo com o porte da empresa, mas também com o nível de maturidade da organização das práticas de gestão de processos.

Por isto mesmo, as certificações para validar conhecimentos e experiência de profissionais da área têm ganhado grande importância.

Certified Business Process Professional (CBPP)

A certificação CBPP é uma das que mais vem crescendo no Brasil, impulsionada principalmente pela forte presença do capítulo brasileiro da Association of Business Process Management Professionals – ABPMP (www.abpmp-br.org), a instituição certificadora. A certificação CBPP está para o profissional de processos assim como o PMP (e respectivamente o PMI) estão para profissionais de projetos.

O objetivo desta certificação é validar o conhecimento e experiência do profissional em iniciativas relacionadas à gestão de processos. Por este motivo, para realizar o exame do CBPP existem pré-requisitos que precisam ser atendidos, como ter experiência comprovada em iniciativas de gestão de projetos. Ao se inscrever para o exame, o profissional recebe uma cópia impressa do Corpo Comum de Conhecimento em BPM (o BPM CBOK), que encontra-se na versão 3 e já está traduzido para o português.

O exame é baseado principalmente no conteúdo desta obra, mas requer também realizar algumas análises sobre as questões que em geral são obtidas com base na vivência. Para fazer o exame precisa também participar do evento BPM Boot Camp, que são 3 dias de discussão sobre os temas do CBOK (o que também ajuda a fazer uma revisão geral do conteúdo). O exame costuma ser na manhã do quarto dia. A prova é em português e sua realização é presencial mas o profissional responde no próprio computador e o resultado sai na hora.

A CBPP é uma certificação única e renovável a cada três anos; uma forma da ABPMP garantir que o profissional certificado está se atualizando e continua exercendo as práticas de BPM. Embora o exame seja realizado pela ABPMP do Brasil, a certificação tem valor internacional.

Informações sobre a certificação:
http://www.abpmp-br.org/certificacao-cbpp/
Informações sobre a entidade certificadora:
http://abpmp-br.org/
Lista de profissionais certificados (no Brasil):
http://www.abpmp-br.org/profissionais-certificados/

 * Atualização: links para o site da abpmp-br atualizados em junho/2016.

OMG Certified Expert in BPM (OCEB 2)

A certificação OCEB é uma certificação concedida pela Object Management Group, a OMG (www.omg.org). A OMG é uma entidade padronizadora, responsável por diversos padrões técnicos. Os mais conhecidos pela área de tecnologia são o UML e CORBA, mas esta organização mantém centenas de especificações técnicas de linguagens, notações e padrões para diversas aplicações.

O foco da certificação OCEB portanto não está na experiência do profissional em processos, mas a verificação do seu conhecimento e domínio sobre conceitos e padrões, em especial os mantidos pela OMG para processos de negócio, como: Business Motivation Model (BMM),  Process Model and Notation – BPMN, Business Process Definition Metamodel (BPDM), Case Management Model and Notation (CMMN) entre outros. Também são tratados frameworks de qualidade e governança como SOX, COBIT, ITIL, Six Sigma e Lean.

A certificação OCEB é na verdade dividida em cinco titulações distribuídas em três níveis. A certificação básica é a OCEB Fundamental. Os dois níveis seguintes são segmentados em conhecimentos técnicos ou de negócio: Business Intermediate e Technical Intermediate, e então Business Advanced e Technical Advanced. Assim, para o profissional poder confirmar domínio e conhecimento sobre todos os aspectos de BPM, sob a perspectiva da OMG, precisará passar por cinco exames, ou então poderá escolher uma linha específica (negócio ou técnico) e realizar três exames até obter o nível avançado.

Para fazer o exame não há pré-requisitos. Basta estudar a bibliografia relacionada ao respectivo exame, realizar a aquisição do voucher e na data marcada vai ao local fazer o exame. A prova é em inglês.

Recentemente a OMG anunicou a OCEB 2. Isto porque até agosto de 2013 o exame ainda era baseado na especificação da notação BPMN v1.1. Assim, a OCEB 2 é, na verdade, a atualização da certificação para verificar conhecimentos sobre a BPMN 2.0, que é a sua especificação mais recente (veja neste vídeo em nosso canal do youtube o que mudou com a nova versão de BPMN).

Informações sobre a certificação:
http://www.omg.org/oceb-2/
Informações sobre a entidade certificadora:
http://www.omg.org/
Lista de profissionais certificados:
http://www.omg.org/cgi-bin/searchcert.cgi

 

Outras certificações para profissionais em BPM

Embora CBPP e OCEB sejam as principais certificações conhecidas no mercado, existem outras entidades internacionais que oferecem certificação para profissionais de processos, em geral concedidos por entidades educacionais.

Estas certificações tem se apresentado pouco expressivas na comunidade de BPM, sobretudo no Brasil. Algumas delas são:

  • Certified BPM Professional (CBPMPSM), concedida pelo BPMInstute.org, é baseada em literatura indicada no site. Os exames são presenciais e acontecem nos eventos realizados pela organização na Austrália, Europa e Estados Unidos (http://www.bpminstitute.org/certification).
  • Certified Professional in Business Process Management (CPBPM), titulação obtida através do programa educacional em gestão de processos de negócio da Villanova University (http://www.villanovau.com/online-certificates/bpm-certificate.aspx).
  • Certification in Business Process Management (P.BPM), certificação concedida pela instituição educacional BPM Council e International BPM Institute (http://www.bpmcouncil.org/).

 

Certificações profissionais em soluções de BPM (BPMS)

Com a expansão da utilização das soluções para automatização e gerenciamento de processos de negócio, os fornecedores de produtos perceberam a necessidade de formar e certificar profissionais que demonstrem conhecimento profundo e domínio das ferramentas que compoem o produto.

Estas certificações também são bastante valorosas, sobretudo para os profissionais envolvidos no desenvolvimento das soluções com um produto específico. Em geral são certificações bastante técnicas, muito mais focadas em como o profissional interpreta uma situação de negócio e identifica, dentro das capacidades do produto, a melhor forma de implementá-la. Dependendo do fornecedor, a verificação deste conhecimento pode ser realizado através da comprovação de implementação de processos, desenvolvimento de um case enviado pelo fornecedor, exame de conhecimentos teóricos e arquiteturais e até mesmo apresentação de atestados da empresa que teve soluções implementadas pelo profissional.

Conhece outras certificações que não foram citadas? Ajude-nos a manter esta postagem atualizada enviando links para as certificações que você conhece através dos comentários deste artigo.

 


Você sabia que a iProcess conta com uma equipe especializada e certificada internacionalmente?
Confira nossas certificações corporativas e profissionais no site:
www.iprocess.com.br/quem-somos/certificacoes/

BPMN: Introdução ao Diagrama de Conversação

Com sua versão 2.0, oficialmente lançada em 2011, BPMN não apenas adicionou novos elementos ao diagrama de processo, mas também propôs dois tipos de diagramas complementares, que possibilitam obter perspectivas diferenciadas sobre o processo: o Diagrama de Coreografia e o Diagrama de Conversação.

O Diagrama de Coreografia apresenta uma visão bastante interessante da interação entre processos, especialmente em processos business-to-business, onde há diversas partes interessadas envolvidas. Ele abstrai as particularidades da lógica do processo mapeado no diagrama de orquestração (aquele que já conhecemos bem) e foca na sequência e as dependências envolvidas na troca de informações do processo com agentes externos. Esse diagrama já foi apresentado em nosso blog nos artigos: BPMN 2.0 – Novos Diagramas e Elementos: Introdução a Coreografia e Coreografia no detalhe.

Neste artigo, vamos falar sobre o Diagrama de Conversação.

Diagrama de Conversação (Conversation Diagram)

O Diagrama de Conversação tem o propósito de dar visibilidade sobre os participantes do domínio do processo. Neste diagrama, o foco não é a lógica do processo, mas a comunicação: quem são os participantes e sobre o quê eles “conversam”.

O Diagrama de Conversação pode ser facilmente extraído de um Diagrama de Processo.

Neste diagrama, os participantes são as pools. Todas elas são representadas como “black pools” (o fluxo do processo dentro delas não é visualizado), colocando o foco da atenção da modelagem na troca de mensagens entre elas.

As mensagens podem ser agrupadas por assunto, criando os nodos de conversação (conversation nodes).

Por exemplo:
Em nosso processo “Vender Livros via Web” (que está no nosso Guia de referência rápida BPMN 2.0), temos a Loja (que é quem executa este processo) e que se comunica com o Cliente e com a Editora.

Diagrama de Orquestração: Processo de Negócio "Vender Livros via Web"

Então neste processo, temos claramente três participantes: a Loja, o Cliente e a Editora (que pode ser mais de uma, já que o subprocesso “Encomendar obra” ocorre múltiplas vezes, enviando listas de títulos às diferentes editoras envolvidas no pedido com obras faltando em estoque).

Diagrama de Conversação: os participantes do processo do exemplo Vender Livros via Web

Com o Cliente, a Loja conversa sobre o pedido de livros, o pagamento do pedido de livros (envio do título de cobrança e confirmação de pagamento) e a entrega do pedido de livros (envio dos livros vendidos e confirmação de recebimento).

Com a(s) Editora(s), a Loja conversa sobre encomenda de títulos (lista de títulos e entrega da encomenda).

Essas “conversas” podem ser descritas detalhadamente, apresentando a troca de mensagens entre os participantes:

Ou agrupadas, reunindo as “conversas” por assunto usando os elementos de nó de conversação (conversation node), estes símbolos em formato de hexágono. Os nós de convesação são conectados aos participantes através de ligações de conversação (conversation link), que são linhas duplas conectando o nodo aos participantes da conversa.

Querendo-se, é possível subir mais ainda o nível da abstração da conversa, reunindo os nodos com temas em comum com um nó de sub-conversação (sub-conversation node), que possui um marcador [+] na base. No exemplo, podemos reunir as conversas entre cliente e livraria em um nó de sub-conversação de “Venda de livros”.

Cada um dos três diagramas acima são um mesmo Diagrama de Conversação, porém visualizado em níveis de detalhamento diferentes.

Para um processo tão simples como este, o Diagrama de Conversação pode não parecer uma ferramenta muito relevante. Mas considere um processo mais complexo, como por exemplo a aquisição de um imóvel, onde temos: o cliente, a construtora, o banco, as lojas de material para construção:

Diagrama de Conversação para o processo de negócio de construir e vender imóveis de uma construtora.

Este diagrama pode ser uma ótima ferramenta para alinhar entre os participantes que tipo de informação será trocada com quem no decorrer do processo.


Aprenda a utilizar todo o potencial da notação BPMN e seus três tipos de diagrama com nossos instrutores, em um curso repleto de exercícios e um laboratório prático de modelagem de um processo de negócio de ponta a ponta!
Confira já a agenda de cursos da iProcess Education e inscreva-se:
www.iprocesseducation.com.br/ipe04

Novidades no site da iProcess!

A iProcess gera, diariamente, inovação e melhores resultados a seus clientes e parceiros.

E também inova e se renova!

Convidamos você a visitar nosso novo site e conhecer alguns dos motivos que tornaram a iProcess uma referência em consultoria de BPM e SOA no Brasil!

Algumas das novidades:

  • Novos serviços nas áreas de BPM, SOA e Desenvolvimento de Software
  • Nova seção Portal de Conhecimento, uma área dedicada ao compartilhamento de apresentações, vídeos, artigos, relatórios e links para conhecimento nas áreas de BPM e SOA
  • Certificações recentemente conquistadas
  • Novos cursos da nossa unidade de treinamentos, a iProcess Education
  • Últimas notícias

E muito mais!

Acesse agora: www.iprocess.com.br