Case CMPC Desafios dos primeiros projetos de BPM & RPA

Neste vídeo mostramos como é a realidade de processos em um negócio. O Leonardo Xavier, da CMPC – indústria de celulose do Rio Grande do Sul, apresenta o que é sucesso com BPM e o que é sucesso com RPA.

Apresentando os dados alcançados em uma implementação de BPM (Business Process Management) e a evolução para a implementação do RPA (Robotic Process Automation) através de três histórias sobre o processo:

  1. Diferenças;
  2. Dificuldades de ROI;
  3. O lado bom e ruim.

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Além do RPA – Agregando novas capacidades ao Trabalhador Digital

Mas será que o robô é sempre a melhor solução? Ele atenderá a tudo que eu preciso? Tudo que eu preciso eu consigo fazer com o RPA?

Estes questionamentos são sugeridos em nosso novo vídeo com o intuito de pensarmos em como podemos agregar novas capacidades ao trabalhador digital. Conhecendo desde o conceito de trabalhador digital até a identificação de capacidades mais complexas para o seu robô.

Veja também como é possível incorporar a inteligência artificial em nossos negócios através de 4 pilares:

  1. Interação;
  2. Compreensão;
  3. Descoberta;
  4. Recomendação;

E ainda mostraremos um exemplo real de uma empresa de e-commerce americana que uniu BPM (Business Process Management), RPA (Robotic Process Automation) e Inteligência Artificial para aperfeiçoar seus processos e um exemplo brasileiro da união de Chatbot com RPA para demandas da área de Recursos Humanos (RH).

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Nova temporada no YouTube da iProcess! Vídeos sobre RPA e BPM.

Para ajudar a solucionar a crescente buscada das empresas por mais respostas para os principais desafios sobre gerenciamento de processos, uso de robôs em seus processos de negócios e entender essa cultura de transformação digital, estamos lançando hoje a Nova Temporada de Vídeos do nosso canal do YouTube.

YouTube iProcess

O nosso objetivo é disseminar o conhecimento sobre o mundo de BPM (Business Process Management) e RPA (Robotic Process Automation) através de vídeos com temas relevantes sobre estas tecnologias.

Nossos vídeos serão lançados quinzenalmente. Então aproveite o canal para deixar seus comentários com dúvidas e sugestões de assuntos para novos vídeos.

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E a primeira novidade já está no ar!

Acabamos de disponibilizar o 1º primeiro vídeo desta nova temporada, com o tema: 7 Características Chaves para Processos Candidatos à Robotização.

Acesse o YouTube iProcess e aproveite!

Webinar: BPM + RPA: Como unir a eficácia da Transformação com a eficiência da Robotização

Neste webinar, apresentado por nosso diretor Eduardo Britto, falamos sobre o tema BPM + RPA: Como unir a eficácia da Transformação com a eficiência da Robotização – demostrando os principais problemas e desafios de adotarmos soluções de robotização (RPA) sem ter uma visão de Processo (BPM) e como podemos traçar uma estratégia de sucesso unindo iniciativas de processos e robotização na busca pela excelência das organizações.

Confira aqui o vídeo gravado e as respostas para as perguntas enviadas durante o evento!

Slides da apresentação estão disponíveis em nosso SlideShare.

Confira abaixo as respostas para perguntas enviadas por nossos participantes durante o evento:

Pergunta: Qual plataforma de RPA a iProcess utiliza?

A iProcess atualmente é parceira da Automation Anywhere e da uiPath, as duas plataformas que há dois anos tem sido lideres no quadrante mágico da Forrester sobre RPA.

Pergunta: ​Qual a ferramenta para definir os processos, factíveis de robotização?

A iProcess possui uma metodologia de diagnóstico de processos candidatos à robotização, que aplicamos em trabalhos de consultoria ao longo de uma a duas semanas de avaliação em média. O passo a passo desta metodologia e como fazemos isso é um dos tópicos do nosso curso “RPA: do Planejamento à Gestão – Como implantar uma força de trabalho digital” que terá 4 turmas nas principais capitais agora em abril.

Pergunta: Existem algumas sugestões suas para empresas que estão implantando BPMS e Robô, porém, sofrem internamente com desconfiança e até falta de patrocínio das áreas e pessoas?

Tanto para as iniciativas de BPM como para as iniciativas de RPA, o patrocínio é um dos aspectos mais importantes e fundamentais para o sucesso destas iniciativas. É muito difícil implantar com sucesso qualquer projeto desta natureza sem patrocínio, e neste caso, a melhor recomendação é buscar um bom piloto na qual haja este patrocínio e aceitação e fazer, deste caso de sucesso, o meio para alavancar novas oportunidades.

Pergunta: Quando utilizamos macros em excel podemos falar que é uma forma de RPA e como o mercado vê esta prática em sua opinião?

Podemos dizer que a macro Excel é uma forma de automação, mas não de RPA. O RPA traz consigo o conceito de plataforma de robotização, onde existe uma linguagem própria de robotização, existem ambientes distintos de desenvolvimento e produção, existe um ambiente controlado onde é possível controlar o que está sendo executado ou já foi executado, os scripts dos robôs possuem um controle de versão e o acesso a estes é determinado por usuários com direito de acesso a eles.

Pergunta: RPA é sinônimo de programação, por exemplo, javascript?

Não, como mencionei na resposta acima, RPA é uma plataforma de robotização onde uma série de conceitos e preocupações de governança estão inseridos. Maiores informações podem ser obtidas em nosso Blog, no nosso E-book e neste webinar onde apresentamos os conceitos de RPA.

Pergunta: Eu trabalho com fluxo BPMN e RPA e gostaria de saber se o fluxo deve ser básico ou se pode ser mais elaborado, devido eu já estar colocando todas as informações na especificação funcional?

Não existe um padrão específico para a documentação de fluxos de RPA. Alguns fazem esta documentação diretamente no BPMN e nos atributos descritivos da ferramenta, outros preferem gravar vídeos e outros ainda geram extensas documentações mostrando o passo a passo. O importante é que a documentação seja clara o suficiente para que o leitor tenha condições de entender as regras de funcionamento do processo, das aplicações envolvidas e das exceções tratadas.

Pergunta: ​Essa simulação que apresentou sobre cadastro da oportunidade, quanto tempo em média leva para montar um fluxo completo desse BPMS+RPA?

O desenvolvimento de um robô simples, considerando somente a sua programação numa plataforma de RPA, é muito rápida, podendo levar no exemplo que apresentamos algo em torno de 1 a 2 dias. O que temos que ter em mente, contudo, é que um projeto completo de robotização não leva em consideração somente a implementação do robô, mas também a busca dos acessos às aplicações e aos dados que serão utilizados, a análise e modelagem, especificação, criação de roteiros de testes, homologação, produção, estabilização, entre outras atividades. As etapas envolvidas em um projeto de automação são discutidas no nosso curso “RPA: do Planejamento à Gestão – Como implantar uma força de trabalho digital” que terá 4 turmas nas principais capitais agora em abril.

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Internet das Coisas e a Inovação em Processos

Não é à toa que a internet é um elemento fundamental nesta nova revolução tecnológica pela qual nossa geração está passando. Ela começou como uma rede interconectada de computadores com o objetivo de facilitar a comunicação entre pesquisadores, pessoas e negócios. O objetivo inicial da rede era a troca de informações e dados.

Mas com a ampliação da rede, interconectando globalmente praticamente todos os computadores do mundo, com o desenvolvimento de dispositivos eletrônicos cada vez mais sofisticados e com a inovação em áreas como inteligência artificial, sensores sem fio e nanotecnologia, a internet tornou-se também um protocolo de comunicação para conectar diversos objetos usados no dia a dia, como eletrodomésticos, portáteis, máquinas industriais, edifícios, meios de transporte e outros itens.

Esta é a Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT).

Nesta nova forma de internet, não apenas os computadores, mas qualquer equipamento que possa conectar-se e que possua a capacidade de transmitir dados à rede, poderá ter um identificador para reconhecê-lo de forma única na internet. A internet das coisas possibilita acessar ou operar remotamente, de qualquer lugar do planeta, qualquer dispositivo que possa ser encontrado e esteja conectado, praticamente eliminando as restrições físicas para acessá-lo. Imagine as possibilidades!

De acordo com pesquisa realizada pela KPMG em 2015, a Internet das Coisas (IOT), juntamente com as tecnologias de infraestrutura na nuvem, são as tendências tecnológicas que possibilitarão maior impacto na transformação dos negócios.

Com o aumento da conectividade, novas formas de interação com os processos da organização precisam ser criadas, viabilizando ganhos significativos para as organizações, como, por exemplo:

  • a melhoria da experiência de clientes e colaboradores,
  • redução do tempo de time-to-market dos produtos,
  • ganho de inteligência na logística e varejo,
  • aumento significativo da produtividade
  • e redução de custos com a simplificação de processos.

A internet das coisas está afetando os processos de todas as organizações.
Ela estará em nossas casas, afetando os processos dos negócios relacionados a consumo.
Ela estará em nossos dispositivos wearables, monitorando nosso bem estar e afetando os processos dos negócios de organizações da área da saúde.
Ela estará na infraestrutura das cidades, impactando os processos das instituições públicas.

Com tantas possibilidades de dispositivos conectados comunicando-se com nossos negócios, temos uma nova dimensão de participantes que podem ser envolvidos, bem como uma grande variedade de eventos que precisarão ser detectados e tratados pela organização através de seus processos.

Não se trata apenas de pessoas acessando uma lista de tarefas para realizar suas atividades, mas dispositivos com capacidade de se conectar e enviar informações para a rede, utilizando sensores para detectar eventos e realizar ações em resposta a estes eventos.

Algumas transformações já podem ser vistas nos negócios hoje graças à IoT.

No varejo, inovações com IoT já são uma realidade:

  • Supermercados já disponibilizam carrinhos de compra inteligentes. Cada produto é identificado com uma etiqueta eletrônica, e ao colocar os produtos dentro do carrinho o sistema já calcula e mostra ao cliente como estão indo suas compras. Além disso, pode inteligentemente mostrar promoções relacionadas aos produtos selecionados, como por exemplo: se o cliente colocar no carrinho um pacote de amendoim tostado, uma tela no carrinho pode informá-lo sobre a promoção de que, comprando 3 pacotes, terá 15% de desconto em alguma marca de cerveja. A informação dos produtos vendidos e suas combinações são informações que podem alimentar a equipe de marketing a criar novas promoções para alavancar a venda de outros produtos.
  • Esta tecnologia também viabiliza a opção de pagamento por auto-atendimento para os clientes que não fazem questão de passar por caixas com atendimento humano, agilizando o processo de vendas e reduzindo custos da operação.
  • As prateleiras também podem ter sensores, e à medida que os produtos vão sendo retirados pelos clientes, a reposição de estoque pode ir monitorando a saída de produtos e sinalizando a necessidade de reposição de itens, evitando o risco de perda de negócios por ruptura.

Assim, percebemos que diversos processos precisam ser redesenhados para se adaptarem a estes eventos: os processos de venda ao cliente, marketing e reposição são diretamente afetados, e outros processos de suporte também são indiretamente afetados, como logística de estoque, compras, e etc.

Estes são casos atuais, e uma boa inspiração para novas ideias em nossos negócios.

Percebemos que ao combinar BPM e a IoT, tornamos possível que os processos sejam definidos para tratar o grande volume de informações e eventos que serão gerados pelos objetos conectados, possibilitando resposta rápida para cada um deles.

Em outro exemplo já bem conhecido, podemos ter uma geladeira inteligente na casa, com a capacidade de detectar a falta de produtos e emitir automaticamente uma solicitação de compra pela internet, para um determinado supermercado.

Você já viu aí a oportunidade de oferecer um serviço que possa ser consumido pela geladeira, com um processo que identifique os mercados mais próximos, envie a lista de compras e retorne com os melhores valores e avaliações? Eu vi!

Neste caso o gatilho para iniciar o processo de cotação e compra não é um ser humano presente no supermercado, ou alguém solicitando produtos pela internet/telefone. E sim um dispositivo (uma “coisa”) detectando a falta de algo e solicitando automaticamente uma nova compra. A solicitação de nova compra poderia ser um processo automatizado no BPMS, cuja atividades seguinte no processo seria: confirmar se todos os produtos solicitados existem em estoque, acionar os drones para fazer a separação dos produtos (a Amazon já faz isso!), acomodar os produtos na caixa para entrega, marcá-la com o endereço para onde devem ser levados, acionar o serviço de logística, realizar o faturamento e confirmar o processamento do pagamento. E quem sabe, ao final, enviar uma mensagem de agradecimento ao cliente fiel :)

Outro cenário possível: imagine que os sensores de impacto/colisão do seu carro (como os que já existem em diversos modelos), utilizem os recursos de conectividade do veículo para avisar que um acidente ocorreu, acionando as autoridades competentes, como Polícia e SAMU. Ao mesmo tempo, a seguradora poderia ser acionada, iniciando um processo de sinistro, em que a primeira atividade é um contato com o segurado para verificar o que ocorreu e tomar as primeiras ações cabíveis.

E as possibilidades não se limitam a essas ideias. De acordo com uma projeção realizada pela CompTIA, o número de novas “coisas” conectadas à internet vem crescendo a um ritmo de quase 25% ao ano.

Cedo ou tarde, os dispositivos conectados à IoT serão parte da transformação do seu negócio.

A Internet das coisas vem ao encontro de um dos principais motivadores da transformação dos processos de negócio das organizações – melhorar a experiência e a jornada do cliente.


Este conteúdo é parte integrante do nosso treinamento TDP – Transformação Digital de Processos. 

Um treinamento oferecido em formato de educação à distância (EAD) desenvolvido pela equipe da iProcess e apresentado pelo Eduardo Britto, com vídeos e atividades para guiá-lo em sua preparação para atuar em projetos de Transformação Digital.

Inscreva-se e amplie seus conhecimentos!

Foco NO Cliente ou Foco DO Cliente: o que sua empresa está praticando?

Muito falamos aqui neste blog de BPM, metodologias, filosofias, técnicas e notações que utilizamos para otimizar os processos de nossas organizações, com o objetivo de gerar maior valor para os clientes.

Mas é importante lembrar que nós mesmos, praticantes ou interessados em BPM, também somos clientes no nosso dia a dia. Somos clientes de empresa de telefonia, banda larga, TV por assinatura, serviço de streaming, e por aí vai.

Basta nos colocarmos no papel de cliente, que logo vem a mente vários exemplos de coisas que não gostamos ou que gostaríamos que fossem diferentes nas empresas que prestam serviços para nós. Vejamos alguns exemplos dos chamados “momentos da verdade”, que são os momentos em que um cliente entra em contato com a organização, que na verdade se trata do contato sempre com um processo desta organização:

  • Eu quero contratar apenas internet banda larga para minha casa, mas a operadora empurra junto uma linha de telefonia fixa, mesmo que eu não utilize.
  • Eu gosto muito de uma série específica e de alguns canais de documentários, mas hoje não disponho de um pacote de TV por assinatura que me permita escolher apenas estas opções. Assim, sou obrigado a contratar um plano mais completo (e mais caro) com dezenas de canais que nunca vou assistir.
  • Eu gostaria de marcar e agendar uma consulta num posto de saúde pela internet, e não precisar ter que chegar as 04:00 da manhã para pegar uma senha para atendimento.
  • Eu ligo para o 0800 de algum prestador de serviço, mas sou obrigado a repetir todo o meu problema a cada vez que sou encaminhado para um atendente diferente.

Por que isso acontece? Porque as organizações (sejam públicas ou privadas) estão praticando o “Foco no Cliente” (atenção à preposição!), ou seja: tentam projetar ou inferir aquilo que acreditam que o cliente está buscando, ou mesmo ignoram a experiência do cliente, por conta de alguma característica ou restrição interna da organização. Algumas características básicas da abordagem com foco no cliente:

  • Geralmente baseado na Cadeia de Valor da organização, onde a empresa projeta o que o cliente deseja.
  • O cliente se adapta e escolhe o que as empresas oferecem, na forma como oferecem. Ou seja, não existe muita customização ou adaptação às necessidades específicas de cada cliente.

Vejamos outro exemplo para diferenciar o foco no cliente e o foco do cliente.

Uma rede de varejo com uma variada adega de vinhos, que oferta produtos em diferentes faixas de preço, entendeu que seria uma boa ideia possibilitar aos consumidores  interessados em alguns produtos de linha superior, experimentarem a bebida para avaliarem se o valor é justo pela qualidade da bebida.

É claro que abrir uma garrafa de um vinho caro para oferecer uma prova a qualquer pessoa que se diga interessada não é uma boa estratégia, até porque sabemos que o vinho não mantém suas características por muito tempo depois da garrafa aberta.

Então, a solução pensada foi de oferecer porções de degustação dos principais rótulos, por um custo acessível e de valor agregado para um bom conhecedor de vinho. Para isso, disponibilizaram um equipamento específico que permite servir porções mantendo o vinho da garrafa aberta sob condições de ambiente que permitam mantê-lo aberto por algum tempo sem perder suas características.

Pensando sob este ponto de vista, parece uma excelente estratégia para aproximar o cliente do produto e conduzi-lo para uma possível venda, sem perder o valor agregado do produto.

Desta forma, definiram a seguinte jornada para o cliente obter a taça de degustação:

Perceba que o processo exige que o cliente (que deseja apenas tomar uma taça de vinho!) passe por uma grande quantidade de etapas para realizar este desejo: entrar em várias filas, realizar cadastros, realizar crédito, etc. A burocracia envolvida certamente desestimularia aquele cliente eventual que teria interesse em utilizar máquina, mas desistiria ao saber de todos os passos que são necessários. E quem sabe ele seria o cliente que levaria aquela garrafa de vinho top!

Neste momento podemos fazer um questionamento: este processo está errado?

Conceitualmente e semanticamente o processo está correto, e possivelmente exista um racional justificando cada uma daquelas etapas. Pode ser, por exemplo, que a organização deseja cadastrar e fidelizar o cliente. Ou queira gerar uma base de dados de clientes para mail marketing e promoções. Mas mesmo que o racional utilizado para modelar todas estas etapas no processo seja justificável, o fato é que do ponto de vista do cliente, este processo é ruim e burocrático!

Então como seria este mesmo processo, modelado com foco do cliente? Vejamos:

Percebam a diferença! O que acontece é que neste caso estamos praticando o foco do cliente, ou seja, o processo é baseado nas expectativas do cliente, com a empresa se colocando no lugar do mesmo.

No foco do cliente, os objetivos são:

  • Avaliar apenas o que realmente importa para o cliente, eliminando etapas que não agregam valor ou não são necessárias do ponto de vista do cliente.
  • Reduzir o número de interações, ou seja, a quantidade de vezes que o processo (a organização) precisa se comunicar ou solicitar algo para o cliente.
  • A percepção do cliente se torna a referência sobre a efetividade ou não do processo. Se, por exemplo, meu processo está gerando muitas reclamações no “Reclame Aqui” ou no Procon, isto significa que o processo não está bem, mesmo que atenda a indicadores internos ou benchmarks disponíveis.
  • Melhorar a satisfação do cliente.

Veja que a abordagem do foco do cliente parte de uma premissa bem simples: entender como o cliente vê que sua necessidade deveria ser atendida e estruturar o processo sob a ótica dele. Mas é claro que nem sempre é tão fácil, podem existir fatores que impedem uma transição completa, como por exemplo:

  • O cliente pode não estar disponível para participar do desenho, que é comum no caso de órgãos públicos onde o cliente é o cidadão, ou empresas que oferecem serviços ao grande público. Certamente existem técnicas que permitem captar o feedback do cliente nestes casos (Canal para envio de sugestões/reclamações, Pesquisas de opinião, etc), mas não costuma ser tão efetivo quanto você ter o cliente contribuindo presencialmente.
  • A empresa pode ser regida por regulações e normas que exigem um certo grau de burocratização (Ex: Sarbanes-Oxley), que pode ser visto como desnecessário para o cliente, mas é importante para fins de auditoria e conformidade da organização.

Acreditamos que é importante tentar mudar o paradigma e passar a adotar, sempre que possível, o foco do cliente no desenho dos processos. Mesmo que não seja viável adotar completamente esta abordagem, apenas o exercício de se colocar no lugar do cliente, experimentando o processo, já fornece uma visibilidade muito boa de como vai ser a interação do cliente com os processos, permitindo inclusive antecipar e tratar possíveis problemas.